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Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae ultrapassa 61 mil participantes em 27 anos e reforça planos para novo ciclo de expansão

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Programa celebra 27 anos de resultados e engajamento no campo

O Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae celebrou, em 2025, 27 anos de atuação, com mais de 61 mil participantes e 37 mil famílias atendidas em treinamentos e projetos voltados à melhoria da gestão e da produção rural.

A reunião de avaliação anual, realizada na sede do Ser Aurora Coop, em Chapecó (SC), reuniu representantes do Sebrae de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, além de entidades cooperativas e de crédito parceiras. O encontro teve como objetivo avaliar os resultados, alinhar indicadores e projetar novas metas para o próximo ciclo de cooperação.

“Já são quase 62 mil pessoas beneficiadas com capacitações de qualidade. O programa é um exemplo de como o cooperativismo pode transformar realidades no campo”, destacou Marcos Lopes, gerente de Desenvolvimento Rural Cooperativo da Aurora Coop.

Capacitação e eficiência energética fortalecem o setor rural

Entre as principais entregas, Lopes destacou os treinamentos de eficiência energética, voltados à prevenção de acidentes e economia de energia, e o aumento da participação de jovens e mulheres, considerado fundamental para a sucessão familiar no campo.

Entre 1998 e 2025, o programa reuniu milhares de produtores em ações como De Olho na Qualidade, QT/Qualidade Total, Times de Excelência, Sustentabilidade em Empresas Rurais, Diagnóstico de Eficiência Energética e Resgate do De Olho.

O foco do programa segue sendo o crescimento sustentável dos produtores, estimulando o engajamento, a inovação e o aprimoramento técnico nas propriedades.

Avanços no melhoramento genético do rebanho leiteiro

Durante o encontro, o gerente de Captação de Leite da Aurora Coop, Selvino Giesel, apresentou os avanços do Modelo Genético Aurora Coop, desenvolvido em parceria com o Sebrae/SC.

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O modelo busca aprimorar a constituição genética de características de interesse econômico, como aumento dos teores de proteína e gordura do leite, redução de doenças genéticas e melhorias no sistema mamário e na estrutura dos animais.

Esses avanços refletem o investimento contínuo em genética, bem-estar animal e produtividade, pilares centrais da estratégia de desenvolvimento da cooperativa.

Suinocultura e sustentabilidade: genética e eficiência em foco

Na suinocultura, o destaque foi a consolidação da genômica como ferramenta de inovação. O projeto, iniciado em 2020 em parceria com o Sebrae, realiza a coleta de material genético para identificar e selecionar fêmeas com melhor desempenho produtivo.

De acordo com a Aurora Coop, os resultados já apontam ganhos significativos de produtividade em relação à média nacional.

Também foi apresentado o Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop, que prepara empresas rurais para certificações ambientais e de eficiência energética, com apoio técnico do Sebrae/SC.

Parceria histórica com o Sebrae será renovada até 2028

A coordenadora de Agronegócios do Sebrae Nacional, Claudia Stehling, destacou que a parceria com a Aurora Coop é “histórica e em constante evolução”. Ela informou que o ciclo atual deve atender quase 4 mil produtores até abril de 2026, com previsão de renovação por mais dois anos.

“A continuidade da parceria amplia resultados como o aumento da produtividade, da qualidade e da profissionalização na gestão das propriedades rurais”, afirmou Claudia.

Já Josiane Minuzzi, coordenadora do programa Conexões Corporativas do Sebrae/SC, ressaltou que os projetos são construídos de forma colaborativa, a partir das demandas específicas de cada setor produtivo, com indicadores claros para monitorar os resultados.

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Cooperativismo e engajamento são pilares do programa

O diretor vice-presidente de Agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antonio Zordan, reforçou que o sucesso do programa está fundamentado na relação de confiança entre cooperativas e produtores.

“Não existe cooperação sem confiança. É esse vínculo que garante o crescimento conjunto e o fortalecimento das famílias do campo”, destacou Zordan.

Encerrando o encontro, o professor e doutor em agronomia Dieisson Pivoto ministrou a palestra “União que gera valor – Engajamento e cooperativismo no campo”, abordando temas como governança democrática, metas coletivas e o papel da comunicação cooperativista no fortalecimento das relações no campo.

Rede de parceiros amplia impacto regional

O Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae é uma iniciativa colaborativa que reúne instituições cooperativas, financeiras e de ensino em quatro estados:

  • Santa Catarina: Aurora Coop, Sebrae/SC, Senar, Sescoop, Sicoob, Cooperalfa, Cooper Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1, Copercampos e Coopervil;
  • Rio Grande do Sul: Sebrae, Sicredi, Cooperalfa, Copercampos, Auriverde, Cooper A1 e Copérdia;
  • Paraná: Sebrae, Cocari, Frísia, Capal, Castrolanda, Cooper Itaipu, Copérdia e Cooper Alfa;
  • Mato Grosso do Sul: Sebrae, Cooasgo, Copérdia e Cooperalfa.

A iniciativa é reconhecida como referência nacional em integração produtiva e desenvolvimento cooperativo, fortalecendo a sustentabilidade econômica e social no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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