Brasil
MCTI e Finep anunciam dois novos editais do Pró-Infra com investimentos que chegam a R$ 1 bilhão
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram nesta quarta-feira (10) um pacote de R$ 1 bilhão em novos investimentos para fortalecer a infraestrutura científica do País. Os recursos
serão distribuídos em dois editais do programa Pró-Infra, direcionados à modernização de laboratórios, ampliação de capacidades de pesquisa e criação de centros temáticos em áreas estratégicas.
O primeiro edital, Pró-Infra Expansão 2025, disponibiliza R$ 500 milhões para Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) públicas ou privadas qualificadas como comunitárias. A chamada apoiará projetos institucionais de ampliação e desenvolvimento de infraestrutura de pesquisa, incluindo aquisição de equipamentos, elaboração de projetos de engenharia e execução de obras complexas.
Na edição anterior do programa, também com R$ 500 milhões, foram apoiados 67 subprojetos de 39 instituições, com destaque para a forte presença das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que receberam quase 40% dos recursos.
O segundo edital, Pró-Infra Centros Temáticos, também disponibiliza R$ 500 milhões para apoiar projetos em seis áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento nacional. São elas:
– Cadeias Agroindustriais Sustentáveis
– Complexo da Saúde
– Infraestrutura Urbana e Mobilidade Sustentável
– Transformação Digital
– Bioeconomia, Descarbonização, Transição e Segurança Energéticas
– Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais
Os projetos devem propor soluções estruturantes, capazes de enfrentar desafios críticos e gerar impactos econômicos, sociais e ambientais relevantes nas
respectivas cadeias produtivas.
Segundo a ministra do MCTI, Luciana Santos, os investimentos representam um importante passo para a soberania tecnológica do País. “Nunca antes o Brasil investiu tanto em ciência, tecnologia e inovação. Estes editais mostram nosso compromisso estruturante com universidades e ICTs, que são essenciais para que o Brasil avance em soberania, competitividade e inclusão”, afirmou. “Estamos modernizando laboratórios, fortalecendo capacidades de pesquisa e ampliando oportunidades em todas as regiões. É assim que construímos um Brasil mais justo, preparado e protagonista no cenário global”, concluiu.
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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