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Portos do Paraná inicia pavimentação em concreto na Conde Matarazzo, em Antonina

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A Avenida Conde Matarazzo, uma das principais vias da cidade de Antonina, no Litoral, começou a receber nesta semana a pavimentação em concreto, parte da obra realizada pela Portos do Paraná. Os trabalhos iniciaram em julho deste ano, com a melhoria no sistema de drenagem.

Para garantir a segurança dos usuários, o trânsito na Avenida Conde Matarazzo funciona no sistema “siga-e-pare” desde o dia 5 de novembro. Os motoristas são orientados por sinaleiros manuais e eletrônicos.

As intervenções da Portos do Paraná, que também abrangem a Rua Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca, têm conclusão prevista para junho de 2026. A fiscalização é feita de forma conjunta pela Portos do Paraná, Prefeitura de Antonina e por uma empresa terceirizada contratada para dar suporte à atividade.

O investimento de R$ 18,4 milhões vai revitalizar 4,6 quilômetros das principais vias do município. Na Avenida Conde Matarazzo, além da nova pavimentação em concreto, a obra contempla instalação de calçadas para pedestres, ciclovia, pontos de ônibus, sinalização viária e melhorias no sistema de drenagem. “O concreto é ideal para suportar o tráfego intenso dos caminhões que seguem para o Porto de Antonina”, afirma o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

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REABILITAÇÃO – A técnica de pavimentação em concreto, utilizada pela primeira vez pela Portos do Paraná, é chamada de whitetopping e consiste na reabilitação de pavimentos asfálticos, em que uma nova camada de concreto é aplicada sobre o asfalto existente. “É um material que oferece maior durabilidade e segurança em comparação ao asfalto, além de demandar menor custo de manutenção”, explica Kengo.

A Prefeitura de Antonina foi responsável pela elaboração do projeto e acompanhou as sondagens do solo realizadas pela empresa contratada. A avaliação geotécnica, feita no início do ano, teve o objetivo de garantir a qualidade da pavimentação e orientar a escolha dos materiais e técnicas mais adequados para a execução da obra.

PORTO EM CRESCIMENTO – Em 2024, o Porto de Antonina movimentou 1,9 milhão de toneladas de cargas, entre açúcar ensacado e a granel, fertilizantes e outros produtos. O volume representa um crescimento de 47% em relação a 2023, quando foram movimentadas 1,3 milhão de toneladas.

Atualmente, o Porto de Antonina é um dos terminais administrados pela Portos do Paraná, empresa pública que possui a segunda maior movimentação portuária do Brasil e é hexacampeã em melhor gestão portuária do país, segundo avaliação do Governo Federal.

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Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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