Brasil
Brasil lança inventário internacional de emissões e posiciona turismo como eixo estratégico do legado da COP30
O Ministério do Turismo encerrou sua participação na COP30, em Belém (PA), com uma agenda inédita que posiciona o Brasil como liderança global na integração entre turismo e ação climática. A estratégia, estruturada no Plano de Aceleração de Soluções (PAS) do setor, prevê a criação do primeiro inventário internacional de emissões de gases de efeito estufa no turismo, de modelos de adaptação climática para destinos turísticos e novas linhas de financiamento voltadas à transição verde. A iniciativa será implantada inicialmente no Pará e depois replicada internacionalmente.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que o protagonismo brasileiro decorre do compromisso de transformar a experiência turística em ferramenta de desenvolvimento sustentável. “Pela primeira vez, mostramos ao mundo que o turismo não é apenas vítima da emergência climática – ele pode ser parte decisiva da solução, gerando emprego, preservação e fortalecendo a bioeconomia da Amazônia”, afirmou Sabino.
Segundo o documento, apresentado nesta sexta-feira (21.11), o Brasil será a primeira nação a aplicar integralmente o novo modelo de mensuração de emissões. O sistema é compatível com metodologias globais do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima) e do SF-MST (Quadro estatístico para medir a sustentabilidade do turismo), rastreando emissões de transportes, hospedagens, atrativos e da cadeia produtiva associada ao turismo. O inventário inclui tanto a perspectiva do visitante quanto a das empresas e governos.
A coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, reforçou o caráter transformador da iniciativa. “Medir melhor é o primeiro passo para transformar. Com este inventário, o Brasil cria uma base técnica para adaptação, compensação e modelos efetivos de descarbonização no turismo”, explicou Carolina.
LEGADO – Representando a Embratur, o gerente André Dias destacou que o trabalho não se encerra com a conferência e coloca o Brasil como referência global. “O legado da COP30 é posicionar o Brasil como laboratório vivo de soluções climáticas para o turismo. Daqui sai um modelo que poderá ser replicado por outros países, e a Amazônia será o símbolo dessa transformação”, declarou.
Os pilotos da ação vão começar em destinos do Pará e se expandirão nacionalmente até 2026, com metas intermediárias até 2028.
EXPOSIÇÃO – Ao final do evento, o ministro Celso Sabino foi convidado para ser padrinho da Jaguar Parade, exposição de arte urbana instalada às margens da Baía do Guajará, em Belém. Sabino recebeu a réplica de uma mini-onça das mãos da embaixadora da iniciativa, Dani Filgueiras. A peça é uma obra de arte pintada por um dos artistas participantes. “A onça-pintada é símbolo da nossa fauna e representa a força da Amazônia. Apoiar um projeto que une arte, conservação e turismo sustentável é uma honra e reforça nossa missão de proteger esse patrimônio mundial”, apontou Celso Sabino.
Dani Filgueiras celebrou o reconhecimento. “A Jaguar Parade nasceu para sensibilizar o mundo sobre a urgência de proteger a onça-pintada e os territórios onde ela vive. Ter o apoio do Ministério do Turismo potencializa esse impacto e ajuda a transformar arte em ação ambiental”, comemorou.
A Jaguar Parade é uma mostra global que chegou a Belém em 2025 com o objetivo de conscientizar quanto à preservação da onça-pintada e da biodiversidade amazônica. O evento transforma a cidade em uma galeria a céu aberto, com dezenas de esculturas de onças personalizadas por artistas locais e internacionais, posteriormente leiloadas para financiar projetos de conservação ambiental.
A mostra segue aberta até 30 de novembro ao longo da orla da Estação das Docas e do Porto Futuro II.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
MME encerra ciclo de workshops do Plante com debate no Rio de Janeiro
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quinta-feira (11/6), no Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro, o último workshop do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O encontro, realizado em parceria com o FGV Clima, marca o encerramento do ciclo de debates presenciais promovidos durante a etapa de consulta pública do Plano.
Na abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, ressaltou que a elaboração do Plante reflete um esforço coletivo de diálogo e construção técnica. “O Plano se apoia em estudos já consolidados, mas inova ao propor novas perspectivas e avança ao incorporar novas abordagens, alinhadas às particularidades e aos potenciais do Brasil. Essa iniciativa reafirma o compromisso do MME com a construção de caminhos para impulsionar a transição energética e promover o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.
O evento reuniu representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do FGV CERI, que trouxeram perspectivas complementares sobre os desafios da transição energética brasileira, dos instrumentos de planejamento e os investimentos na transicao energética brasileira.
A consulta pública do Plante pode ser acessada nos portais do MME e do Brasil Participativo, permitindo contribuições da sociedade, do setor produtivo e de especialistas.
Plano Nacional de Transição Energética
O Plante constitui uma iniciativa estratégica do Governo do Brasil para orientar, de forma integrada e coordenada, a transformação do setor energético brasileiro ao longo dos próximos 30 anos.
Fundamentado em estudos técnicos de longo prazo amplamente reconhecidos, como o Balanço Energético Nacional (BEN), o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Plano Nacional de Energia (PNE), o Plano estabelece diretrizes e ações voltadas à promoção de uma transição energética segura, sustentável e socialmente justa.
Seu objetivo central é conduzir o país à neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor energético, conciliando crescimento econômico, segurança energética e competitividade industrial. Ao integrar esforços de diferentes órgãos da administração pública, o Plante busca assegurar que os benefícios da transição energética sejam amplamente compartilhados, contribuindo para a redução das desigualdades, o fortalecimento do desenvolvimento regional e a construção de um futuro mais próspero e resiliente para a sociedade brasileira.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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