Brasil
Na COP30, MMA e BNDES anunciam captação de R$ 8,84 bilhões para o Fundo Clima
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram a captação de R$ 8,84 bilhões para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), o principal instrumento financeiro para a transição ecológica no Brasil, nesta quarta-feira (12/11) durante a COP30 em Belém (PA). A parceria ocorreu por meio da assinatura de cartas de intenções com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e três instituições financeiras europeias: Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), Agence Française de Développement (AFD) e Cassa Depositi e Prestiti S.p.A (CDP).
Do total, R$ 6,15 bilhões (€ 1 bilhão) terão como origem os bancos europeus, e R$ 2,69 bilhões (US$ 500 milhões), o BID. Os recursos, na modalidade reembolsável, têm desembolso previsto para iniciar em 2027 e criam um mecanismo inovador para atender à crescente demanda por financiamento climático no país.
Coordenado pelo MMA e gerido pelo BNDES, o Fundo Clima foi criado em 2009 com o objetivo de alavancar recursos públicos para financiar projetos, estudos e empreendimentos voltados à mitigação e adaptação à mudança do clima. Desde 2023, o governo federal tem ampliado seu orçamento, que em 2024 atingiu marca recorde de R$ 10,5 bilhões, impulsionada pela primeira emissão soberana de títulos sustentáveis (US$ 2 bilhões com demanda de US$ 6 bilhões). Com isso, o mecanismo é hoje o maior fundo climático da América Latina.
O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, celebrou a iniciativa. “O Fundo Clima cumpre exatamente o objetivo a que se propôs no momento de sua criação: um mecanismo financeiro para viabilizar a transformação ecológica de que o país precisa. O novo aporte fortalecerá as ações de combate à mudança do clima no Brasil em diversas frentes, em benefício de toda a nossa população”, afirmou.
“Este acordo reforça o compromisso do Brasil com a transição ecológica e o enfrentamento da emergência climática. Ao unir forças, o governo brasileiro, o BNDES e o BID ampliarão o financiamento a projetos sustentáveis, fortalecendo o Fundo Clima como um instrumento importante e estratégico para promoção do desenvolvimento sustentável, posicionando o Brasil na vanguarda da agenda ambiental global”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Estamos fortalecendo o Fundo Clima para que o financiamento chegue a quem a quem precisa no dia a dia — especialmente pequenas e médias empresas e projetos locais. Com mais escala, governança e novos parceiros, vamos ampliar o nosso impacto”, declarou o presidente do BID, Ilan Goldfajn.
A assinatura das cartas é o primeiro passo para os trâmites contratuais. A liberação dos recursos ainda necessita de revisão e aprovação de cada instituição, além da aprovação do Ministério de Planejamento e Orçamento (MPO), por meio da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), órgão responsável por analisar projetos que necessitam de garantia da União.
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Brasil
Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país
O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.
O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.
“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.
A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
Priorização de Análise na Anvisa
Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.
Reestruturação da assistência oncológica no SUS
O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.
Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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