Connect with us


Brasil

Turismo, cultura e clima: vozes da Amazônia na COP30

Publicado em

O espaço “Conheça o Brasil” do Ministério do Turismo na COP30, em Belém (PA), foi palco nesta sexta-feira (14.11) do painel “Patrimônio Cultural e Turismo: Convergências para um Turismo Resiliente às Mudanças Climáticas”. Mediado por Bruno Maximo, arqueólogo do Ministério do Turismo, o diálogo abordou como o Governo do Brasil vem estruturando políticas de adaptação, especialmente na Amazônia, por meio do Plano Clima.

Bruno Máximo ressaltou que o patrimônio cultural material, imaterial e territorial compõe a identidade de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, sendo fundamental ouvi-los para definir ações públicas que realmente protejam seus modos de vida. Já Sandra Gomes, liderança indígena do povo Baré, do Alto Rio Negro, descreveu o turismo de base comunitária desenvolvido na região, centrado na pesca esportiva sustentável do tucunaré.

Sandra Gomes celebrou conquistas recentes na área, como a substituição de motores movidos a diesel por sistemas de energia solar nos acampamentos, prática que reduz a incidência de impactos ambientais. Segundo ela, o turismo devidamente organizado fortalece a economia local, resgata a cultura e reforça a proteção da agrobiodiversidade que os povos indígenas preservam há séculos.

Leia mais:  Turismo nacional: as estratégias que reposicionaram o Brasil no cenário global

Vanda Witoto, diretora do Instituto Witotom, por sua vez, abordou o trabalho realizado no Parque das Tribos – primeiro território indígena reconhecido dentro da cidade de Manaus (AM). Vanda explicou como o local se tornou referência de economia criativa, moda indígena ancestral, gastronomia, arte, artesanato e turismo educativo, mesmo em um contexto urbano. Ela ressaltou que o turismo em comunidades indígenas precisa ser ético, construído com a comunidade, e respeitar modos de vida, tempos e rituais.

CONSERVAÇÃO – Também presente, a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Pará, Cristina Vasconcelos, enfatizou que falar sobre cultura, turismo e mudanças climáticas na Amazônia é essencial para conectar o mundo às realidades dos povos amazônidas. Cristina explicou que o IPHAN atua na salvaguarda de bens materiais, imateriais e arqueológicos, sempre em diálogo com comunidades tradicionais e territórios.

O debate reuniu ainda o arquiteto Marcus Ataíde, diretor de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura Municipal de Belém (PA). Ataíde ressaltou que o planejamento das cidades amazônicas precisa considerar tanto o patrimônio cultural quanto os efeitos das mudanças climáticas. Ele ressaltou que áreas de interesse turístico locais, como o Mercado Ver-o-Peso, exigem projetos de adaptação climática, preservação arquitetônica e ordenamento turístico que respeitem as comunidades que vivem nesses territórios.

Leia mais:  Ministério da Saúde prorroga prazo de Chamada Pública para instituições interessadas em ofertar cursos de epidemiologia no SUS

Ana Cláudia Costa, assessora especial para Transição Econômica Verde do Governo do Pará, lembrou que o turismo cultural e comunitário tem potencial para enfrentar problemas estruturais da região, como a elevada informalidade e a falta de oportunidades para jovens. Ana Cláudia ressaltou que o turismo gera renda e, ao mesmo tempo, fortalece a identidade cultural, algo essencial à construção de um projeto amazônico de futuro.

PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo tem uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participam de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook

Brasil

Brasil apresenta compromissos para concretizar Política Nacional em fórum da ONU sobre migração

Published

on

Nova Iorque, 11/5/2026 – O Brasil voltou a participar do debate internacional sobre políticas públicas de migração durante o II Fórum Internacional de Revisão das Migrações, realizado em Nova York (EUA), de 5 a 8 de maio. O encontro contou com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores (MRE) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O fórum ocorre a cada quatro anos na sede da Organização das Nações Unidas, no âmbito do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, e é considerado o principal espaço internacional de debate sobre políticas migratórias. O MJSP foi representado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com a participação da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, e do diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple.

Durante o evento, países, organismos e sociedade civil debateram temas como integração social, governança de dados, mudanças climáticas, direitos trabalhistas e reunificação familiar de migrantes. Em painel sobre migração, qualificação profissional e transição justa, Maria Rosa Loula destacou que o Brasil tem demonstrado ser possível conciliar acolhimento e responsabilidade, com garantia de acesso à saúde, trabalho e proteção para migrantes.

Leia mais:  Turismo nacional: as estratégias que reposicionaram o Brasil no cenário global

“Fortalecer essas políticas é essencial não apenas para acolher pessoas com dignidade, mas também para construir uma mobilidade laboral mais justa e integrada, enfrentando desafios como idioma e qualificação com apoio conjunto do setor público e privado”, ressaltou.

Em parceria com os governos do México e da Colômbia, a delegação brasileira também promoveu evento sobre a implementação do Pacto Global na América Latina, que contou com a participação de representantes de Portugal, Uruguai e Guatemala.

O Brasil apresentou, pela primeira vez, avanços em governança migratória e boas práticas de acolhimento desenvolvidos nos últimos anos. Além disso, o País anunciou 11 compromissos para fortalecer essas políticas e ampliar a proteção a migrantes, refugiados e apátridas.

Compromissos apresentados pelo Brasil

1. Promover a coesão social e combater a xenofobia;
2. Promover o retorno seguro e digno de brasileiros retornados;
3. Promover a implementação, o acompanhamento e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA);
4. Promover governança migratória inclusiva e ampliar mecanismos de participação direta de migrantes, refugiados e apátridas;
5. Fortalecer a prevenção e a erradicação da apatridia nos âmbitos regional e global, com incentivo à adesão à Convenção para Redução dos Casos de Apatridia e ampliação da participação na Aliança Global para a Erradicação da Apatridia;
6. Aperfeiçoar normativas internas e políticas públicas voltadas à garantia do direito à reunião familiar de migrantes e refugiados;
7. Promover a implementação dos planos de trabalho das cinco redes temáticas da Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM);
8. Fortalecer o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, em parceria com organizações da sociedade civil, como via complementar de admissão e acolhimento de pessoas em necessidade de proteção internacional;
9. Fortalecer respostas sustentáveis e centradas na vítima no atendimento a pessoas afetadas pelo tráfico humano;
10. Fortalecer a governança de dados sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes;
11. Fortalecer ações de prevenção e cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

Leia mais:  Modernização e eficiência: confira as principais mudanças que a PNAST traz para o sistema elétrico brasileiro

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262