Paraná
IAT define pontos para destinação dos resíduos gerados pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu
O Instituto Água e Terra (IAT) definiu dois pontos de destinação para os resíduos e entulhos gerados pelo tornado que atingiu o município na última sexta-feira (7). A medida, construída em parceria com a Defesa Civil Estadual, a Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), busca garantir o descarte ambientalmente correto e agilizar o processo de limpeza e reconstrução da cidade.
Os locais escolhidos são o aeroporto da cidade e o centro de eventos municipal, cada um com um tipo específico de destinação. Esses espaços estão fora das áreas de mananciais que abastecem o município e oferecem acesso seguro e adequado para o transporte do material.
“As ferragens de grande porte, que serviam de cobertura de ginásios e escolas, estão sendo levadas para o centro de eventos, por uma questão de logística e segurança. Já os entulhos de casas e prédios demolidos estão sendo depositados no aeroporto da cidade”, explicou o chefe do escritório regional do IAT em Guarapuava, Marco Antônio Silva.
A engenheira civil e responsável pela destinação de resíduos do IAT, Suelen Rocha, afirmou que os dois locais substituem o ginásio municipal, que havia sido utilizado de forma emergencial nos primeiros dias após o desastre. “Agora todo o material retirado das ruas deve ser levado apenas para esses locais. São pontos que foram definidos justamente para melhorar a logística e permitir que a cidade comece a ser reconstruída o quanto antes”, afirmou.
Esses espaços, no entanto, têm caráter provisório e em uma etapa posterior os resíduos serão encaminhados para um aterro licenciado. “Neste momento, a prioridade é limpar a cidade. Depois, todo o material será destinado corretamente, de forma permanente”, acrescentou. Ainda não foi possível levantar a quantidade de entulhos gerados pelo tornado.
- 400 profissionais de saúde foram mobilizados para atender vítimas do tornado em Rio Bonito do Iguaçu
ÁREA RURAL – Além das ações na área urbana, o IAT também atua na zona rural do município, impactada pelo tornado.
A engenheira agrônoma do IAT, Caroline Rech, ressaltou que o órgão iniciou o mapeamento dos danos e tem prestado apoio humanitário às famílias. “Realizamos o levantamento das propriedades atingidas, transportamos mantimentos e levamos equipes do Crea-PR para avaliar os imóveis danificados, garantindo que essas famílias recebam o mesmo suporte dado à área urbana”, disse.
Duas regiões rurais foram mais afetadas: uma na área de assentamento, no sentido de quem vem de Quedas do Iguaçu, e outra em direção a Porto Barreiro e Laranjeiras do Sul. “Até o momento, já identificamos mais de 20 famílias atingidas. Além das casas, muitas pessoas perderam animais, que eram sua fonte de sustento. Nosso objetivo é fazer com que o socorro chegue o mais rápido possível”, afirmou.
ATENDIMENTO RÁPIDO – O IAT, por meio da assessoria jurídica e as diretorias de licenciamento estratégico, está trabalhando na elaboração de novas normativas para agilizar as autorizações relacionadas ao reaproveitamento do material lenhoso proveniente das árvores caídas, especialmente nas áreas rurais. Também foi definida prioridade máxima às licenças ambientais necessárias para a reconstrução de prédios públicos e demais estruturas do município.
Além de Rio Bonito do Iguaçu, o Escritório Regional de Guarapuava também está atuando no município-sede e nas cidades de Turvo, Pinhão, Foz do Jordão, Candói e Porto Barreiro, localidades que também foram atingidas pelo tornado e fortes chuvas em suas áreas rurais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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