Agro
Alta Mogiana vê etanol de milho como vetor de previsibilidade e pede segurança jurídica no RenovaBio
RenovaBio em ponto de inflexão
O RenovaBio passa por um momento de mudança, mas mantém fundamentos sólidos para crescimento, segundo Luiz Gustavo Junqueira, diretor comercial da Alta Mogiana. A declaração foi feita durante o painel “RenovaBio em ponto de inflexão: como maximizar valor e mitigar riscos” na Conferência NovaCana 2025, realizada nos dias 15 e 16 de setembro, em São Paulo.
Junqueira reforçou o apoio ao programa, destacando que sua maturação depende de mais segurança jurídica, transparência e isonomia competitiva entre os elos da cadeia de bioenergia.
“O objetivo do RenovaBio é descarbonizar a matriz energética brasileira com menor custo e volatilidade possíveis. Por essa ótica, estamos entregando valor à sociedade”, afirmou.
Etanol de milho como vetor de estabilidade
O executivo destacou que o etanol de milho, cuja produção cresce acima de 25% ao ano, reduz a dependência do preço do açúcar e normaliza a curva safra/entressafra, trazendo maior previsibilidade ao mercado.
“O produtor precisa acordar para a revolução do etanol de milho”, declarou Junqueira, ressaltando que a inovação permite queda estrutural de custos e menor volatilidade para toda a cadeia.
Em relação à estratégia das usinas de cana para o ciclo 2025–2035, Junqueira afirmou:
“Não contem conosco para aumentar a produção de etanol nos próximos 10 anos; não há margem. Açúcar e cogeração de energia são o foco.”
O etanol de cana segue relevante, mas perde protagonismo frente à competitividade do milho.
Segurança jurídica e isonomia como gatilhos de valor
O principal desafio identificado é a judicialização do programa e a adesão parcial de alguns agentes às metas de CBIO. Junqueira alerta que a desigualdade no cumprimento compromete a credibilidade do RenovaBio:
“Não é razoável que parte da distribuição cumpra obrigações enquanto outra recorre a liminares; isso mina a confiança no programa.”
O executivo elogiou regras mais rígidas do Ministério de Minas e Energia (MME) e criticou incentivos fiscais permanentes em alguns estados, defendendo competição justa.
Avanços observados
Desde o lançamento, Junqueira aponta três avanços importantes:
- 60% da receita de CBIO repassada a fornecedores de cana, fortalecendo a renda rural
- Crescimento do etanol de milho, que reduz choques de preço e volatilidade
- Endurecimento regulatório, promovendo disciplina comercial entre contrapartes
Perspectivas para o setor
A Alta Mogiana projeta produção e consumo de gasolina relativamente estáveis, com o market share do etanol crescendo no ciclo Otto, alinhado à filosofia do RenovaBio. A produção contratada de etanol de milho deve garantir metas e reduzir a volatilidade de preços.
Junqueira avaliou como positiva a eventual volta da Petrobras como player na produção de etanol e SAF, aumentando escala e robustez do programa.
“Defendemos o RenovaBio. O programa evoluiu desde seu lançamento e seguirá mais forte à medida que a segurança jurídica e a adesão plena às metas avançarem. O foco é descarbonizar com menor custo e volatilidade — e é isso que a expansão do etanol de milho está viabilizando”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ
A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.
Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico
Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.
Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.
Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.
O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.
Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes
O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.
Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.
De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.
Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural
As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.
A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.
No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.
Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação
Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:
- Acesso à energia com custos competitivos;
- Formação de mão de obra qualificada;
- Gestão eficiente dos recursos hídricos;
- Ampliação da conectividade no campo.
Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.
“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.
Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas
Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.
O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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