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Com apoio do MIT, Estado incentiva criação de corredor de inovação de Londrina a Maringá

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), participa nesta semana, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, de um evento do Programa de Aceleração de Empreendedorismo Regional (MIT REAP), desenvolvido pela instituição, que tem sede em Boston. O encontro reúne representantes de diversas regiões do mundo em uma imersão sobre estratégias de desenvolvimento econômico baseadas em inovação e empreendedorismo. 

O Paraná participa do programa com um projeto voltado à aceleração do ecossistema de inovação do Norte do Estado, conectando Londrina e Maringá como polos complementares de um mesmo corredor tecnológico formando um “corredor da inovação”. A iniciativa é liderada pela SEIA e a secretaria estadual do Planejamento (SEPL), com o envolvimento de universidades, empresas, investidores e governos locais. 

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts é uma das universidades mais reconhecidas do mundo, que lidera há 12 anos um trabalho voltado ao desenvolvimento econômico regional com base em inovação e empreendedorismo. O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, destacou a relevância da participação do Estado.

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“É um privilégio o Norte do Paraná estar entre as regiões selecionadas pelo MIT REAP. Esse programa já apoiou mais de 100 ecossistemas em todo o mundo e, nesta edição, reúne equipes de países como Suíça, Benin, México e Nigéria. Fazer parte desse grupo é uma grande oportunidade para avançar na articulação entre governo, universidades e setor produtivo, com base em metodologias de uma das instituições mais respeitadas globalmente”, afirmou.

Durante três dias de atividades, as equipes regionais têm acesso a palestras, oficinas e mentorias com professores do MIT sobre o conceito de Empreendedorismo Orientado pela Inovação. A programação inclui diagnósticos regionais, trocas de experiências entre os participantes e o início da construção de indicadores estratégicos para o desenvolvimento do ecossistema local.

A agenda também inclui visitas técnicas a centros de inovação de Boston e Cambridge, como o MIT.nano, dedicado à pesquisa em nanociência e nanofabricação; o MIT Sandbox, voltado ao fomento de startups com apoio financeiro e mentoria, e o MIT designX, que atua na aceleração de soluções para desafios urbanos e ambientais.

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O MIT REAP é reconhecido por oferecer a regiões de todo o mundo uma metodologia de aceleração econômica baseada na articulação entre cinco atores-chave: governo, universidades, empresas, investidores e empreendedores. Com mais de 50 ecossistemas já participantes, o programa promove o desenvolvimento sustentável e orientado pela inovação.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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