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Educação

MEC debate bases da Política de Educação Superior

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), realizou, na última semana, o Seminário Nacional da Política Nacional de Educação Superior (PNEDS). O encontro, sediado no edifício da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube, reuniu gestores, especialistas e entidades representativas de estudantes, técnicos e docentes, para a construção participativa das diretrizes que nortearão a educação superior no país. 

O evento ocorreu em um momento decisivo e serve como plataforma de trabalho para responder a desafios complexos, como a sustentabilidade financeira das instituições, a regulação do ensino a distância (EaD) e as políticas de acesso e permanência. Segundo o secretário de Educação Superior, Marcus David, o objetivo é co-criar uma política que impactará milhões de estudantes e milhares de instituições. 

Construção participativa e governança – O seminário foi estruturado para promover o diálogo qualificado entre diferentes segmentos da educação superior. A coordenadora-geral de Articulação Institucional da Sesu, Lúcia Pellanda, apresentou a arquitetura do projeto, destacando a necessidade de um documento que reflita os anseios da sociedade e fortaleça a educação superior como política de Estado. 

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A programação incluiu a apresentação de dados do Censo da Educação Superior 2024, conduzida pelo diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Carlos Moreno, que forneceu elementos importantes para subsidiar os debates sobre os desafios e as oportunidades do setor. 

O seminário integra um esforço contínuo de diálogo promovido pela Sesu. Outras escutas direcionadas a entidades já foram realizadas, e duas instâncias de governança estão instituídas dentro do MEC para coordenar a execução do plano de ação aprovado em novembro de 2024. 

Durante a tarde, grupos de trabalho se reuniram presencialmente para elaborar propostas sobre os eixos estruturantes da PNEDS. 

Próximos passos – A fim de ampliar ainda mais a participação social, o MEC prevê o lançamento de uma consulta pública ampla pela plataforma Brasil Participativo para março de 2026. A iniciativa permitirá que a sociedade contribua diretamente para a formulação da PNEDS, consolidando o caráter participativo e democrático da construção da política. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mais de 90% dos municípios respondem ao MEC sobre Primeira Infância

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância, concluiu o Levantamento Nacional de Planos pela Primeira Infância com adesão de 90% dos municípios brasileiros. Realizada entre março e maio de 2026, a iniciativa mapeou a situação dos planos municipais, estaduais e distrital voltados às crianças de zero a seis anos em todo o país. 

Ao todo, 4.990 municípios finalizaram integralmente o preenchimento do levantamento, o equivalente a 89,59% das cidades brasileiras. Outros 234 municípios permaneceram com cadastro em andamento e apenas 346 não iniciaram o preenchimento. Além da participação municipal, 19 estados e o Distrito Federal também responderam ao levantamento. 

O levantamento teve como objetivo compreender o panorama atual das políticas públicas para a Primeira Infância no país, identificar desafios, subsidiar ações de apoio técnico, fortalecer a governança interfederativa e aprimorar as estratégias voltadas à garantia dos direitos das crianças brasileiras. 

A inciativa nacional ocorreu de forma articulada e intersetorial, com envio de ofícios institucionais, disparos de e-mails, articulação via WhatsApp, divulgação em seminários estaduais e distribuição de materiais informativos. O prazo oficial de coleta encerrou-se em 15 de maio, com prorrogação excepcional até 18 de maio para regularização de acessos ao sistema e complementação de informações. 

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Os dados também devem contribuir para compreender os avanços da agenda desde a consolidação do Marco Legal da Primeira Infância e orientar novas ações para ampliar a efetivação dos direitos das crianças brasileiras, especialmente no enfrentamento das desigualdades e na construção de políticas mais integradas, intersetoriais e efetivas. 

O levantamento foi coordenado pela SNPPI/MEC com apoio de parceiros estratégicos da agenda da Primeira Infância, entre eles a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, o Conselho Nacional do Ministério Público, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, o Instituto Articule e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, além de redes estaduais, organizações da sociedade civil e gestores públicos. 

Resultados – Entre os estados com 100% de preenchimento concluído estão Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Já os maiores índices de finalização foram registrados em São Paulo (98,76%), Mato Grosso do Sul (98,73%), Pará (96,53%), Santa Catarina (96,27%), Sergipe (96%), Rio Grande do Norte (95,81%), Pernambuco (95,14%) e Minas Gerais (93,20%). 

Em números absolutos, Minas Gerais liderou a participação, com 795 municípios finalizados, seguido por São Paulo (637), Rio Grande do Sul (425), Paraná (356) e Bahia (329). 

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Os formulários aplicados reuniram informações sobre existência e vigência dos Planos pela Primeira Infância, aprovação em instrumentos normativos, funcionamento de comitês intersetoriais, mecanismos de financiamento, participação social e necessidades de apoio técnico para implementação das políticas públicas. Também foram levantadas informações sobre governança, articulação entre áreas e estratégias de implementação territorial. 

Segundo a SNPPI/MEC, os resultados demonstram o fortalecimento da agenda da Primeira Infância no Brasil e o crescente comprometimento dos entes federados com a institucionalização de políticas públicas voltadas às crianças. A Subsecretaria pretende, agora, organizar um grupo de trabalho para aprofundar a análise quantitativa e qualitativa das informações coletadas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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