Agro
Safra de soja 2025/26 do Paraná deve crescer 4%, confirma Deral
Paraná mantém estimativa de produção recorde para a soja
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, manteve nesta quinta-feira (27) a estimativa de produção da safra 2025/26 de soja em 21,96 milhões de toneladas, número estável em relação à projeção divulgada em outubro.
Com esse volume, o Estado — um dos principais produtores do grão no país — deve registrar crescimento de 4% na comparação com o ciclo anterior, impulsionado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas favoráveis observadas nas últimas semanas.
Lavouras apresentam bom vigor e avanço da floração
De acordo com o boletim semanal do Deral, as plantações de soja em fase de emergência e desenvolvimento vegetativo exibem bom vigor e crescimento uniforme, com avanço gradual para o estágio de floração em algumas regiões do Estado.
O órgão destacou que o plantio está praticamente concluído, inclusive nas áreas que precisaram de replantio devido ao excesso de chuvas e à ocorrência de granizo no início do ciclo. Apesar de alguns atrasos pontuais, o estabelecimento das plantas é considerado adequado, sem impactos relevantes nas expectativas de produtividade.
Excesso de chuvas causou atrasos pontuais, mas cenário segue positivo
O Deral observou que o excesso de umidade no início da safra provocou pequenos atrasos no plantio, especialmente em municípios das regiões oeste e norte do Paraná. No entanto, a situação se normalizou e as condições gerais das lavouras são consideradas boas.
Com a melhora no clima e a retomada do ritmo ideal de desenvolvimento das plantas, os técnicos mantêm otimismo quanto ao desempenho da safra, que segue dentro do cronograma previsto para o período.
Milho e trigo também têm projeções ajustadas para cima
Além da soja, o Deral também atualizou as estimativas para outras culturas importantes do Estado. A primeira safra de milho teve sua previsão ligeiramente elevada, passando de 3,46 milhões para 3,48 milhões de toneladas. O plantio já está concluído em todas as regiões.
Em relação ao trigo, cuja colheita está praticamente encerrada, o departamento informou produção de 2,77 milhões de toneladas, ante 2,75 milhões na estimativa anterior. O resultado representa crescimento anual de 19%, reflexo do bom rendimento das lavouras e das condições climáticas favoráveis durante o ciclo produtivo.
Paraná consolida posição entre os maiores produtores de grãos do país
Com a manutenção das projeções positivas para soja, milho e trigo, o Paraná reforça sua posição estratégica no agronegócio brasileiro, sendo um dos principais responsáveis pelo abastecimento interno e pelas exportações de grãos.
A combinação entre investimentos em tecnologia, manejo adequado e condições climáticas estáveis tem garantido bons resultados para o Estado e sustentado o otimismo do setor para o restante do ciclo 2025/26.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes
O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.
O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.
O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.
A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.
O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.
Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.
Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.
A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.
Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.
Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.
Fonte: Pensar Agro
-
Brasil5 dias agoTILÁPIA A PARMEGIANA
-
Paraná6 dias agoMPPR cumpre mandados de busca e apreensão em 5 municípios do Paraná e 1 do Ceará em investigação sobre corrupção e fraude à licitação em hospital de Cascavel
-
Agro4 dias agoPecuária reage a exigências da União Europeia e cobra autonomia sobre uso de medicamentos
-
Paraná5 dias agoMinistério Público do Paraná emite recomendação administrativa com o objetivo de garantir condições adequadas de funcionamento a escola municipal em Ampére
-
Política Nacional5 dias agoInterlegis, do Senado, é premiado por Guia de Boas Práticas no Legislativo
-
Paraná5 dias agoPromotoria de Justiça de Colorado realizará atendimento descentralizado à população do distrito de Alto Alegre no dia 16 de julho, quinta-feira
-
Política Nacional5 dias agoComissão aprova mudança em critério de divisão de ICMS para atividades agropecuárias
-
Agro4 dias agoGreening ameaça produção de 15,6 milhões de toneladas de laranja
