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Brasil

Série “Pelos Rios da Amazônia” é lançada no estande do Ministério do Turismo

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Do cacau nativo ao emprego formal com carteira assinada, o turismo de base comunitária está reescrevendo a economia da Amazônia e se consolidando como um modelo poderoso de resiliência climática.

Na COP30, o painel “Turismo, comunidades locais e resiliência climática”, apresentado nesta terça-feira (11/11), no estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo, destacou o sucesso da iniciativa Filhas do Combu (Belém/PA) e a transformação no território do Instituto Mamirauá (AM), onde o turismo já é visto como uma “tecnologia social”.

O encontro também marcou a pré-estreia da série “Pelos Rios da Amazônia”, celebrando a autonomia das comunidades e a importância de os próprios amazônidas contarem suas histórias para o mundo.

A mediação foi feita pela jornalista, ativista e remadora paraense Larissa Noguchi. Em sua fala, ela ressaltou a profunda relação dos amazônidas com os rios e o papel do turismo sustentável na conservação dos ecossistemas.

“Esses rios que nos circundam navegam pelas nossas vidas e instalam a nossa essência como amazônidas. Essas relações também funcionam como um movimento econômico sustentável de comunidades por toda a região. O turismo de base comunitária contribui com a conservação dos nossos ecossistemas, e o audiovisual é uma ferramenta poderosa para mostrar isso ao mundo”, afirmou.

Participaram ainda do painel o biólogo Pedro Nassar, coordenador do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá; o fotógrafo e diretor Thiago Pelaes, cofundador das produtoras Maraú e Clartei e responsável pela direção da série; e Viviane Quaresma, representante das Filhas do Combu, iniciativa reconhecida pela produção de chocolates artesanais na Ilha do Combu, em Belém (PA).

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Durante o bate-papo, Viviane relatou como o turismo transformou a realidade da comunidade e gerou novas oportunidades.

“Hoje as Filhas do Combu empregam 20 pessoas com carteira assinada e movimentam toda a comunidade. As pessoas vêm de fora para conhecer nosso trabalho e isso dá visibilidade ao que fazemos com tanto cuidado. Queremos continuar crescendo com dignidade, produzindo chocolate de qualidade e valorizando o que a terra nos oferece — o açaí, o araçá, o cacau nativo. É um trabalho que dá dignidade igual para todos”, destacou.

O diretor da série “Pelos Rios da Amazônia”, Thiago Pelaes, ressaltou a importância de os próprios amazônidas contarem suas histórias.

“Durante muito tempo, pessoas de fora vieram mostrar a Amazônia ao mundo. Hoje entendemos que temos o direito — e até a obrigação — de contar as nossas próprias histórias. É um ato de resistência e de valorização da nossa capacidade técnica e criativa. Queremos mostrar que somos capazes de produzir audiovisual de qualidade e de retratar com respeito a vida, a cultura e o turismo na Amazônia”, afirmou.

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Ainda durante a conversa, o biólogo Pedro Nassar destacou o papel transformador do turismo de base comunitária no território do Instituto Mamirauá, que abrange comunidades da região do Médio Solimões, no Amazonas.

“O turismo é uma tecnologia social que fortalece a autonomia das comunidades e amplia oportunidades de renda e aprendizado. Em Mamirauá, muitas pessoas descobriram novas vocações, se capacitaram e hoje ocupam posições de liderança, como gerentes e guias locais. Além do benefício econômico, há um ganho imensurável de autoestima e de reconhecimento do valor do modo de vida amazônico”, ressaltou.

O encontro mostrou que o turismo de base comunitária vai além da visitação: impulsiona o desenvolvimento sustentável, fortalece a inclusão social e incentiva a preservação ambiental — princípios que dialogam diretamente com os desafios e compromissos climáticos debatidos na COP30.

PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo terá uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participarão de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.

Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Edipo Araujo participa do lançamento da Embrapa em Jequié (BA)

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Após alguns dias de diálogo com o setor pesqueiro em Pernambuco, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, foi a Jequié (BA), neste sábado (23/05) para diversas agendas. Entre elas, está o lançamento da nova sede da Embrapa no estado, que ainda entrará em construção. 

A Embrapa da região terá como foco a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura familiar, incluindo a pesca e a aquicultura. Para o ministro, a implantação da nova sede representa um grande passo no desenvolvimento aquícola da região. “Precisamos fortalecer e dar visibilidade a esse segmento. E essa Embrapa vai trazer bons frutos para o desenvolvimento para a piscicultura baiana”, afirmou. 

Além disso, o ministro foi uma das autoridades presentes na abertura da 45ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Jequié (Expo Jequié), evento promovido pelo sindicato dos produtores rurais do estado. 

Edipo Araujo ainda aproveitou a visita para se reunir com representantes dos setores pesqueiro e aquícola locais. O objetivo foi discutir o potencial aquícola da região e estratégias para o desenvolvimento sustentável da atividade. 

O ministro ressaltou a importância do pescado para os mais de 1,7 milhão de pescadores profissionais e os mais de 33 mil aquicultores em todo o Brasil, representando R$ 15 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Pescado de qualidade, com alto valor nutritivo, com menor pegada de carbono, é isso que sai das mãos dos trabalhadores da pesca e aquicultura das águas do nosso país.

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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