Brasil
Ministério do Trabalho e Emprego é premiado por serviços digitais focados no cidadão
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu dois prêmios que refletem o compromisso com a gestão pública ética e com os trabalhadores e trabalhadoras, por meio de iniciativas em transformação digital desenvolvidas em 2025.
O MTE conquistou o 1º lugar na categoria Líder em Transformação Digital durante o III Fórum de Líderes dos PTDs. O reconhecimento, concedido pela Secretaria de Governo Digital (SGD/MGI), destaca a eficiência das entregas do Ministério no cenário de digitalização da Administração Pública federal.
O prêmio é reflexo de projetos estratégicos como o Crédito do Trabalhador, a assistente virtual Celeste, as plataformas Facilita e SIGFAT, além da modernização das Novas Redes de Conectividade, do Sistema de Qualificação e do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES).
Segundo o diretor do Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), Heber Maia, o reconhecimento é fruto da integração estratégica do Ministério para desenvolver iniciativas que desburocratizam e otimizam os serviços prestados ao setor produtivo e à sociedade.
“O prêmio é o reconhecimento da excelência do corpo técnico do MTE, que compreendeu que a transformação digital não é digitalizar papel, mas redesenhar serviços com foco no cidadão. Confirma também que conseguimos modernizar a porta de entrada do MTE, consolidando uma estratégia de múltiplos canais onde os serviços estão integrados, acessíveis e simplificados”, completou.
As ações premiadas abrangem projetos estratégicos de modernização e infraestrutura, com destaque para:
- IA e Atendimento: Criação da Celeste, solução de inteligência artificial para o cidadão;
- Gestão Sindical: Reconstrução e migração do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES);
- Parcerias Estratégicas: Coordenação do programa Crédito do Trabalhador junto à Dataprev, Serpro e Caixa Econômica;
- Plataformas e Sistemas: Implantação do Facilita, do sistema SIGFAT e da plataforma do Seguro-Defeso;
- Infraestrutura: Instalação da Nova Rede de Conectividade em 376 unidades do MTE.
Com a participação de 51 órgãos, o Fórum premiou as melhores práticas da Administração Pública em sete frentes, incluindo gestão e governança, qualidade de serviços, aplicativos e transformação digital.
Confira a lista dos premiados clicando aqui: link
Nota máxima em Integridade Pública pela CGU
O MTE obteve a nota máxima na Autoavaliação em Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU), alcançando o Nível 3 – Pleno de Maturidade. Com 100% de aproveitamento nos 71 requisitos do Modelo de Maturidade (MMIP), o Ministério integra o restrito grupo de apenas cinco órgãos federais a atingir este patamar.
O resultado ratifica o compromisso da pasta com uma gestão ética e transparente, em total conformidade com o Decreto nº 11.529/2023, que institui o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (SITAI).
De acordo com o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do MTE, Cláudio Py, “o reconhecimento da CGU é resultado de um trabalho coletivo e do esforço para fortalecer a cultura da integridade dentro do Ministério, ampliando a confiança da sociedade em nossas entregas e práticas administrativas”.
Em comunicado oficial, a CGU destacou o empenho do Ministério em institucionalizar a cultura da integridade e o cumprimento integral das diretrizes do modelo de maturidade. O reconhecimento reafirma o compromisso do MTE com uma administração transparente, ética e focada na geração de valor para a sociedade brasileira.
Brasil
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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