Brasil
Investimentos em segurança pública na Amazônia Legal são apresentados pelo MJSP em conferência internacional
Belém, 03/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), apresentou os principais avanços em investimentos e em estruturação da segurança pública na Amazônia Legal no decorrer da 2ª edição da Law & The Amazon International Conference, promovida pelo Instituto Max Planck. O encontro foi realizado nesta quarta-feira (3), em Belém (PA).
No evento, ficou evidenciado o papel estratégico do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) na articulação de ações estruturantes voltadas ao enfrentamento do crime organizado, à proteção do meio ambiente e ao fortalecimento da presença do Estado na região.
Com mais de R$ 11 bilhões em recursos geridos desde 2019 no bioma, o FNSP tornou-se instrumento central na consolidação de políticas públicas de segurança, com foco em resultados e cooperação federativa. Desse montante, quase R$ 3 bilhões foram transferidos diretamente aos nove estados da Amazônia Legal, permitindo investimentos robustos em tecnologia, infraestrutura e modernização operacional.
Entre os principais avanços estão: a instalação de centros de comando e controle; a criação de unidades de gerenciamento de fronteiras; a aquisição de lanchas blindadas, veículos e armamentos; a renovação de frotas e equipamentos para perícias criminais e Corpos de Bombeiros Militares; além de investimentos em uniformes, munições, sistemas de comunicação, saúde e logística, garantindo suporte à atuação das forças de segurança em áreas sensíveis.
Na apresentação, a diretora do FNSP, Camila Pintarelli, afirmou que o enfrentamento dos crimes ambientais e das organizações criminosas transnacionais exige uma abordagem integrada, baseada em inteligência, interoperabilidade e presença institucional.
“Os recursos do FNSP têm permitido ampliar a capacidade operativa dos estados e impulsionar a cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal. Segurança pública e proteção ambiental são agendas complementares e indissociáveis na Amazônia Legal”, disse.
Um dos destaques apresentados pela diretora diz respeito ao fortalecimento das operações integradas na região. Apenas nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 258 milhões em ações coordenadas, gerando um impacto estimado de R$ 5,5 bilhões sobre atividades do crime organizado. Os dados indicam uma relação direta entre investimento e efeito: para cada R$ 1 investido, R$ 22 são impactados das organizações criminosas, segundo levantamento da Senasp.
Estrutura de compras públicas
Outra questão relevante foi a utilização das atas nacionais de registro de preços do ComprasSusp, plataforma administrada pelo MJSP que centraliza aquisições estratégicas para a segurança pública.
“Trata-se da maior estrutura de compras públicas do setor no País, permitindo padronização, economia de escala e agilidade nas contratações. Isso é essencial para otimizar o uso dos recursos e garantir maior efetividade nas entregas à sociedade”, explicou Pintarelli.
A presença do MJSP no evento ressaltou o papel central da governança orçamentária e da consolidação de uma política pública voltada à sustentabilidade, ao controle e à eficiência na alocação de recursos. A ampliação do debate em fóruns multilaterais contribui para o aprimoramento das práticas de gestão pública e para o intercâmbio de experiências voltadas à proteção de biomas estratégicos, como a Amazônia.
“A segurança pública é uma ferramenta decisiva para a proteção ambiental. Nossas ações se alinham aos compromissos internacionais do Brasil e ao dever constitucional de garantir a ordem pública, a integridade do território e a defesa dos direitos fundamentais das populações amazônicas”, concluiu a diretora.
Brasil
Com apoio do Projeto Captura, polícia prende foragido investigado por roubos e furtos de veículos
Rio de Janeiro, 9/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Projeto Captura, apoiou ação que resultou na prisão de um foragido da Justiça investigado por integrar organização criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de veículos nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A operação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), nesta terça-feira (9), em articulação com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o foragido da Justiça Mario Sergio Junqueira no bairro de Campo Grande. Ele estava com mandado de prisão em aberto em Minas Gerais pelos crimes de roubo, tráfico de drogas, receptação, posse de arma de fogo, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência.
O preso estava morando no Rio de Janeiro há três anos e usava o nome falso de Diogo Matarazzo. O investigado, de 40 anos, atuava encomendando veículos a criminosos especializados em roubos e furtos, com pagamentos que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por veículo. Depois, os veículos eram adulterados e revendidos. Ele também é investigado por ser um dos principais responsáveis pelo aumento dos roubos de veículos na região de Poços de Caldas (MG), especialmente de caminhonetes de grande porte.
Histórico criminal
Em decorrência das investigações conduzidas em Minas Gerais, o suspeito mudou-se para o estado de São Paulo, onde passou a utilizar identidade falsa. Naquele estado, foi preso pelos crimes de roubo, clonagem de veículos e tráfico de drogas. Em 2022, fugiu da Penitenciária de Araraquara (SP).
Após a fuga, transferiu-se para o estado do Rio de Janeiro, onde voltou a utilizar identidade falsa e manteve a atuação criminosa, sendo responsável por encomendar veículos subtraídos em Minas Gerais, que eram posteriormente enviados para o território fluminense.
O investigado é considerado de altíssima periculosidade e possui condenações que somam 40 anos de prisão. Informações obtidas durante as investigações indicam que ele mantém ligação com uma facção criminosa.
Além disso, o investigado mantinha um padrão de vida elevado utilizando identidade falsa, possuindo empresa formalmente registrada em nome fraudulento e até mesmo uma filha registrada sob a identidade falsa utilizada por ele.
A ação policial contou com o apoio do Projeto Captura, força-tarefa voltada ao apoio aos estados na localização e prisão de foragidos da Justiça.
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