Agro
Agrodefesa reforça prazo para recadastro de estabelecimentos agropecuários em Goiás até 31 de dezembro
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta que o prazo para o recadastro de estabelecimentos comerciais e industriais do setor agropecuário segue aberto até 31 de dezembro de 2025. O procedimento é obrigatório para empresas que comercializam produtos agropecuários ou realizam o processamento de produtos de origem animal sob o Serviço de Inspeção Estadual (SIE).
O processo de renovação deve ser feito exclusivamente pelo Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Segundo o órgão, estabelecimentos que não realizarem o recadastramento dentro do prazo estarão sujeitos a multas, interdição das atividades e suspensão das operações até que a situação seja regularizada.
Licenças expiram no início de cada ano
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, reforça que todas as licenças concedidas aos estabelecimentos têm validade de um ano, com vencimento em 1º de janeiro do ano seguinte.
“É essencial que todos cumpram os prazos estabelecidos para que a Agência possa atuar com eficiência na defesa agropecuária do estado. Isso garante segurança sanitária e resultados positivos para toda a sociedade”, afirmou o presidente.
Estabelecimentos obrigados ao recadastro
Devem renovar seus registros os empreendimentos que manipulam ou processam carnes, leite, ovos, mel, pescados e seus derivados, além de empresas leiloeiras de animais, haras, clubes de laço, confinamentos, centrais de coleta de sêmen e embriões, suinocultores e avicultores.
O recadastro também é obrigatório para revendas agropecuárias que comercializam aves, animais aquáticos, quimioterápicos, biológicos e agrotóxicos, assim como para granjas avícolas e prestadores de serviços fitossanitários, incluindo empresas de aviação agrícola e operação com drones.
Entre os estabelecimentos listados pela Agrodefesa estão ainda:
- Casas agropecuárias que comercializam agrotóxicos e bioinsumos;
- Depósitos e centros de distribuição de produtos químicos e biológicos;
- Comércios de sementes e mudas;
- Processadoras de tomates com repasse de agrotóxicos.
Regularização garante segurança sanitária e ambiental
O coordenador de Cadastro de Estabelecimentos e Prestadores de Serviços Fitossanitários da Agrodefesa, Carlos Alberto Jardim dos Santos, explica que o recadastramento é fundamental para manter o controle sanitário e ambiental do setor.
“O registro e a renovação garantem que todas as normas de segurança sejam cumpridas, assegurando boas práticas em cada etapa da cadeia produtiva agropecuária”, destacou.
Como realizar o recadastro
O procedimento deve ser feito diretamente pelo Sidago, mediante login e senha individuais, até o dia 31 de dezembro de 2025. O pagamento da taxa de renovação poderá ser efetuado até 31 de janeiro de 2026.
A lista de documentos necessários está disponível no site oficial da Agrodefesa, no endereço: goias.gov.br/agrodefesa/cadastro-de-estabelecimentos2.
Empresas que encerraram suas atividades devem solicitar o descadastramento do sistema para evitar penalidades futuras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Irrigação por gotejamento no inverno: 3 cuidados essenciais para evitar perdas e aumentar a eficiência no campo
Com a chegada do inverno, parte dos produtores rurais tende a reduzir a atenção dedicada à irrigação, diante da expectativa de menor demanda hídrica das culturas. No entanto, especialistas alertam que o período exige ajustes técnicos importantes para manter a eficiência dos sistemas de irrigação por gotejamento e evitar perdas produtivas.
Mesmo com temperaturas mais amenas, o manejo inadequado pode resultar em desperdício de água, deficiência hídrica ou até prejuízos ao desenvolvimento das plantas. Nesse cenário, três práticas se destacam como essenciais: ajuste do manejo da irrigação, manutenção preventiva dos equipamentos e monitoramento constante da lavoura.
Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim do Brasil, Elídio Torezani, o período exige atenção técnica contínua.
“Cada época do ano apresenta características diferentes. No inverno, é fundamental avaliar o clima e o comportamento da cultura para que a irrigação atenda exatamente à necessidade da planta, sem desperdícios e sem comprometer o desenvolvimento da lavoura”, afirma.
Ajuste do manejo da irrigação é essencial no inverno
Um dos principais erros no período é manter os mesmos parâmetros de irrigação utilizados em épocas mais quentes. As condições climáticas do inverno alteram a evapotranspiração das culturas, o que pode reduzir ou modificar a demanda por água.
No entanto, isso não significa simplesmente irrigar menos, mas sim irrigar com maior precisão.
“O manejo deve acompanhar a realidade da lavoura. Quando o produtor observa as necessidades da cultura e realiza os ajustes corretos, ele consegue usar a água de forma mais eficiente e reduzir riscos para a produção”, explica Torezani.
A recomendação é que o produtor considere fatores como tipo de solo, estágio fenológico da cultura e variações climáticas regionais para definir a lâmina ideal de irrigação.
Manutenção preventiva evita falhas no sistema de gotejamento
Outro ponto crítico durante o inverno é a manutenção dos equipamentos de irrigação. Mesmo com funcionamento aparentemente normal, sistemas de gotejamento podem apresentar falhas silenciosas que comprometem a distribuição uniforme da água.
Filtros, válvulas, conexões e linhas de gotejamento devem ser inspecionados com frequência para evitar entupimentos, vazamentos ou perda de pressão.
“Muitas perdas de eficiência acontecem por detalhes que poderiam ser corrigidos com uma simples inspeção. A manutenção preventiva ajuda a preservar o funcionamento do sistema e evita problemas maiores no futuro”, destaca o engenheiro agrônomo.
A revisão periódica do sistema é considerada uma das principais estratégias para garantir longevidade dos equipamentos e eficiência operacional.
Monitoramento constante da lavoura garante decisões mais assertivas
Mesmo no inverno, o acompanhamento da área irrigada continua sendo uma prática indispensável. As condições climáticas podem variar ao longo da estação, com períodos de estiagem que impactam diretamente o desenvolvimento das culturas.
O monitoramento do solo, do estado das plantas e do desempenho do sistema de irrigação permite identificar rapidamente qualquer necessidade de ajuste.
“A tecnologia oferece ferramentas importantes para aumentar a eficiência da irrigação, mas nada substitui o olhar atento sobre a lavoura. O monitoramento permite identificar necessidades específicas e agir rapidamente quando necessário”, reforça Torezani.
A irrigação por gotejamento no inverno exige mais do que redução de lâmina: requer estratégia, manutenção e acompanhamento técnico constante. O conjunto dessas práticas contribui para o uso racional da água, maior eficiência operacional e proteção da produtividade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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