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Brasil

MJSP lança primeira contratação nacional de veículos híbridos para a segurança pública

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Brasília, 28/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta sexta-feira (28), a assinatura da Ata de Registro de Preços nº 56/2025 para a aquisição de veículos híbridos no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Trata-se da primeira contratação nacional desse tipo feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A ata nacional de registro de preços assinada hoje tem valor de R$ 390 milhões e deriva de contratação feita pela plataforma ComprasSusp, gerida pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A partir de agora, as instituições integrantes do Sistema Único de Segurança Pública, em todo o Brasil, poderão aderir a esta ata e contratar os veículos híbridos com recursos do próprio Fundo Nacional de Segurança Pública, de emendas parlamentares ou de seu próprio orçamento. Os veículos contam com proteção balística nível IIIA e podem operar em modo totalmente elétrico, contribuindo para reduzir emissões e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos, especialmente na manutenção e no abastecimento.

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A iniciativa de licitar esse tipo de veículo marca um passo importante na modernização da frota e na adoção de práticas alinhadas à transição energética.

A diretora do Fundo Nacional, Camila Pintarelli, responsável pela assinatura de todas as contratações feitas na Secretaria Nacional de Segurança Pública, destacou que a adoção de soluções energéticas mais limpas também fortalece a política de segurança pública. “A preocupação com a sustentabilidade representa um avanço crucial. Investir em tecnologias renováveis moderniza o setor e envia um sinal claro à sociedade sobre o compromisso do Ministério e da Senasp com escolhas responsáveis”, afirmou.

Todo o processo licitatório foi conduzido com base na Lei de Licitaões, nas orientações do Tribunal de Contas da União (TCU) e registrado na Plataforma Segurança Transparente, ferramenta que assegura rastreabilidade, higidez e garante governança às contratações do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Pintarelli explicou, ainda, que a modernização da frota só é possível porque o processo licitatório priorizou qualidade e capacidade técnica. “Buscamos não apenas preço, mas a melhor entrega possível. Essa licitação dialoga com as premissas ambientais e com a necessidade de fortalecer a estrutura da segurança pública sob a perspectiva da preservação do meio ambiente”, disse.

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A ARP nº 56/2025 poderá ser utilizada por instituições do SUSP em todo o País, com previsão de até 1.411 unidades e valor total registrado de R$ 385,2 milhões. O mecanismo amplia o acesso a tecnologias mais modernas, harmoniza padrões de qualidade entre os estados e fortalece a gestão das compras públicas na área da segurança.

No encerramento da solenidade, Camila ressaltou que a adoção de soluções sustentáveis na segurança pública acompanha um movimento global. “Esta iniciativa mostra que estamos alinhados às melhores práticas e comprometidos com a legalidade, a transparência e a construção de políticas públicas voltadas para o futuro. A transição energética passa pela segurança pública, e queremos ser protagonistas nesse processo”, finalizou.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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SUS vai ofertar três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão

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O mês de agosto é marcado por ações de conscientização sobre o câncer de pulmão. Para ampliar e qualificar o cuidado às pessoas com a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Os tratamentos, alguns deles com mais de 12 anos de espera, serão financiados integralmente pelo Governo Federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). Ao todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes.

A oferta será efetivada de acordo com as tratativas de aquisição com fornecedores e características operacionais de cada tecnologia, com previsão de entrega gradual a partir de outubro. Entre os medicamentos estão duas terapias-alvo orais (brigatinibe e gefitinibe), que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A administração pode ser realizada na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos, proporcionando maior comodidade em comparação aos demais esquemas convencionais de quimioterapia. Juntos, os medicamentos custam mais de R$ 604,2 mil por ano na rede privada.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula ou potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia. O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes e, na rede privada, pode custar mais de R$ 643 mil por ano.

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“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS. A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Por meio da AF-Onco, serão ofertados 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública e contemplando novas tecnologias e a expansão de indicações de uso. A iniciativa amplia a equidade no acesso às tecnologias em todo o país, fortalece a continuidade do cuidado segurança aos pacientes. A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, financiado pela União. 

Modelos de aquisição por meio da AF-Onco

A nova política organiza a aquisição e abastecimento dos estoques do SUS, para medicamentos oncológicos, em três modalidades principais:

  • Centralizada:  compra e distribuição realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde – como o brigatinibe;
  • Descentralizada: aquisição realizada diretamente pelos hospitais e gestores locais, com repasse federal via Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC) – como o gefitinibe;
  • Ata de Negociação Nacional: negociação de preço único nacional pelo Ministério da Saúde, com execução pelos gestores a partir do levantamento anual de demanda das unidades de saúde habilitadas para o cuidado oncológico – como o durvalumabe.
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Cuidado ofertado no SUS

No SUS, o tratamento do câncer de pulmão é ofertado de forma integral nos serviços habilitados em oncologia, de acordo com as características clínicas e moleculares de cada caso. A assistência inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo para grupos específicos de pacientes, conforme as diretrizes clínicas e as tecnologias disponibilizadas no sistema.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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