Agro
IBGE projeta safra de 332,7 milhões de toneladas para 2026, queda após recorde histórico de 2025
Primeiro prognóstico indica recuo da safra de 2026
O IBGE divulgou o primeiro prognóstico da produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026. A estimativa aponta uma safra de 332,7 milhões de toneladas, resultado 3,7% menor que o volume recorde previsto para 2025.
A projeção incorpora, pela primeira vez, canola e gergelim, culturas que vêm ganhando espaço nos últimos anos, embora ainda tenham presença limitada em poucos estados.
Safra de 2025 consolida recorde histórico
A estimativa de outubro para a safra 2025 indica 345,6 milhões de toneladas, avanço expressivo de 18,1% em relação ao ciclo 2024. A área a ser colhida chega a 81,5 milhões de hectares, crescimento anual de 3,1%.
Os três principais produtos — arroz, milho e soja — representam juntos 92,6% de toda a produção nacional prevista para 2025.
Entre os destaques estão:
- Soja: +14,5%
- Milho: +23,5%
- Arroz: +18,7%
- Algodão: +10,6%
- Sorgo: +31,0%
- Trigo: +4,5%
Várias dessas culturas devem atingir recordes produtivos no ano.
Clima favorável impulsionou 2025; 2026 deve sofrer ajustes
Segundo o IBGE, o excelente desempenho de 2025 está associado ao clima favorável na maior parte das regiões produtoras, com exceção do Rio Grande do Sul, que enfrentou restrições de chuvas.
Para 2026, o cenário muda: a previsão indica redução de 12,9 milhões de toneladas, influenciada principalmente pela queda esperada nas colheitas de:
- Milho: -9,3%
- Sorgo: -11,6%
- Arroz: -6,5%
- Algodão: -4,8%
- Trigo: -3,7%
- Feijão: -1,3%
- Amendoim: -2,1%
A soja é a única grande cultura com estimativa de alta (+1,1%), podendo alcançar novo recorde em 2026.
Desempenho regional: RS e PR em alta; MT e MS em queda
A produção nacional de 2026 deve apresentar cenários distintos entre estados:
- Crescimentos previstos:
- Rio Grande do Sul: +22,6%
- Paraná: +2,4%
- Declínios expressivos:
- Mato Grosso: -9,8%
- Mato Grosso do Sul: -12,2%
- Goiás: -7,8%
- Bahia: -4,0%
- São Paulo: -6,9%
- Santa Catarina: -13,4%
Área colhida em 2026 deve crescer 1,1%
A área a ser colhida em 2026 deve atingir 81,5 milhões de hectares, aumento de 879 mil hectares frente ao ano anterior.
Em 2026, as variações previstas são:
- Altas nas áreas plantadas:
- Milho: +0,7%
- Soja: +0,3%
- Trigo: +0,2%
- Reduções:
- Algodão: -0,7%
- Arroz: -3,3%
- Feijão: -1,8%
- Amendoim: -3,3%
- Sorgo: -0,7%
Desempenho por cultura – Prognóstico 2026
- Algodão herbáceo
- Produção: 9,3 milhões de toneladas
- Variação: -4,8%
- Rendimento médio: 4.425 kg/ha
- Arroz em casca
- Produção: 11,8 milhões de toneladas
- Queda: 6,5%
- Redução na área e produtividade: -3,3%
- Feijão (3 safras)
- Produção: 3,0 milhões de toneladas
- Variação: -1,3%
- Oferta deve ser suficiente para abastecer o mercado interno em 2026.
- Milho
- Produção total: 128,4 milhões t
- Queda significativa de 9,3%
- 1ª safra: +0,9%
- 2ª safra: -11,6%
- Soja
- Produção: 167,7 milhões t
- Alta de 1,1%, podendo renovar recorde
- Área e produtividade em leve expansão
- Sorgo
- Produção: 4,6 milhões t
- Queda de 11,6%
- Redução no rendimento médio
Detalhamento da estimativa de 2025
A estimativa de outubro para 2025 reforça que o ano marcará uma das maiores safras da história do Brasil, sustentada por:
- Expansão de áreas em arroz, soja, milho e sorgo
- Altas de produtividade em praticamente todas as culturas
- Crescimento da produção em todas as regiões do país
Na distribuição regional de 2025:
- Centro-Oeste: 51,7%
- Sul: 24,9%
- Sudeste: 8,9%
- Nordeste: 8,1%
- Norte: 6,4%
Principais variações mensais em outubro de 2025
Destaques de crescimento frente a setembro:
- Laranja: +8,0%
- Sorgo: +5,0%
- Cevada: +4,1%
- Milho 2ª safra: +2,9%
- Aveia: +2,2%
- Tomate: +1,9%
- Mandioca: +1,3%
- Arroz: +1,2%
Quedas:
- Feijão 3ª safra: -5,0%
- Castanha-de-caju: -2,4%
- Feijão 1ª safra: -1,1%
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Entretenimento6 dias agoCarlos Alberto de Nóbrega conhece bisneto recém-nascido e se emociona na web
-
Agro6 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Paraná6 dias agoVice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026
-
Esportes6 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Esportes5 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Esportes6 dias agoVitória surpreende São Paulo no Barradão e complica vida do Tricolor no Brasileirão
-
Política Nacional4 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Agro6 dias agoFenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica
