Agro
Mapa integra painel da PLACA na AgriZone
Nesta terça-feira (18), ocorreu, na Casa da Agricultura Sustentável da COP30, o painel sobre cooperação regional em agricultura e mudança do clima na América Latina e no Caribe, que reuniu representantes dos países membros da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).
Sob presidência do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru e copresidência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a PLACA atua como um mecanismo de cooperação que reúne 18 ministérios da Agricultura. Seu objetivo é fortalecer capacidades técnicas, promover a troca de conhecimentos e ampliar a coordenação política no setor agroalimentar. Trata-se de um mecanismo estratégico que conecta a agenda agrícola da América Latina e do Caribe à agenda global de cooperação climática.
O evento, organizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), buscou oferecer um espaço-chave para demonstrar como uma iniciativa regional voluntária pode fortalecer a implementação de acordos globais, promovendo maior coerência política, troca de conhecimentos, boas práticas e um senso compartilhado de propósito para a América Latina e o Caribe.
O painel foi moderado pela líder de Programa Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Maya Takagi, e teve como representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o coordenador-geral de Mudanças do Clima e Desenvolvimento Sustentável, Jorge Caetano.
Caetano destacou que a PLACA tem se consolidado como um espaço fundamental para traduzir ciência em políticas públicas e fortalecer ações climáticas no setor agroalimentar da região. O coordenador ressaltou ainda que a PLACA integra evidências científicas no desenho de políticas públicas, na definição de prioridades regionais e na articulação com a agenda global. Ele acrescentou que o plano conjunto de fortalecimento de capacidades, voltado ao escalonamento dos comitês agroclimáticos locais, tem recebido reconhecimento internacional. “Existem várias Mesas Técnicas Agroclimáticas em diferentes países, com lideranças locais e com o apoio fundamental da FAO para fortalecer a articulação agroclimática e a implementação de boas práticas”, afirmou.
Representando a Presidência da PLACA, o vice-ministro de Desenvolvimento Rural e Irrigação do Peru, Orlando Trujillo, ressaltou os avanços alcançados pela plataforma e a importância da colaboração regional. “Esses espaços são fundamentais para compartilhar experiências entre os 18 países da PLACA. O trabalho conjunto permitirá fortalecer nossas capacidades e melhorar as condições de nossos produtores, que são o foco principal do nosso esforço enquanto Estado”, evidenciou.
A PLACA consolida-se como um espaço privilegiado para promover integração, inovação e governança climática no setor agroalimentar, reunindo 18 ministérios da Agricultura em torno de uma visão comum para enfrentar desafios climáticos e fortalecer a resiliência da agricultura latino-americana e caribenha.
Informação à imprensa
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Agro
Preço do trigo segue firme no Sul com oferta restrita e expectativa de maior importação
O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém cenário de preços firmes diante da oferta restrita, da baixa disponibilidade de trigo de qualidade e das incertezas em relação à próxima safra. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta tendência de aumento das importações e possível alinhamento das cotações internas aos preços internacionais nos próximos meses.
No Rio Grande do Sul, os valores da safra velha continuam avançando de forma gradual. Os moinhos elevaram as indicações para entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada CIF para trigo padrão, sem características de branqueador ou melhorador. No mercado FOB, as referências giram em torno de R$ 1.330 para junho, R$ 1.350 para julho e R$ 1.370 para agosto.
Segundo a consultoria, a redução de área destinada ao cereal no estado é considerada ampla, influenciada pela escassez de sementes e pela menor adoção de tecnologia nas lavouras. Esse cenário tende a limitar a oferta futura e dar sustentação aos preços, embora possa ocorrer pressão pontual durante dezembro em caso de concentração de colheita.
Em Santa Catarina, o custo do frete continua sendo o principal fator de diferença nas negociações. O trigo catarinense passou a ser negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. Já o produto vindo do Paraná aparece entre R$ 1.320 e R$ 1.350, enquanto o trigo branqueador do Rio Grande do Sul registra pedidas entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada.
A expectativa de menor produção nacional, combinada à redução de área plantada e ao menor investimento tecnológico, deve ampliar a necessidade de importações ao longo da temporada. Para os analistas, esse movimento pode beneficiar produtores que mantiveram o cultivo do cereal nesta safra.
No Paraná, a escassez de matéria-prima de melhor qualidade segue sustentando os preços em níveis elevados. Negócios recentes foram registrados a R$ 1.350 por tonelada na região central do estado, R$ 1.400 FOB no Norte e R$ 1.450 CIF na região de Curitiba.
Apesar das cotações firmes, o mercado continua travado em algumas regiões. Produtores seguem retraídos, aguardando preços mais altos, enquanto os moinhos demonstram resistência aos atuais níveis de negociação, mesmo diante da diminuição das ofertas mais competitivas.
Com menor oferta doméstica e demanda ativa da indústria, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés sustentado no curto prazo, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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