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Paraná

Adesão gratuita dos municípios ao sistema eProtocolo encerra em 10 de dezembro

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O programa Integra Paraná foi lançado em outubro de 2025 e 61 cidades paranaenses já manifestaram interesse na iniciativa, promovida pelo Governo do Estado para disponibilizar de forma gratuita o sistema eProtocolo, pelo qual tramitam todos os processos de mais de 90 órgãos estaduais. O objetivo é compartilhar boas práticas de gestão digital e impulsionar a modernização dos municípios. Prefeituras têm até 10 de dezembro para aderir.

O secretário de Estado da Administração e da Previdência (Seap), Luizão Goulart, pasta responsável pelo sistema eProtocolo, convida as prefeituras a procurarem a Seap para que essa modernização administrativa chegue aos municípios. “O Governo do Paraná hoje é um governo totalmente digital e está disponibilizando às cidades um sistema que é referência em gestão pública. Isso facilita a vida dos gestores e servidores públicos e, principalmente, da população”, afirmou. O sistema conta com supervisão da Celepar.

Quem também celebra o sucesso do programa Integra Paraná é o secretário estadual das Cidades, Guto Silva. De acordo com ele, a iniciativa tem como objetivo conferir transparência e agilidades às prefeituras e aos próprios cidadãos. “Quando a administração do Estado funciona junto com as cidades há muitos avanços, e essa grande novidade é mais um exemplo disso. Teremos mais integração e mais tecnologia, o que significa oferecer melhores serviços para o cidadão”, disse.

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A partir da manifestação de interesse dos primeiros 61 municípios, os próximos passos consistem na formalização de Termo de Cooperação entre Governo do Paraná e prefeituras interessadas; inclusão de dados dos municípios no sistema eProtocolo; disponibilização de treinamentos para servidores das cidades; definição do processo piloto e de data de início dos trabalhos dentro da nova plataforma.

SOBRE O EPROTOCOLO – O eProtocolo reúne as movimentações de todos os protocolos online de documentos de órgãos do Estado, acelerando o fluxo de informações e o acesso de servidores e cidadãos. Essa gestão centralizada permite padronização, rastreabilidade e transparência em processos eletrônicos.

Atualmente, são mais de 465 mil usuários ativos e mais de 8 milhões de processos digitais. Há 90 órgãos e mais de 100 sistemas integrados, com o registro de 8 mil novos protocolos por dia, além da inserção de 110 mil arquivos, 128 mil arquivos individuais baixados, 5 mil assinaturas qualificadas e 50 mil assinaturas simples/avançadas.

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TODAS AS REGIÕES DO PARANÁ – Os 61 municípios que já manifestaram interesse em aderir ao Programa Integra Paraná são: Anahy; Bandeirantes; Bela Vista da Caroba; Boa Esperança; Boa Vista da Aparecida; Bom Jesus do Sul; Bom Sucesso; Cafeara; Cambira; Campina do Simão; Campo Bonito; Cantagalo; Chopinzinho; Corbélia; Cruzeiro do Oeste; Cruzmaltina; Diamante D’Oeste; Esperança Nova; Faxinal; Figueira; Floraí; Florestópolis; Foz do Jordão; General Carneiro; Goioxim; Icaraíma; Itapejara D’Oeste; Japira; Jardim Olinda; Jataizinho; Miraselva; Munhoz de Melo; Nova Aurora; Nova Esperança; Nova Santa Bárbara; Paranapoema; Paulo Frontin; Perobal; Planaltina do Paraná; Planalto; Quatiguá; Ramilândia; Rancho Alegre; Rancho Alegre D’Oeste; Reserva do Iguaçu; Rio Branco do Ivaí; Salgado Filho; Salto do Lontra; Santa Fé; Santa Lúcia; São Jorge do Patrocínio; São Jorge D’Oeste; São Pedro do Ivaí; Sengés; Serranópolis do Iguaçu; Sertanópolis; Sulina; Tapejara; Tuneiras do Oeste; Ventania e Vera Cruz do Oeste.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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