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Ministério da Saúde produz filme contra racismo

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Como parte das ações do Novembro Negro, mês de valorização da cultura e história afro-brasileira e da luta contra o racismo, o Ministério da Saúde (MS) lançou o documentário “Sorriso Negro”, com 17 entrevistas com trabalhadores da pasta no Rio de Janeiro, revelando as histórias por trás de cada sorriso. A iniciativa busca fortalecer, por meio da arte, as vozes e trajetórias negras que constroem cotidianamente o Sistema Único de Saúde (SUS).

O lançamento aconteceu no dia 7 de novembro, na sede da Associação dos Servidores Municipais, Estaduais e Federais do Rio de Janeiro (Assist) e contou com a participação da equipe de produção, do elenco e convidados. O filme também está percorrendo unidades federais de saúde e, em breve, será disponibilizado gratuitamente no streaming da FioFlix.

Inspirado na exposição fotográfica “Sorriso Negro”, idealizada em 2017 pela assistente social Rosimeri Ramos no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), o filme amplia o alcance do projeto que já retratou mais de mil profissionais negros dos hospitais e institutos federais do Rio. Apoiada pela VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, a produção tem como ponto de partida a pergunta “O que te faz sorrir?”, criando um mosaico de sorrisos, afetos e experiências. Entre as respostas, surgem lembranças de familiares, amizades, grupos de trabalho, conquistas e momentos marcantes – reflexos da diversidade de vivências que compõem o SUS.

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O nome do documentário e da exposição vem da canção homônima de Dona Ivone Lara, cantora, enfermeira, assistente social, terapeuta ocupacional e servidora pública do Ministério da Saúde por 37 anos. A estreia contou com a presença de Eliana Lara, nora e responsável pelo acervo de Dona Ivone, e outros familiares.

O curta é uma produção do Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro (DGH/SAES/MS), com apoio do Centro Cultural do Ministério da Saúde. O filme também está percorrendo unidades federais de saúde e, em breve, será disponibilizado gratuitamente no streaming da FioFlix.

Para a coordenadora-geral de Governança Hospitalar do DGH, Jesana Alves, o filme tem uma importância simbólica e política muito grande. “Celebrar o Novembro Negro é reconhecer que a população negra construiu e constrói todos os dias a história do Brasil, além de admitir que seguimos enfrentando desigualdades profundas, inclusive no acesso à saúde, no acolhimento, no cuidado e no reconhecimento das nossas vivências e identidades. ‘Sorriso Negro’ não fala de um sorriso ingênuo, fala de resistência, do sorriso que atravessa séculos de luta, do sorriso que renuncia, reivindica, cria e transforma. O sorriso que diz: nossas vidas importam, nossas histórias importam, nossa saúde importa”, enfatizou Jesana.

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Ficha técnica do curta

Direção: Marcio Nolasco
Roteiro: Leandro Rocha da Silva e Marcio Nolasco
Produção executiva: Pamela Araujo
Direção de produção: Edileuza Jordana
Direção de fotografia e Câmera: Alexandre Brum
Montagem e Edição: Marcos Paulo Benevides Pereira
Idealização e Coordenação de comunicação: Pamela Araujo
Arte gráfica: Edileuza Jordana e Marcos Paulo Benevides Pereira
Colaboradores: Anís Morais, Cintia Nery e Gustavo Maia
Apoio: VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz

Flávia Barreto
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Organização criminosa investigada por sextortion movimenta R$ 4 milhões em dois meses

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Curitiba, 21/5/26 – Com apoio estratégico do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab/MJSP), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Love Hurts. A ação busca desarticular uma organização criminosa especializada em extorsão sexual por meio de sextortion e lavagem de dinheiro. A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

As investigações apontam que o grupo movimentou R$ 4 milhões em apenas dois meses, fazendo mais de 20 vítimas em diferentes regiões do País.

Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar. A operação contou ainda com a colaboração das polícias civis do Espírito Santo (PCES), Goiás (PCGO), Maranhão (PCMA), Paraíba (PCPB) e Rio Grande do Norte (PCRN). O apoio interestadual fortalece a repressão a crimes cibernéticos, fraudes e golpes virtuais.

Do afeto à extorsão

Segundo a investigação, a dinâmica criminosa começou em 2024. Por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, a vítima foi contatada por um perfil falso com o nome “David Green”. O investigado utilizava fotos de terceiros, já identificadas em golpes internacionais, e se apresentava falsamente como médico oncologista em missão de paz na Síria.

Após conquistar a confiança da vítima com manipulação emocional e promessas de casamento — prática que caracteriza, em tese, o chamado romance scam —, o autor induziu a mulher a compartilhar fotos e vídeos íntimos. A partir desse momento, a organização passou a atuar em duas frentes:

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• Estelionato sentimental: solicitação de altas quantias sob falsos pretextos, como passagens aéreas e pagamento de multas fictícias relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil;
• Sextortion: após a vítima demonstrar desconfiança e esgotamento financeiro, o investigado passou a ameaçá-la com a divulgação de imagens íntimas nas redes sociais, exigindo R$ 20 mil.

Ao todo, o prejuízo financeiro da vítima que deu origem às investigações chegou a R$ 63,3 mil, além de grave abalo psicológico.

Atuação do Ciberlab/MJSP

Com suporte estratégico e de inteligência do Ciberlab, a investigação identificou uma divisão estruturada de tarefas em dois núcleos principais:

• Núcleo estrangeiro (operacional): baseado em terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234), país associado a redes especializadas em fraudes afetivas, segundo relatos de vítimas. Esse núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão;
• Núcleo nacional (“conteiras”): formado por operadores financeiros no Brasil responsáveis por ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos, mediante conversão em criptoativos para lavagem de dinheiro.

Golpes em todo o Brasil

As transferências feitas pelas vítimas eram rastreadas e direcionadas para contas de brasileiras que já aparecem como beneficiárias em diversos boletins de ocorrência registrados em vários estados. Segundo a investigação, isso demonstra a dimensão e a continuidade do esquema criminoso.

A operação é resultado do trabalho das polícias civis no enfrentamento a crimes cibernéticos associados à violência psicológica, sexual e patrimonial contra mulheres no ambiente digital, especialmente por meio de fraudes afetivas e sextortion.

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O tema recebeu reforço legislativo recente com a sanção, em 20 de maio de 2026, de novas medidas de proteção à mulher e enfrentamento à violência digital. As mudanças ampliam mecanismos previstos na Lei Maria da Penha e fortalecem a atuação integrada dos órgãos de segurança pública.

Apoio do MJSP

A participação do Ciberlab tem sido fundamental para integrar as polícias civis estaduais e sufocar o braço financeiro de organizações criminosas que exploram a vulnerabilidade emocional das vítimas.

“A complexidade dos crimes cibernéticos e o combate às fraudes exigem cooperação entre agências de inteligência altamente especializadas e as polícias civis”, afirmou o delegado da Polícia Civil do Paraná, Kelvin Bressan.

Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão qualificada (art. 158, § 1º, do Código Penal), organização criminosa transnacional (Lei nº 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998). Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Operação Love Hurts

A ação recebeu o nome de “Operação Love Hurts” — expressão em inglês que significa “O amor machuca” — em referência direta ao estelionato sentimental investigado, também conhecido como romance scam.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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