Paraná
Paranaenses relaxam no isolamento social e índices do Estado estão abaixo dos nacionais
O Relatório de Mobilidade Comunitária criado pelo Google mostra que nos últimos dias os paranaenses têm se movimentado mais e afrouxado o isolamento social para conter o avanço da pandemia de covid-19. Há cada vez mais pessoas nas ruas e menos pessoas em casa. O levantamento também revela que os índices de isolamento do Paraná estão abaixo da média nacional. O relatório é construído com dados de localização de usuários obtidos em 131 países diferentes. O sábado de sol (2), aliás, foi mais um dia de ruas e parques cheios na capital paranaense, como pode atestar a equipe do Bem Paraná.
O índice de pessoas que permanecem em casa, por exemplo, diminuiu no Paraná, entre 29 de março e 26 de abril, segundo o levantamento do Google. Em 29 de março, o índice de trabalhadores em escritórios, fábricas, empresas e no comércio era 34% menor do que antes da pandemia. Em 26 de abril, o índice de pessoas nos locais de trabalho passou para 17% a menos do que em dias antes do isolamento social. No final de março, o número de pessoas em casa era 17% maior do que em dias considerados normais e em 26 de abril, esse índice caiu para 11% maior que antes da pandemia.
No mesmo período analisado, os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam que os casos confirmados de coronavírus no Paraná aumentaram de 152 para 1.156, e o número de mortes passou de duas para 73
Abaixo da média nacional
Os índices paranaenses medidos pelo Google estão abaixo da média nacional em quase todos os quesitos analisados pelo levantamento. Enquanto no Brasil, a queda de movimento em ‘Lojas de varejo e recreação’ foi de 65% durante a quarentena, no Paraná foi de 59%. No índice nacional, os parques tiveram redução de visitas em 61%, enquanto no Paraná, foi de 51%, quase 10% a menos, segundo o Google. No quesito de terminais de ônibus, o Paraná sofreu redução de apenas 48% no movimento de pessoas, enquanto o Brasil registrou 54%. A queda do número de pessoas nos locais de trabalho no Brasil foi de 23%, enquanto no Paraná, 17%. O número de pessoas em casa aumentou em 14% em todo o território brasileiro, mas no Paraná ficou em 11%. Já o movimento em supermecados e farmácias registrou queda de 22% no Brasil e no Paraná foi um pouco maior, 23%.
Como é feito o relatório
De acordo com o Google, “os relatórios usam dados agregados e anônimos para detectar tendências de movimentação ao longo do tempo – por região e em diferentes categorias de lugares, como pontos de lazer, supermercados e farmácias, parques, terminais de transporte, locais de trabalho e áreas residenciais”.
Todos os dados cedidos publicados nos relatórios foram agregados e tornados anônimos pelo Google. Além disso, as informações passaram por um processo que a gigante de buscas chama de privacidade diferencial, com a inserção de um “ruído” aleatório, que não permite a individualização dos usuários. A tecnologia, criada pela companhia, está em código aberto – o que permite que qualquer pessoa possa verificar como funciona, aumentando a transparência por trás da ferramenta. Além disso, todas as informações são coletadas a partir de usuários que deixam seu histórico de localização ligado – um recurso, que, por padrão, fica desligado para todos os usuários do Google. A tecnologia utilizada nesse monitoramento é a mesma que indica, por exemplo, se uma rua está congestionada ou um horário de pico num restaurante no Google Maps.
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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