Educação
MEC inaugura sete campi do Instituto Federal de São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta sexta-feira, 3 de julho, sete novos campi do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Foram investidos R$ 163,9 milhões na instituição, sendo R$ 157,9 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), para as unidades de Bauru, Cotia, Mauá, Miracatu, Osasco, Rio Claro e Santos. Os novos campi, quando estiverem em pleno funcionamento, ofertarão 8 mil novas vagas em cursos de educação profissional e tecnológica (EPT). No total, o MEC destina R$ 617,7 milhões para ações de expansão e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no estado.
A entrega faz parte da inauguração simultânea de outras três unidades de institutos federais no Amazonas, Piauí e Espírito Santo. O evento contou com a participação remota do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, estiveram presentes nas inaugurações dos campi de Bauru e Mauá, respectivamente.
Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido.” Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
“Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos”, explicou Lula. “É por isso que investimos muito em escolas de tempo integral, em alfabetização na idade certa, no Pé-de-Meia e em tantas outras ações que permitem o crescimento da educação. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido que não exporta somente minerais e mercadorias, mas também inteligência e conhecimento.”
Em sua fala, o vice-presidente defendeu o papel da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica para o futuro do país. “Os institutos federais fazem um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a formação profissional dos alunos. Para o desenvolvimento do Brasil, nós precisamos de bons profissionais, não só de boas máquinas. Além disso, essas escolas fornecem a formação integral para os alunos, que vai além das salas de aula. Nas unidades, os estudantes têm acesso a laboratórios das mais variadas disciplinas, bibliotecas, refeitórios e áreas para a prática esportiva”, afirmou.
“Os institutos federais fazem um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a formação profissional dos alunos. Essas escolas fornecem a formação integral para os alunos, que vai além das salas de aula.” Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
O secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino do MEC, Gregório Grisa, que estava na inauguração do Campus Osasco, comentou sobre as novas experiências geradas pelos institutos federais e sobre o crescimento da modalidade de ensino nos últimos anos. “Ao ofertar educação técnica integrada ao ensino médio, essas escolas asseguram que os jovens, já aos 14 anos, possam conviver com extensão, pesquisa, ensino e formação de qualidade. Por isso batalhamos tanto para ampliar e consolidar a educação profissional e tecnológica. No início da gestão, a expansão da educação profissional e tecnológica estava estagnada, mas nós conseguimos avançar pela recomposição do orçamento, que permitiu a criação de mais de 100 novos institutos federais”, explicou.
“A ampliação dos institutos federais é fundamental para assegurar a interiorização e a capilaridade da educação brasileira, promovendo mais oportunidades e possibilidades para além das grandes metrópoles”, afirmou o reitor do IFSP, Silmário Batista. “Ao investir na ampliação e na consolidação da modalidade de ensino, o governo garante que cada vez mais pessoas tenham acesso à educação pública, gratuita e de qualidade.”
Os recursos investidos no IFSP foram utilizados da seguinte forma:
- Mauá – Foram destinados R$ 37,1 milhões do Novo PAC para a aquisição de imóvel destinado à instalação da nova unidade em Mauá. O campus terá capacidade para atender 1,4 mil estudantes e ofertará cursos técnicos nos eixos de Controle e Processos Industriais e de Informação e Comunicação.
- Bauru – Com investimento total de R$ 15,9 milhões, R$ 7,7 milhões do Novo PAC, o campus tem capacidade para atender 800 estudantes. Atualmente, oferta qualificação profissional e curso técnico em informática.
- Cotia – A unidade recebeu R$ 51,3 milhões do Novo PAC para adquirir e reformar o imóvel. O campus comporta até 1,4 mil alunos e ofertará cursos técnicos integrados de automação industrial, sistemas de energia renovável, biotecnologia, química e licenciatura em matemática.
- Miracatu – Com investimento de R$ 16,3 milhões do Novo PAC, espaço comporta até 800 estudantes. Atualmente oferta o curso técnico de biotecnologia e qualificação profissional em física.
- Osasco – Investimento de R$ 14,1 milhões para reforma e adequação do espaço. A unidade terá capacidade para atender 1,4 mil alunos. Ofertará os cursos técnicos em eletroeletrônica, automação industrial, desenvolvimento de sistemas e licenciatura em pedagogia.
- Rio Claro – Com investimento total de R$ 20,5 milhões do Novo PAC, o espaço tem capacidade para atender 800 estudantes. Atualmente oferta qualificação profissional.
- Santos – Com investimento de R$ 8,7 milhões do Novo PAC, a unidade terá capacidade para atender 1,4 mil discentes e ofertará formação profissional nos eixos Produção Cultural e Design, Informação e Comunicação e Gestão e Negócios.
