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Na AgriZone, Mapa destaca soluções de baixo carbono para reduzir emissões na pecuária de corte

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As ações desenvolvidas para reduzir as emissões de metano na pecuária de corte e ampliar a resiliência climática do setor foram apresentadas nesta terça-feira (11), na AgriZone, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O tema foi debatido no painel “Mitigação de metano na bovinocultura de corte: das políticas públicas até o campo”, realizado no espaço dedicado à agricultura sustentável e à inovação no campo, promovido pela Embrapa em parceria com o Mapa.

O debate reuniu representantes do Imaflora, do Instituto Centro de Vida (ICV) e da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, com o objetivo de discutir soluções concretas e escaláveis para o enfrentamento dos desafios climáticos.

De acordo com o auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, que representou o Mapa no painel, a principal estratégia do governo brasileiro para mitigar as emissões de gases de efeito estufa na bovinocultura está ancorada na implementação do Plano ABC+, política pública que promove práticas produtivas sustentáveis no campo.

“O Plano ABC+ busca convencer os produtores rurais a adotarem práticas comprovadamente mitigadoras de emissões, que, ao mesmo tempo, trazem resiliência climática e aumento de renda”, explicou Medeiros.

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O auditor destacou ainda que a assistência técnica tem papel essencial nesse processo, uma vez que muitos produtores ainda não têm acesso às informações e tecnologias necessárias para aplicar práticas sustentáveis.

“Essas práticas são vantajosas do ponto de vista produtivo e econômico, mas nem sempre o produtor as conhece. Por isso, é fundamental o papel da assistência técnica para levar esse conhecimento até o campo”, ressaltou.

Com foco em soluções e resultados práticos, o painel reforçou o compromisso do Brasil em promover uma pecuária de corte de baixo carbono, conciliando produtividade, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Goiás intensifica combate ao Greening com novo programa estadual de controle do HLB nos citros

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A citricultura goiana entrou em alerta máximo contra o avanço do Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa nº 1/2026, criando o Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB), com uma série de medidas fitossanitárias voltadas à proteção da produção de citros em Goiás.

A nova regulamentação estabelece ações obrigatórias de prevenção, monitoramento, controle e erradicação da doença, considerada atualmente a mais severa e destrutiva para os citros em nível mundial.

Programa busca proteger produção, empregos e cadeia citrícola em Goiás

Segundo a Agrodefesa, a implementação do programa é estratégica para preservar a sanidade vegetal e evitar impactos econômicos sobre o setor citrícola goiano.

O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a citricultura possui relevância econômica crescente no estado, contribuindo para geração de renda e empregos no campo.

De acordo com a Agrodefesa, o programa cria protocolos específicos para diferentes cenários fitossanitários, incluindo:

  • áreas com ocorrência confirmada da doença;
  • municípios limítrofes;
  • regiões sem registros de HLB.

A medida busca aumentar a eficiência da vigilância sanitária e acelerar as respostas em caso de detecção da doença.

Erradicação de plantas contaminadas será obrigatória

Entre as principais determinações do novo programa está a obrigatoriedade da eliminação imediata de plantas contaminadas pelo HLB.

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O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explicou que os produtores deverão realizar o arranquio ou corte das plantas infectadas, além de adotar manejo para impedir novas brotações.

A normativa estabelece que não haverá indenização pelas plantas eliminadas.

Além disso, a Agrodefesa realizará levantamentos fitossanitários anuais para monitoramento da doença em todo o território goiano.

HLB é doença sem cura e ameaça produção de citros

O Huanglongbing é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., que compromete o sistema vascular da planta e provoca perdas severas de produtividade.

A disseminação ocorre principalmente por meio do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor que se hospeda em plantas cítricas e também na murta (Murraya paniculata).

Entre os principais sintomas do Greening estão:

  • folhas amareladas e mosqueadas;
  • frutos deformados;
  • sementes escurecidas e malformadas;
  • queda prematura dos frutos;
  • redução drástica da produtividade.

A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, reforçou que o HLB não possui cura e exige monitoramento constante por parte dos produtores.

Segundo ela, o controle eficiente depende da rápida eliminação das plantas contaminadas e da conscientização do setor produtivo sobre os riscos da doença.

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Goiás endurece regras para cultivo e comércio de murta

A Instrução Normativa nº 1/2026 também endureceu as regras relacionadas à murta, planta considerada hospedeira do inseto transmissor do HLB.

Com a nova regulamentação:

  • fica proibida a manutenção de murta em municípios com ocorrência da doença;
  • será obrigatória a eliminação das plantas existentes;
  • também fica proibida a presença de murta com ocorrência do psilídeo em raio de até quatro quilômetros de áreas comerciais de citros.

Além disso, o estado proibiu:

  • produção de mudas de murta;
  • comercialização da planta;
  • transporte interestadual e intraestadual;
  • entrada da espécie em Goiás.

Viveiros, floriculturas, revendedores e estabelecimentos comerciais que possuírem mudas ou plantas da espécie deverão realizar a destruição imediata dos exemplares.

Doença já está presente em importantes estados produtores

No Brasil, o HLB já possui registros em importantes polos citrícolas, incluindo:

  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Goiás.

Atualmente, não existem variedades comerciais de citros resistentes à doença, o que torna as medidas preventivas fundamentais para evitar perdas econômicas e produtivas no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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