Brasil
MME integra missão interministerial de escuta a comunidades no sudoeste da Bahia
Entre os dias 20 e 27 de novembro, o Ministério de Minas e Energia (MME) participou de missão interministerial no sudoeste da Bahia, voltada à escuta de comunidades impactadas por grandes empreendimentos econômicos na região. A ação foi coordenada pela Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo (CNEVC) e pela Mesa de Diálogo Temática sobre Mineração no Brasil, vinculadas, respectivamente, ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e à Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), em atendimento à solicitação do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).
A missão envolveu visitas técnicas a comunidades tradicionais, reuniões com lideranças locais e diálogos com autoridades municipais e estaduais.
Ao longo de quatro dias, a comitiva percorreu os municípios de Caetité, Pindaí e Licínio de Almeida, ouvindo relatos de comunidades quilombolas e de pequenos agricultores sobre impactos socioambientais associados a projetos de mineração e de infraestrutura. Entre as principais demandas apresentadas estão a garantia do direito ao território, o acesso à água, a proteção ambiental e o respeito à Consulta Prévia, Livre e Informada, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No dia 21 de novembro, a missão esteve no Quilombo da Cangalha, em Caetité, onde representantes de diversas comunidades relataram desafios enfrentados em seus territórios e solicitaram apoio institucional para o encaminhamento de suas reivindicações. Já em 24 de novembro, após o ciclo de visitas, foi realizada reunião no Teatro João Gumes, também em Caetité, com prefeitos da região e representantes da sociedade civil, ocasião em que foram apresentadas as principais demandas identificadas durante a missão.
A participação do MME na iniciativa reforça o compromisso do Ministério com uma política mineral orientada pela sustentabilidade, pelo respeito aos direitos humanos e pelo fortalecimento de espaços de diálogo entre o poder público, o setor produtivo e as comunidades afetadas.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários
O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco.
Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região
“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos.
Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território.
El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil
O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas.
No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde.
Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude.
Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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