Agro
Colheita do alho avança no Rio Grande do Sul e vendas devem começar em janeiro, aponta Emater/RS-Ascar
A colheita das primeiras lavouras de alho está prestes a começar na região administrativa de Caxias do Sul, com destaque para o município de São Marcos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (19).
De acordo com o relatório, as condições das lavouras são consideradas satisfatórias, e há boa expectativa de qualidade dos bulbos que serão colhidos nas próximas semanas.
Qualidade e sanidade do alho são consideradas positivas
A Emater/RS-Ascar informou que a sanidade das áreas produtoras segue em bom nível, com poucos registros de doenças como ferrugem e mancha-de-alternaria, problemas que normalmente preocupam os produtores nesta fase do ciclo.
Em algumas propriedades, agricultores ainda realizam o corte do pendão floral, prática conhecida popularmente como “pito”, que tem o objetivo de estimular o crescimento dos bulbos e melhorar o rendimento da colheita.
Comercialização deve começar em janeiro após período de cura
Conforme a Emater/RS-Ascar, a comercialização do alho gaúcho deve iniciar em meados de janeiro, após o período de cura e secagem do produto nos galpões. Esse processo é fundamental para garantir melhor conservação e qualidade do alho no momento da venda.
A instituição também destacou que, por enquanto, o mercado se encontra em período de entressafra, e não há oferta significativa para comercialização neste momento.
Perspectivas para os próximos meses
Com a chegada da nova safra, a expectativa dos produtores é de preços atrativos e boa aceitação do produto no mercado, especialmente diante da valorização do alho nacional frente ao importado.
A Emater/RS-Ascar seguirá acompanhando as condições das lavouras e a evolução da colheita nas principais regiões produtoras do estado, que se consolidam como referência em qualidade e produtividade na cultura do alho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26
A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.
Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.
Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.
A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.
Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.
Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões
A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.
Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.
Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.
Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.
Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.
Clima reforça desafios para a produção gaúcha
O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.
As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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