Brasil
Brasil promove seminário virtual do Mercosul sobre proteção do trabalho adolescente
A Unidade Executora do Plano Regional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (UEPETI), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizará na próxima sexta-feira (7) o seminário virtual “Intercâmbio de Boas Práticas e Desafios na Proteção do Trabalho Adolescente”. A iniciativa integra as atividades da Presidência Pro Tempore do Brasil (PPTB) no Mercosul.
Com início às 14h, o evento reunirá representantes das autoridades trabalhistas dos países-membros do bloco, que apresentarão experiências nacionais e estratégias voltadas à proteção do trabalho adolescente. Cada delegação exibirá um vídeo de cerca de 15 minutos, destacando ações, resultados e boas práticas implementadas em seus países. A transmissão será ao vivo pelo canal do MTE no YouTube (link).
A programação contará com exposições do Brasil, Paraguai e Uruguai. Representando o MTE, Paula Moreira Neves Pereira, coordenadora do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil, abordará o tema “Medidas pós-fiscalização e redução sustentável do trabalho infantil”.
Pelo Paraguai, Laura Díaz, diretora-geral de Proteção da Infância e Adolescência, apresentará o “Programa de Treinamento Laboral Protegido”. O Uruguai será representado por Andrea Bouret, subinspetora-geral de Trabalho, que discutirá o tema “Proteção do trabalho adolescente no Uruguai: atuais desafios e oportunidades na perspectiva do Estado”.
Após as apresentações, haverá rodada de perguntas e debate, mediada por um representante da Presidência Pro Tempore do Mercosul. O encerramento será dedicado à síntese das boas práticas identificadas e aos encaminhamentos resultantes das discussões.
O seminário faz parte de um conjunto de ações promovidas pela UEPETI para fortalecer o intercâmbio de experiências e políticas públicas voltadas à erradicação do trabalho infantil e à promoção de condições de trabalho seguro e protegido para adolescentes na região.
Serviços:
Seminário Virtual – Intercâmbio de Boas Práticas e Desafios na Proteção do Trabalho Adolescente
Data: 7 de novembro (sexta-feira)
Horário: 14h às 16h (horário de Brasília)
Transmissão: Canal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no YouTube
Brasil
STF valida a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres por unanimidade hoje (14)
O Supremo Tribunal Federal (STF) validou hoje (13), por unanimidade, a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, favorável à constitucionalidade da norma.
“A decisão do STF representa uma vitória para as mulheres brasileiras e para a construção de um mercado de trabalho mais justo e igualitário. A regulamentação da Lei da Igualdade Salarial fortalece mecanismos de transparência e de enfrentamento às desigualdades remuneratórias que ainda atingem a todas as mulheres que trabalham nesse país, especialmente mulheres pretas, pardas, indígenas, LBTQIA+, mulheres que sofrem violência e que são provedoras de suas famílias, que são os públicos mais discriminados. A decisão unânime reafirma que igualdade salarial não é apenas um princípio constitucional, que ela precisa se concretizar na vida das trabalhadoras brasileiras”, defendeu o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
A Lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com 100 empregados ou mais empregados. Além de sanções para as empresas que não cumprirem a determinação e discriminarem os trabalhadores por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.
Relator do caso, Moraes afirmou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres representa um “flagrante discriminação de gênero” ainda presente no mercado de trabalho brasileiro. “Homens recebem muito mais pelo exercício exatamente das mesmas funções, não por serem mais competentes ou melhores profissionais, mas simplesmente por serem homens. É uma questão claramente de discriminação de gênero”, defendeu o Morares.
Ao acompanhar o relator, o ministro Flávio Dino afirmou que a Corte precisa evitar que a norma se transforme em mais uma lei sem efetividade prática. “No que se refere a essa importantíssima lei, precisamos fortalecer a segurança jurídica e, por consequência, sua ampla aceitação social”, afirmou.
O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira, quando o plenário ouviu as sustentações orais das partes envolvidas nos processos. A análise da constitucionalidade da norma foi retomada nesta quinta com a apresentação dos votos dos ministros.
Sobre a Lei
A Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a promoção da transparência salarial, a fiscalização contra a discriminação, o estabelecimento de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade e inclusão, e o apoio à capacitação de mulheres. A lei é uma iniciativa do governo federal, conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.
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