Agro
Em cerimônia, Lula e ministro Carlos Fávaro celebram abertura de mais de 500 mercados para o agro brasileiro
Com a abertura de mais de 500 novos mercados para o setor agropecuário, entre 2023 e 2025, o Brasil reafirma o papel estratégico de um segmento que gera empregos, renda e oportunidades, abastece o mercado interno, contribui para a segurança alimentar e alimenta milhões de pessoas ao redor do mundo.
Para celebrar esse marco, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, participaram de cerimônia nesta segunda-feira (15), em Brasília, ao lado de representantes do setor produtivo. Estiveram presentes também o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e a presidenta da Embrapa, Silvia Massruhá.
“Com muito orgulho celebramos a história dos 508 novos mercados. E a gente pode muito mais. Para isso, precisamos ser humildes, trabalhar mais e melhorar os nossos produtos. E a verdade é que a gente não tem competidor. Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, evidenciou o presidente Lula.
Em seu discurso, o ministro Carlos Fávaro explicou a dimensão da abertura de mercados. Em uma conta simples, segundo ele, trata-se de um novo mercado a cada dois dias. “Coincidência não existe. O que existe é trabalho, diálogo e o Brasil abrindo portas no mundo. Abrir 500 mercados em três anos é um feito histórico que demonstra a confiança internacional no agro brasileiro. Tenho certeza de que nenhum país do mundo conseguiu se expandir tanto nesse período. Esses novos mercados vão se transformar em negócios, empregos e renda para o Brasil”, comemorou Fávaro.
O ministro destacou ainda a importância dos adidos agrícolas, com a ampliação da atuação internacional do país, que passou de 29 para 40 adidos agrícolas, percorrendo mercados e interagindo diretamente com empresários.
A ampliação de destinos representa um impacto direto estimado em US$ 3,4 bilhões para as empresas do setor, fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior e consolidando uma política assertiva de expansão comercial.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou o desempenho das exportações brasileiras, que devem alcançar patamar recorde neste ano. Segundo ele, mesmo diante do menor crescimento da economia mundial e da queda nos preços internacionais, o Brasil deverá atingir US$ 345 bilhões em exportações e US$ 629 bilhões na corrente de comércio. “É importante destacar que não há país no mundo que tenha registrado crescimento forte e sustentável sem se abrir ao comércio exterior, sem priorizar as exportações e sem conquistar mercados”, afirmou.
Durante a cerimônia, o presidente da ApexBrasil entregou homenagens ao presidente Lula, ao vice-presidente da República, aos ministros das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, à presidenta da Embrapa, e ao presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima.
O presidente Lula recebeu das mãos do ministro Carlos Fávaro um quadro alusivo à abertura de 500 mercados agropecuários e, das mãos do presidente da ApexBrasil, uma miniatura de um contêiner, representando as exportações brasileiras.
O SETOR
Os produtos da agropecuária brasileira já embarcaram para 79 destinos mundo afora, demonstrando qualidade, competitividade, alto valor agregado, produção altamente sustentável e elevados padrões sanitários, reconhecidos internacionalmente. Com presença em todos os continentes, destacam-se carnes, grãos, algodão, frutas, pescados, entre outros.
O representante do setor de proteína animal, conselheiro da JBS, Wesley Batista, enfatizou a importância do incentivo do Governo do Brasil para o acesso aos mercados internacionais. “O trabalho que o presidente Lula tem feito nestes últimos três anos tem sido um diferencial enorme para o agronegócio e para a indústria brasileira como um todo. No nosso setor, nunca se exportou tanto quanto agora, para tantos mercados, disse.
Representante do setor de feijão e pulses, a sócia da Dassoler Agronegócio, Caroline Dassoler, destacou que as aberturas de mercados vêm promovendo crescimento acelerado do setor. “Por meio da abertura de mercados, entre 2023 e 2025, conquistamos 10 novos destinos. No caso dos feijões, nossos produtos passaram a estar presentes nas mesas de países como Costa Rica, Rússia, Peru e Líbano. Já o gergelim chegou a nações como China, Coreia do Sul, Malásia e África do Sul”, exemplificou Caroline.
A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, falou sobre o crescimento da cultura no cenário internacional. O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de algodão, respondendo por cerca de 33% do mercado global. “O verdadeiro desafio é transformar produção em mercado, mercado em valor e valor em desenvolvimento para o Brasil. É exatamente nesse ponto que a ApexBrasil se torna estratégica para o agronegócio brasileiro”, disse.
Outro setor com destaque foi o das frutas brasileiras no mercado internacional. “Foram 20 aberturas de mercado para diversas frutas. Quem ganha com isso é o Brasil, é o produtor de frutas”, comemorou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou que a abertura de novos mercados representa um marco simbólico importante, que consolida uma política consistente de ampliação do acesso dos produtos do agronegócio brasileiro ao mercado internacional. “É um momento de celebração, fruto de um trabalho bem feito e bem realizado, que fortalece o setor e o país”, afirmou.
APEXBRASIL: PARCERIA QUE FORTALECE
“Essa conquista é fruto de uma atuação articulada entre ApexBrasil, Mapa, MRE, MDIC e o setor privado. Esses atores trabalharam juntos para identificar potenciais mercados, mapear oportunidades, conectar exportadores e importadores e criar um ambiente favorável aos negócios”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
A celebração da marca dos 500 novos mercados internacionais ocorreu durante a inauguração oficial da sede própria da ApexBrasil. O conceito do novo espaço – que, desde sua criação, funcionava em imóveis alugados – foi pensado para criar um ambiente integrado à cidade, aberto a atividades artísticas, educativas, literárias, exposições e à divulgação dos produtos brasileiros para o mundo.
Informação à imprensa
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Agro
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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