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Cetamina apreendida pela polícia é doada para tratamento de animais do Zoológico de Curitiba

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR) entregaram,nesta quinta-feira (11), 1.171 unidades de cetamina que foram apreendidas em uma ação policial em maio deste ano. O medicamento foi destinado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) de Curitiba e poderá ser utilizado para a castração e outros procedimentos cirúrgicos em animais de pequeno e grande porte.

A cetamina é um anestésico veterinário que é utilizado indevidamente como droga alucinógena. O montante que será repassado foi apreendido pela PMPR em uma residência no Bairro Alto, em Curitiba. Segundo a SMMA, os medicamentos recebidos serão utilizados para os animais em tratamento tanto no Zoológico Municipal de Curitiba, quanto no Hospital Veterinário Municipal.

A PCPR iniciou as investigações sobre a origem da droga logo após a apreensão. Paralelamente, fez a verificação das notas ficais, origem do produto e datas de validade a fim de destiná-la à doação.

“A partir da confirmação de que o medicamento estava próprio para uso, fizemos contato com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para verificar se havia interesse na doação. Era uma substância que seria utilizada de forma ilegal e prejudicial à saúde das pessoas e conseguimos revertê-la para um uso positivo em prol da população animal”, destaca a delegada da PCPR Paula Brisola.

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A entrega formal dos medicamentos aconteceu na sede da SMMA, no bairro Mercês, em Curitiba. Participaram a delegada da PCPR, o comandante do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), tenente-coronel João Roberto Alves, e a secretária do Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias.

“O recurso que seria aplicado na aquisição desse medicamento poderá ser utilizado na aquisição de outros medicamentos, ampliando o atendimento da demanda, que é grande. É muito importante para nós esta doação feita pela Polícia Civil e Polícia Militar porque transforma um ato ilegal em uma ação do bem”, afirmou a secretária.

OPERAÇÃO – As mais de mil unidades da cetamina foram localizadas e apreendidas pela PMPR em em 21 de maio deste ano. “Essa apreensão resultou, após investigação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil, em uma grande operação que levou a prisões e outras apreensões”, explica o comandante da RONE.

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A geração conjunta foi deflagrada em 3 de dezembro. Na ocasião, sete pessoas foram presas por suspeita de integrar uma organização criminosa que atuava na prescrição, distribuição e venda de cetamina a vários estados do Brasil.  No dia seguinte, 4 de dezembro, a PCPR prendeu mais um médico veterinário em Campinas. Ele seria o maior prescritor de cetamina envolvido no esquema, com mais de 112,6 mil frascos registrados em seu nome. Com este volume seria possível anestesiar 2,3 milhões de cães de porte médio ou 7 milhões de gatos.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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