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Agro

Trigo recua nos portos do Sul, mas Chicago fecha em alta com rumores de demanda chinesa

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O mercado de trigo no Sul do Brasil apresentou retração nesta quarta-feira, com recuo de cerca de R$ 5,00 por tonelada nos portos gaúchos e negócios em ritmo lento. De acordo com a TF Agroeconômica, o trigo tipo milling no porto de Rio Grande (RS) é negociado a R$ 1.160,00 por tonelada, enquanto os moinhos mantêm postura cautelosa, aguardando maior definição sobre a qualidade e o volume da nova safra.

Os exportadores trabalham atualmente com três faixas de preço: R$ 1.160,00/t para trigo milling (até 2.000 ppm de DON), R$ 1.110,00/t para trigo feed (até 2.000 ppm de DON) e R$ 1.090,00/t para trigo feed (até 4.000 ppm de DON), com pagamento previsto para 15 de dezembro. No comparativo internacional, o trigo brasileiro está mais caro que o argentino — US$ 225/t FOB Rio Grande contra US$ 216/t FOB Up River.

Segundo estimativas, o volume total já negociado entre moinhos e exportadores chega a 570 mil toneladas, sendo 90 mil t destinadas ao consumo interno e 480 mil t à exportação.

Diferenças regionais marcam o mercado no Sul do Brasil

Rio Grande do Sul

No interior gaúcho, as cotações variam entre R$ 1.000,00 e R$ 1.050,00 FOB, enquanto os moinhos pagam entre R$ 1.080,00 e R$ 1.150,00 CIF, conforme dados da TF Agroeconômica. Apesar das variações, o volume de negócios permanece limitado, com negociações pontuais e lotes menores, reflexo da grande oferta de grãos e da proximidade da colheita.

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Santa Catarina

Em Santa Catarina, o avanço da colheita traz os primeiros lotes ao mercado, mas os produtores seguem resistentes em reduzir preços. As ofertas locais giram entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF, enquanto alguns produtores pedem até R$ 1.250,00 FOB. A diferença entre as expectativas dos agricultores e o poder de compra dos moinhos tem limitado o fechamento de novos negócios.

Paraná

No Paraná, as condições climáticas adversas — como excesso de chuva e granizo — têm comprometido a qualidade do trigo tipo 1. O preço pago aos produtores registrou queda de 0,07% na semana, com média de R$ 64,10 por saca, ampliando o prejuízo para 14,06% em relação ao custo de produção estimado pelo Deral.

Diante da perda de qualidade, os moinhos paranaenses têm dado preferência ao trigo argentino, que além de mais competitivo em preço, apresenta padrão de qualidade superior.

Chicago reverte perdas e fecha em alta com rumores de compras chinesas

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (5) em alta, revertendo as quedas registradas no início do pregão. O movimento foi impulsionado por rumores de possíveis compras de trigo dos Estados Unidos pela China, o que aumentou o interesse dos investidores e sustentou os preços.

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Os contratos para dezembro subiram 4,50 centavos de dólar (0,81%), encerrando a US$ 5,54 ¾ por bushel, enquanto os contratos para março de 2026 avançaram 5,25 centavos (0,93%), cotados a US$ 5,68 por bushel.

No início da sessão, o mercado operava pressionado pela ampla oferta global, influenciada pelo aumento das exportações russas, avanço das colheitas na Austrália e Argentina, e embarques acelerados da União Europeia. Entretanto, o possível retorno da China ao mercado comprador e a entrada de ordens técnicas inverteram o cenário no decorrer do dia.

Cenário global e perspectivas

Enquanto o mercado internacional encontra suporte na expectativa de retomada da demanda chinesa, o mercado interno brasileiro enfrenta um momento de ajuste e lentidão nas negociações. A oferta elevada e a diferença entre o preço pedido pelos produtores e o aceito pelos moinhos dificultam o avanço dos negócios.

Ainda assim, o movimento de alta em Chicago pode abrir janela de oportunidade para exportações brasileiras, caso a valorização externa se consolide e o dólar mantenha trajetória de alta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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