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Direito Digital e Inteligência Artificial entram na pauta de atualização do Código Civil

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Brasília, 05/12/2025 – A Comissão Temporária para Atualização do Código Civil do Senado Federal promoveu, nessa quinta-feira (5), audiência pública dedicada ao Direito Digital e aos impactos da Inteligência Artificial (IA) na vida social, econômica e jurídica do País. O encontro reuniu representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de especialistas do setor público, da academia e da sociedade civil, para discutir o PL 4/2025, que moderniza a Lei nº 10.406/2002 e inclui um capítulo específico sobre relações jurídicas no ambiente digital.

Participaram da sessão a secretária Nacional de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo, e o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Osny Filho, que apresentaram análises técnicas sobre os desafios regulatórios e a necessidade de coerência entre o novo Código Civil e a legislação já aprovada pelo Congresso, como o PL 2.338/2023, que disciplina a IA no Brasil.

A atualização normativa busca responder a fenômenos como a circulação massiva de materiais sintéticos, a expansão dos serviços digitais e a crescente dependência de sistemas artificiais. Durante o debate, parlamentares e especialistas ressaltaram que a ausência de identificação clara de produções geradas por IA pode gerar instabilidade social, especialmente diante da dificuldade de verificar a autenticidade de imagens e vídeos compartilhados nas redes.

De acordo com a secretária, o avanço tecnológico exige que o novo Código Civil dialogue de forma consistente com marcos regulatórios já consolidados, incluindo o Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados. Lílian ressaltou que princípios como prevenção, mitigação de riscos e supervisão humana já orientam o ordenamento jurídico brasileiro e devem servir de base para o tratamento da IA na codificação civil.

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“O Brasil já conta com regimes jurídicos sólidos que estabelecem deveres de cuidado, prevenção e mitigação de riscos no ambiente digital. É fundamental que o novo Código Civil incorpore essas referências para evitar conflitos normativos e garantir segurança jurídica. O futuro será marcado por dados cada vez mais automatizados, e nossa missão é definir parâmetros que assegurem transparência e proteção aos direitos de personalidade”, disse a secretária.

Lílian também ressaltou a importância de que o texto preserve a neutralidade tecnológica, evitando normas que possam se tornar rapidamente obsoletas diante da velocidade da inovação.

O diretor Osny Filho, por sua vez, avaliou que a proposta apresenta méritos relevantes, como a abordagem de temas inovadores e a ampla participação de especialistas no processo de elaboração. No entanto, alertou para riscos relacionados à falta de unidade sistemática e à inclusão de dispositivos que podem gerar insegurança jurídica, especialmente em questões ligadas a contratos, responsabilidade civil e definição de entidades digitais.

“Inovar é essencial, mas é preciso garantir coerência técnica. O Direito Digital lida com fenômenos em constante transformação, e nem sempre a codificação é o caminho mais eficaz para acompanhar esse ritmo. Algumas soluções propostas há apenas um ano se mostram superadas. Nosso esforço deve ser direcionado a um texto que dialogue com a complexidade tecnológica sem comprometer estabilidade e clareza normativa”, afirmou Osny.

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Entre os pontos em debate, o PL 4/2025 prevê:

•⁠ ⁠Obrigação de informar quando conteúdos forem produzidos por IA, incluindo a recriação de pessoas em publicidade;

•⁠ ⁠Proteção de nomes e identidades utilizados em plataformas digitais, como pseudônimos e nomes artísticos;

•⁠ ⁠Reconhecimento de responsabilidades decorrentes da interação entre pessoas e sistemas automatizados;

•⁠ ⁠Parâmetros gerais para o desenvolvimento responsável de IA, como supervisão humana, transparência e não discriminação.

A audiência faz parte do ciclo de debates conduzido pela comissão temporária, criada para analisar propostas de modernização do Código Civil. A expectativa é que as discussões contribuam para a elaboração de um texto final que reflita os desafios contemporâneos e assegure proteção adequada aos direitos dos cidadãos no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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