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Exportações brasileiras de grãos seguem em alta e consolidam liderança global, aponta ANEC

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O Brasil segue firme como líder mundial na exportação de grãos, com destaque para soja e milho, superando 100 milhões de toneladas exportadas até outubro de 2025. Segundo o boletim da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), o país se mantém como fornecedor estratégico para mercados como a China e outros destinos internacionais de relevância.

Soja mantém papel central nas exportações

O plantio da safra 2025/26 de soja avança de forma positiva, apesar de irregularidades climáticas em algumas regiões do Centro-Oeste e do sul do Mato Grosso do Sul. Até o final de outubro, 47,1% da área estimada já havia sido semeada, ligeiramente abaixo da média histórica dos últimos cinco anos (54,7%).

Os estados do Mato Grosso (80,1%) e Paraná (71%) lideram o plantio nacional, beneficiados por boas condições climáticas e ampla disponibilidade de sementes.

Enquanto isso, a safra 2024/25 segue sendo escoada em ritmo recorde, com embarques já atingindo 101,5 milhões de toneladas até outubro. Para dezembro, a ANEC projeta exportações de 2,8 milhões de toneladas, podendo ser maior conforme a fluidez logística nos portos.

A China continua sendo o principal destino, importando 6 milhões de toneladas somente em outubro, representando 94% do total embarcado no mês. No acumulado do ano, o país asiático absorveu 79,9% das exportações brasileiras, reforçando a importância estratégica do mercado chinês para a soja nacional.

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Milho cresce com alta demanda interna e boas condições de plantio

O plantio da primeira safra de milho 2025/26 atingiu 42,8% da área semeada até outubro, superando a média histórica. A CONAB projeta produção total de 138,8 milhões de toneladas considerando as três safras do ciclo, com a primeira safra estimada em 25,9 milhões de toneladas, aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.

O consumo interno deve subir de 90,6 milhões de toneladas em 2025 para 94,6 milhões em 2026, impulsionado pela expansão da produção de etanol de milho, que pode demandar até 28 milhões de toneladas. Estados como Mato Grosso e Goiás lideram o avanço, consolidando o milho como insumo estratégico para o setor de biocombustíveis.

No mercado externo, o Brasil exportou 29,6 milhões de toneladas até outubro, com embarques diários acima de 2024. A ANEC revisou para cima a projeção de novembro, estimando 6,04 milhões de toneladas, alta de 22,7% sobre o mesmo período do ano anterior. O acumulado anual deve fechar entre 40 e 41 milhões de toneladas, com destaque para os portos de Santos e Rio Grande operando em ritmo acelerado.

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Sorgo abre novas oportunidades no mercado internacional

A produção de sorgo granífero 2025/26 está projetada em 6,6 milhões de toneladas, cultivadas em 1,8 milhão de hectares, com destaque para Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A cultura, resistente à seca e adaptável a solos de baixa fertilidade, tem todo o volume absorvido pelo mercado interno, principalmente para alimentação animal e produção de etanol.

Os exportes de DDGS (farelo de milho) bateram recorde de 714,9 mil toneladas até outubro, e a abertura do mercado chinês para sorgo e farelos de milho deve ampliar oportunidades para 2026/27. Com isso, o Brasil pode elevar sua produção e área plantada em 20% a 30%, passando a ocupar a segunda posição mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

Perspectivas para 2026

Com exportações aquecidas, consumo interno crescente e expansão do setor de biocombustíveis, o Brasil se consolida como um dos principais polos globais de produção e exportação de grãos.

As projeções para 2026 indicam continuidade no crescimento, impulsionadas pelo avanço de tecnologias agrícolas, maior eficiência logística e diversificação de mercados, mantendo o país como fornecedor estratégico para a demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra 2026 de uvas em Monte Belo do Sul registra produção histórica e qualidade excepcional, diz vinícola

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A safra de uvas de 2026 em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, deve ser lembrada como uma das mais expressivas da história da vitivinicultura local. Segundo avaliação da vinícola Casa Marques Pereira, o ciclo combinou condições climáticas ideais, aumento significativo de produção e um nível de qualidade considerado excepcional.

Produção de uvas cresce 30% na safra 2026 em Monte Belo do Sul

De acordo com o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, a colheita de 2026 registrou um aumento de 30% em relação ao ano anterior. O desempenho foi observado especialmente nos vinhedos da “Quinta da Orada”, área da família onde estão concentradas as principais parcelas produtivas.

Além do volume, a safra também se destacou pelo alto grau de maturação das uvas, reforçando o potencial produtivo da região.

Uvas atingem padrão de vinho nobre e alta graduação alcoólica

O ciclo de 2026 também chamou atenção pela qualidade técnica das uvas colhidas. Segundo a vinícola, seis variedades atingiram o chamado padrão de “vinho nobre”, caracterizado pela maturação polifenólica completa e níveis de açúcar suficientes para vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme a legislação brasileira.

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Entre os destaques, a uva Merlot alcançou 15,7% de graduação alcoólica, resultado considerado raro para a região.

“Fomos deixando na videira e virou praticamente um amarone. Nunca tínhamos visto algo parecido”, afirmou Felipe Marques Pereira.

Pinot Noir surpreende com desempenho acima da média

Outro destaque da safra foi o desempenho da Pinot Noir, variedade que tradicionalmente apresenta graduação alcoólica mais baixa no Brasil. Neste ciclo, a uva atingiu 14,3%, índice considerado incomum para a cultivar no país.

O resultado surpreendeu produtores e reforçou o caráter excepcional da safra de 2026.

Condições climáticas favoreceram qualidade das uvas

O desempenho positivo da safra está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. O inverno mais rigoroso, com maior número de dias frios, favoreceu a dormência adequada das videiras.

Já o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme das plantas. Durante o período de maturação, a baixa incidência de chuvas foi determinante para garantir concentração de açúcares, sanidade das uvas e alta qualidade final.

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Monte Belo do Sul reforça protagonismo na vitivinicultura brasileira

Para a Casa Marques Pereira, os resultados da safra 2026 reforçam o potencial de Monte Belo do Sul como uma das principais regiões produtoras de uvas do Brasil, combinando alto volume e excelência qualitativa em um mesmo ciclo — uma combinação considerada rara na vitivinicultura nacional.

Um levantamento recente aponta que o município possui mais de dois mil hectares destinados à produção de uvas e se destaca como a maior produtora per capita de toda a América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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