Brasil
Debates finais da Zona Verde destacam avanços e desafios da ação climática na COP30
Os últimos debates do Pavilhão Brasil na Zona Verde da COP30, na sexta-feira (21/11), foram marcados por agendas voltadas à transição justa, inovação tecnológica, justiça climática e fortalecimento da sociobioeconomia. Ao longo do dia, os auditórios Jandaíra e Uruçu reuniram especialistas, autoridades, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil para discutir caminhos concretos para ampliar a ação climática no Brasil e na Pan-Amazônia.
Ciência, sociobioeconomia e participação social
O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, participou do “Anúncio de Seleção do Novo PAC de Resíduos Sólidos” no auditório Uruçu. Durante o evento, ele destacou o papel do Brasil na agenda climática global:
“O governo brasileiro, o governo do presidente Lula, veio à COP para falar de financiamento climático, para apresentar ações concretas de proteção ao meio ambiente e para buscar caminhos que nos permitam superar o uso de combustíveis fósseis. Belém foi escolhida para ser o lugar de uma resposta definitiva — e no caminho da transição justa — aos desafios ambientais que o planeta enfrenta”.
O ministro anunciou um investimento de cerca de R$ 245 milhões. Somados aos R$ 500 milhões já selecionados anteriormente, o total destinado ao tratamento de resíduos sólidos no Brasil se aproxima de R$ 1 bilhão. A iniciativa contemplará 12 estados e 32 municípios, e o processo de seleção segue aberto para novas propostas.
A abertura da programação no auditório Uruçu ficou a cargo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) com a mesa “Mudanças Climáticas no Brasil: o que podemos e no que devemos avançar”, às 10h. O debate abordou os avanços da ciência do clima no país, os desafios que ainda persistem para orientar estratégias de adaptação e mitigação, os impactos na saúde e na sociedade e o lançamento da plataforma DataClima+, que integra dados e fortalece a transparência climática e as políticas públicas.
“A ideia do DataClima+ é integrar informações, fortalecer a transparência e permitir análises que hoje ainda não são possíveis, apoiando tanto compromissos internacionais quanto políticas públicas nacionais”, destacou o coordenador-geral de Clima do MCTI, Márcio Rojas.
Na sequência, a Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO) apresentou o painel “Tributação Justa para a Sociobioeconomia: NCM como Instrumento de Desenvolvimento da Amazônia”. O debate tratou de como a reforma tributária e a revisão dos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) podem reconhecer e diferenciar produtos da sociobioeconomia, garantir justiça fiscal para pequenos e médios negócios, fortalecer a permanência das comunidades em seus territórios e impulsionar um modelo de desenvolvimento baseado na floresta em pé.
“É um desafio muito grande você estar numa economia que não é vista; se ela não é vista, não há informações de qualidade sobre essa economia da sociobiodiversidade e fica muito difícil dialogar com governos, financiadores e parceiros”, afirmou o presidente da ASSOBIO Paulo Monteiro dos Reis.
Hidrogênio verde, ação global e adaptação climática
No auditório Jandaíra, as atividades foram abertas pela Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), com o painel “Fertilizantes Verdes: Solução para Descarbonizar a Agricultura e Fortalecer a Segurança Alimentar”. A discussão abordou o panorama do mercado brasileiro, que hoje importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome.
“Temos o Plano Nacional de Fertilizantes, que vai muito bem nos últimos três anos. Temos que fazer uma nova indústria, porque tem tecnologia e tem demanda. Uma indústria de fertilizantes verdes baseada em soluções da natureza, que descarboniza, para fazer com que a agricultura continue contribuindo para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, explicou o assessor do Ministério da Agricultura José Carlos Polidoro.
Em seguida, a Presidência da COP30 apresentou o “Balanço da Agenda de Ação Global”. De acordo com a coordenadora da Agenda de Ação, Bruna Cerqueira, a conferência no Pará inovou ao estruturar uma ampla plataforma voltada à implementação e ao mapeamento de iniciativas lançadas ao longo dos últimos dez anos de COP.
“Publicamos 117 planos para acelerar soluções em todos os setores. E esses planos agora precisam ser colocados em prática”, afirmou Cerqueira. “Agora estamos passando para a fase de implementação. Todo mundo está muito acostumado a olhar para os textos negociados e para o que está acontecendo no mundo real. Como essas coisas estão se traduzindo? Esse foi um aprendizado ao longo desses dias”, disse.
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Brasil
Agora Tem Especialistas ganha mais força com novos equipamentos e centro de imagem no Sul de MG
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração do primeiro centro de imagem do Hospital Gimirim, em Poço Fundo (MG), neste sábado (25) e visitou o Hospital Regional do Sul de Minas, em Varginha (MG), que foi habilitado para garantir serviços em oftalmologia e teve aporte de R$ 3,5 milhões do Ministério da Saúde para a aquisição de equipamentos.
Essas ações fortalecem o Agora Tem Especialistas, um programa do Governo do Brasil voltado à ampliação do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir tratamento em tempo oportuno, contribuindo para um atendimento mais ágil, resolutivo e próximo das pessoas.
“Quando criamos o programa Agora Tem Especialistas, a ideia era justamente potencializar a estrutura que o país já possui. Ao instalar um novo centro de imagem em um hospital que já conta com equipe qualificada — médicos, enfermeiros e outros profissionais — conseguimos ampliar a capacidade de atendimento de forma mais ágil e eficiente. Esse é mais um passo importante para garantir um SUS mais resolutivo, mais ágil e mais próximo das pessoas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
O novo centro de imagem do Hospital Gimirim realizará exames como ultrassonografia, tomografia e radiografia, mamografia, endoscopia e colonoscopia. Isso representa mais acesso à população que não precisará se deslocar para ter mais agilidade em diagnósticos. A unidade, sem fins lucrativos, atua de forma integrada à rede pública local e conta com 74 leitos destinados ao SUS.
Em Varginha, a habilitação do Hospital Regional do Sul de Minas para a Rede de Atenção Oftalmológica do SUS permitirá a realização de consultas, exames, cirurgias de catarata e tratamentos de retina na própria região, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios e ampliando a resolutividade da rede.
Os investimentos em Minas Gerais fazem parte de uma estratégia nacional de fortalecimento do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem ampliado o acesso a atendimentos especializados, com resultados expressivos. Em 2025, o país registrou o maior número de cirurgias eletivas da história do SUS, com 14,9 milhões de procedimentos realizados — aumento de 42% em relação a 2022. Também houve crescimento na realização de exames e no número de internações, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública.
“Esse investimento, realizado com recursos do Governo Federal, representa um passo concreto para ampliar o acesso da população a exames essenciais. São exames muitas vezes decisivos para a continuidade do tratamento, e que agora poderão ser realizados com mais rapidez.”, disse o ministro.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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