IFSP – O Instituto Federal de São Paulo possui 51 campi e um polo de inovação, nos quais estão matriculados aproximadamente 85 mil estudantes, espalhados por 729 cursos.
Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade para atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamento e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.
O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões.
Agenda – A inauguração faz parte de uma série de eventos promovidos pela Presidência da República para entregar obras do MEC e dos ministérios da Saúde (MS) e das Cidades (MCID). Além dos campi em São Paulo, também foram entregues unidades do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), em Pedro Canário; do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), em Tefé (AM); e do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Altos (PI).
Resumo | Mais Educação para São Paulo
Flyer | Institutos Federais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Institutos federais auxiliam população com assistência em habitação
Os Institutos Federais de Sergipe (IFS) e do Rio de Janeiro (IFF), integrantes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, oferecem serviços gratuitos e atendimento à comunidade nas áreas de habitação e moradia, beneficiando populações vulneráveis.
Em Aracaju (SE), o Escritório Modelo de Prática de Edificações do IFS é um caminho para a população que busca auxílio na elaboração de projetos de residências populares, em pequenas reformas e na regularização fundiária de imóveis. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Campus Aracaju. O projeto é um laboratório prático para alunos dos cursos técnicos integrados e subsequentes de edificações, engenharia civil e saneamento ambiental, oferecendo experiências da profissão e permitindo o desenvolvimento de competências.
O atendimento é realizado de forma gratuita à população e há duas opções de cadastramento: a pessoa interessada nos serviços pode se dirigir presencialmente ao campus ou ainda ser encaminhada pela Defensoria Pública do Estado de Sergipe, que normalmente elabora a documentação final nos casos de regularização fundiária de imóveis. Após o cadastramento, os estudantes realizam visita técnica aos beneficiários para levantamentos cadastrais importantes para a elaboração dos projetos.
Os estudantes trabalham com a perspectiva da sustentabilidade em seus projetos, buscando soluções que usam o mínimo de recursos financeiro e reduzam ao máximo o consumo dos recursos naturais. Desde o início da iniciativa, em 2015, já foram beneficiadas 50 famílias de baixa renda da região com a elaboração de projetos para reforma e regularização de suas habitações. O trabalho é uma parceria entre o IFS e a Defensoria Pública do Estado de Sergipe.
No ano passado, o Escritório Modelo recebeu o Selo ODS 2025, em reconhecimento à implementação de boas práticas na categoria “Cidades e Comunidades Sustentáveis”. A premiação representa o alcance de metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Habitação de interesse social – Já no Rio de Janeiro, o projeto “Posto Avançado para a Lei de Assistência Técnica (Athis): metodologia e tecnologias sociais para habitação de interesse social” atende a moradores de áreas vulneráveis de Campos dos Goytacazes e de São Francisco do Itabapoana, municípios do Norte Fluminense, com o suporte técnico de estudantes de arquitetura e urbanismo do Campus Campos Centro do IFF. O projeto foi criado em 2021 e tem como base a Lei Federal nº 11.888/2008, que garante assistência técnica gratuita de arquitetura e engenharia para famílias de baixa renda.
O atendimento em São Francisco tem foco na comunidade quilombola de Deserto Feliz. Mais do que desenhar casas, a equipe auxilia famílias que residem em áreas de risco e que convivem com falta de saneamento e violência urbana. Nesse contexto, os estudantes saem das salas de aula para ouvir os moradores, mapear riscos estruturais e propor reformas viáveis utilizando tecnologias sociais, com a inclusão de soluções de baixo custo, sustentáveis e fáceis de aplicar.
O “posto avançado” funciona como um integrador comunitário em parceria com o Estúdio Dignifica, núcleo de extensão do IFF que atua como um escritório público de arquitetura social. O objetivo é desenvolver e testar metodologia de assistência técnica pública e gratuita em arquitetura e urbanismo para famílias de baixa renda, mediante apoio técnico em habitação de interesse social e oferta de assessoria individual, com propostas de projeto, orientação e acompanhamento técnico para obras.
Atualmente, a Athis está priorizando o atendimento de demandas coletivas, que são aquelas que impactam um grupo ou comunidade. O grupo também atua na confecção de publicações, cartilhas, palestras e exposições para a conscientização e divulgação do projeto. O e-mail de contato para manifestar interesse em ser atendido pela ação é [email protected].
Inovando no conceito de arquitetura pública, o projeto conquistou, no ano passado, o primeiro lugar na Mostra de Extensão desenvolvida conjuntamente pelo IFF, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação (MEC), com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do IFF e do IFS
Fonte: Ministério da Educação
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