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Economia

Alckmin comemora recorde de exportações em 2025 durante inauguração de sede da Apex

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (15/12), durante celebração de abertura de 500 mercados internacionais na nova sede da Apex Brasil, em Brasília, que as exportações brasileiras devem bater novo recorde em 2025. O evento teve a presença do presidente Luiz Inácio da Silva.

“Mesmo com o mundo crescendo menos, devemos bater recorde com US$ 345 bilhões de exportação e US$ 629 bilhões de corrente de comércio”, afirmou Alckmin. “Não há país no mundo que tenha tido um crescimento mais forte e sustentável sem se abrir ao mundo, que não priorizou o comércio exterior”.

Alckmin destacou a reforma tributária como fator estrutural de estímulo às exportações. “Vai desonerar totalmente a exportação, dando um fim à cumulatividade de crédito”, disse o ministro. “Um estudo do IPEA mostra que a exportação brasileira pode crescer 17% após a implementação total da reforma tributária”, apontou.

O presidente Lula, em sua fala, lembrou que o comércio é uma via de mão dupla. “Quando a gente chega em um país, não podemos só falar o que temos para vender, é importante vermos o que eles têm para vender também”, frisou.

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O evento destacou a abertura de 500 novos mercados internacionais para as exportações brasileiras, nos últimos três anos, por meio de um esforço conjunto do MDIC, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério das Relações Exteriores e da Apex Brasil.

Distribuídos por mais de 80 países, os novos mercados têm potencial para gerar um aumento nas exportações de até US$ 33 bilhões nos próximos cinco anos. O evento também celebrou a inauguração da nova sede da Apex, em Brasília, que conta com auditório, salão de exposição, cafetaria e restaurante com foco na culinária nacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Governo define regras para cotas e garante aplicação do Acordo Mercosul-União Europeia

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O governo federal avançou mais uma etapa na implementação do Acordo Mercosul–União Europeia ao estabelecer as regras que viabilizam o uso de cotas tarifárias no comércio bilateral.

Com a publicação, nesta sexta-feira (1/05), das portarias da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país passa a contar com diretrizes claras para utilização das cotas na exportação e na importação, etapa essencial para a aplicação prática do acordo.

As medidas regulamentam o Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026, e se somam à Portaria Secex nº 490, que instituiu o Certificado de Origem, documento necessário para acesso aos benefícios tarifários.

A incidência de cotas é limitada: cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações. Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas.

As regras foram definidas pelas Portarias Secex nº 491, para importações, e nº 492, para exportações. No caso das importações, produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir modelo baseado na ordem de registro das licenças no Portal Único Siscomex. Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação.

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Já nas exportações, as cotas abrangem produtos estratégicos da pauta brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota e a disponibilidade no momento da análise.

Após a operação, será emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, que acompanha a mercadoria e permite a aplicação do benefício tarifário no mercado europeu.

A divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação. Até a definição conjunta, cada país seguirá operando com seus próprios procedimentos, sem alteração no volume total negociado ou no direito de acesso aos benefícios previstos no acordo.

Para produtos não sujeitos a cotas, o acesso às preferências tarifárias depende apenas do cumprimento das regras de origem. Nos casos com cota, essas exigências permanecem válidas.

Modernização do comércio exterior

Publicada nesta quinta-feira (30/04), a atualização da Portaria Secex nº 249/2023 adequa as regras brasileiras de certificação de origem aos novos acordos comerciais e fortalece a preparação do país para a entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, com foco direto na simplificação de procedimentos e na redução de custos operacionais para as empresas.

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Entre os principais avanços, estão a inclusão do modelo de Certificado de Origem específico para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do Certificado de Origem Eletrônico para mercados estratégicos como União Europeia e Índia, a autorização do uso de assinatura eletrônica e a definição de regras mais claras para autocertificação. A norma também traz ganhos concretos de simplificação, como a possibilidade de uma única declaração anual para importação de partes e peças usadas no setor aeronáutico e a regulamentação da transferência de cotas de exportação e importação entre empresas do mesmo grupo econômico.

As mudanças aumentam a previsibilidade, reduzem burocracias e alinham o Brasil às melhores práticas internacionais, criando um ambiente mais ágil e seguro para exportadores. A íntegra da portaria pode ser consultada em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-secex-n-490-de-29-de-abril-de-2026-702424467.

Confira as perguntas e respostas mais frequentes após a entrada do acordo em vigor

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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