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Agro

Mercado de touros em Santa Catarina registra forte recuperação em 2025, aponta Udesc

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Santa Catarina retoma fôlego nas vendas de touros

O mercado catarinense de touros encerrou 2025 com sinais claros de recuperação, após um período de retração nas negociações. De acordo com balanço divulgado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio do Sistema Faesc/Senar, o volume de animais ofertados cresceu 130% em relação a 2024, marcando um novo ciclo de expansão do setor.

Mesmo com o aumento expressivo da oferta, o número de eventos permaneceu estável, mantendo o padrão observado nos últimos anos. Segundo o professor Diego Cucco, responsável pelo GMG/Udesc, o Estado voltou a níveis semelhantes aos observados antes da crise de preços do gado.

“Registramos um aumento de cerca de 5% na liquidez em comparação ao ano anterior, o que confirma a recuperação gradual do setor”, destacou Cucco.

Calendário concentrado e desafios de liquidez

Os leilões de reprodutores ocorreram principalmente entre junho e outubro, com média de seis a sete eventos por mês. O destaque foi setembro, com 11 leilões, o maior volume da temporada — embora com a menor liquidez registrada no período.

A análise do GMG indica que a antecipação dos eventos em relação ao início das estações de monta tem se tornado uma tendência. Ao todo, 37 leilões foram realizados em 15 municípios catarinenses, com maior oferta média por evento, retomando o padrão observado em 2024.

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Regiões líderes e atuação das leiloeiras

As regiões do Meio Oeste, Oeste e Planalto Serrano concentraram mais de 91% dos leilões de touros realizados no Estado, mantendo a mesma configuração dos últimos anos.

Meio Oeste: 32% dos eventos
  • Oeste: 30%
  • Planalto Serrano: 30%
  • Demais regiões: 8%

Entre as quatro principais leiloeiras que atuaram no mercado, uma delas respondeu sozinha por aproximadamente 50% da oferta total de touros, evidenciando a forte concentração das vendas.

Genética catarinense ganha espaço em outros estados

O relatório do GMG/Udesc mostra também a expansão da genética catarinense para outros estados brasileiros. O Paraná manteve-se como principal destino dos animais, seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, todos com volumes de compra semelhantes.

Foram 13 raças comercializadas ao longo da temporada, mas apenas 10 foram incluídas nas análises finais, considerando critérios técnicos e de amostragem. A participação das principais raças foi a seguinte:

  • Braford: 19%
  • Brangus: 19%
  • Angus: 18%
  • Charolês: 16%
  • Hereford: 9%
  • Nelore: 7%
  • Outras raças: 12%
Perfil dos animais e valores médios

Os touros comercializados em 2025 apresentaram idade média de 27 meses e peso médio de 655 kg, variando entre 555 kg e 701 kg. O preço médio geral foi de R$ 16.680,28 por animal, com coeficiente de variação de 17,72%.

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Algumas raças demonstraram maior estabilidade nos preços, com variação mínima de 5,64%, enquanto outras ultrapassaram 23%. Segundo o GMG, o volume total de touros vendidos seria suficiente para atender ao acasalamento de cerca de 21 mil matrizes, número ainda considerado baixo diante do tamanho do rebanho catarinense.

Durante a temporada, o grupo divulgou 10 boletins oficiais, com atualizações nas redes sociais, rádios e veículos de comunicação do setor.

Sistema Faesc/Senar destaca papel dos leilões na pecuária catarinense

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destacou que o resultado de 2025 reforça o dinamismo da pecuária catarinense e o papel estratégico dos leilões na valorização da genética e no fortalecimento da cadeia produtiva.

“A qualificação genética dos rebanhos e o profissionalismo dos criadores estão ampliando as oportunidades de negócio, renda e inovação no campo”, afirmou Pedrozo.

Ele também anunciou que o calendário de eventos agropecuários de 2026 contará com mais de 120 realizações, com foco em qualificação técnica e gestão rural por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Onde acompanhar os resultados

Mais informações sobre o trabalho do GMG/Udesc podem ser encontradas no Instagram @gmg_udesc.

As novidades do Sistema Faesc/Senar e dos eventos agropecuários catarinenses estão disponíveis em @sistemafaescsenar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Brasil formaliza adesão a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE

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O governo brasileiro formalizou, nesta sexta-feira (24), a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis, conhecido pela sigla em inglês CRP.

A carta de adesão foi entregue durante reunião na sede da organização, em Paris, com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, e do representante do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, embaixador Sarquis J. B. Sarquis. Pela OCDE, participaram o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen.

O ingresso no CRP reforça a contribuição brasileira em pesquisa agropecuária, especialmente em agricultura tropical. O Brasil conta com uma rede de instituições de pesquisa, universidades e centros de excelência, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cuja atuação tem sido parte central dos ganhos de produtividade e sustentabilidade da agricultura nacional. A participação no programa permitirá ao Brasil ampliar sua presença nas discussões da OCDE sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e inovação.

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A adesão também deve reduzir custos de cooperação internacional, ao permitir acesso a uma estrutura já consolidada de intercâmbio científico, bolsas de pesquisa, conferências, workshops e simpósios apoiados pelo programa.

A iniciativa é resultado da atuação conjunta do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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