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CNA Fiagro impulsiona pequenos produtores e transforma realidades no campo

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O CNA Fiagro, fundo exclusivo de microcrédito lançado em 2023 pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), vem mudando a vida de pequenos e médios produtores atendidos pelo programa Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Com acesso facilitado, taxas competitivas e baixa burocracia, a iniciativa está disponível em 24 Estados brasileiros e tem se mostrado um importante instrumento de desenvolvimento no campo.

Crédito simplificado transforma propriedades rurais

Um dos exemplos de sucesso é o produtor Glauber Brustolin, de Jaraguari (MS). Quando chegou à sua propriedade, encontrou apenas a terra e cercas. “Não tinha casa, nem energia, nem poço. Só a terra e o dinheiro para fazer o pasto. Faltavam recursos para comprar o gado”, relembra.

Com o apoio da ATeG e o acesso ao crédito do CNA Fiagro, Glauber conseguiu melhorar o fluxo de compra e venda do rebanho. “O mercado mostrava sinais de melhora, então usamos o recurso para adquirir novilhas. Fizemos o giro rápido e tivemos uma rentabilidade muito interessante, tanto no ganho zootécnico quanto no comercial”, contou o produtor.

Ele destacou ainda a facilidade de contratação e o apoio técnico como diferenciais. “É desburocratizado, com taxa dentro do mercado e sem cobrança pela assistência. O crédito por si só já é ótimo, mas com a orientação do técnico conseguimos usar o investimento com mais sabedoria e facilidade para pagar.”

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ATeG e crédito se unem para potencializar resultados

O técnico de campo do Senar/MS, Rafael de Oliveira, explicou que o crédito foi essencial para aprimorar o manejo da propriedade. “O objetivo principal era utilizar melhor as pastagens, então surgiu a ideia de comprar uma chorumeira para aplicar dejetos de suínos no pasto. Com o fundo, foi possível adquirir o equipamento e melhorar as condições da fazenda”, relatou.

Produtora do Amazonas amplia produção de frutas com apoio do CNA Fiagro

Em Codajás (AM), a produtora Lícia Alencar também encontrou no fundo uma oportunidade de ampliar sua produção de frutas. “Fomos contemplados com o crédito que vai ajudar na compra de sementes, adubos, irrigação e mão de obra”, destacou.

Ela ressaltou a agilidade no processo de liberação dos recursos. “O que mais impressionou foi a rapidez, com menos burocracia e juros que cabem no nosso bolso, diferente de outros financiamentos. Agradeço à CNA e ao Senar pelo apoio ao produtor da nossa região”, afirmou.

CNA Fiagro alia microcrédito à assistência técnica e transforma vidas

De acordo com o coordenador de Empreendedorismo e Negócios do Instituto CNA, Christiano Nascif, os resultados mostram que o CNA Fiagro vai além da concessão de crédito. “Quando o Sistema CNA idealizou o fundo, o propósito era transformar vidas no campo, concedendo crédito aliado à ATeG para quem nunca imaginou que isso seria possível. Hoje comprovamos que o objetivo foi alcançado, realizando sonhos e transformando histórias de vida em histórias de sucesso”, destacou.

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Fundo cobre diversas atividades e tem liberação ágil

O CNA Fiagro atende produtores das cadeias de bovinocultura de corte e leite, agricultura anual (soja, milho, trigo, mandioca e feijão), fruticultura, cafeicultura, piscicultura, ovinocaprinocultura, apicultura, olericultura e cana-de-açúcar.

Para ter acesso ao crédito, o produtor deve possuir cadastro ativo na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar. A solicitação é feita pelo aplicativo Conecta Produtor, e em até cinco minutos o agricultor recebe o resultado da primeira análise financeira e as orientações para seguir com o processo.

O próprio técnico da ATeG atua como agente de crédito, coletando as informações necessárias para análise da instituição gestora do fundo. Com a documentação validada, o crédito é liberado em até sete dias úteis, com parcelamento mensal ou personalizado conforme a necessidade do produtor, e prazo máximo de pagamento em 12 meses.

CNA Fiagro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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