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MPPR denuncia quatro pessoas por sequestro, cárcere privado e homicídios de pacientes em centro terapêutico de Bocaiúva do Sul

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O Ministério Público do Paraná denunciou quatro pessoas — a proprietária, o diretor operacional, o coordenador e o responsável pelo transporte de pacientes de um centro terapêutico localizado em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba — pelos crimes de três sequestros, três cárceres privados e três homicídios culposos.

Áudio do promotor de Justiça Rafael Pereira

O estabelecimento, que prestava serviços de intervenção e reabilitação para dependentes químicos, encontra-se interditado desde junho, por decisão da Vara Cível local, atendendo a pedido da Promotoria de Justiça da Comarca. Desde então, está proibido de acolher novos residentes ou prestar qualquer tipo de atendimento.

A denúncia do MPPR descreve seis fatos criminosos. Entre 15 de dezembro de 2024 e 12 de abril de 2025, os denunciados teriam privado de liberdade uma vítima por meio de cárcere privado. O mesmo ocorreu com outra pessoa, em data não especificada de dezembro de 2024, mantida no local até maio de 2025. Já o terceiro caso, configurado como sequestro, aconteceu em 5 de janeiro de 2025, com a vítima permanecendo internada até 11 de maio do mesmo ano.

O primeiro homicídio culposo, ocorrido no início de 2025 (em data não especificada), teve como vítima um homem com dependência alcoólica. Mesmo apresentando diversas lesões e uma hérnia visível, ele não recebeu atendimento médico e morreu nas dependências do centro por omissão de socorro. A segunda vítima, internada no primeiro trimestre de 2025 para tratar dependência química, também não passou por avaliação médica. Apesar de apresentar histórico recente de AVC e suspeita de encefalite, foi admitida sem exames prévios. O terceiro caso ocorreu com um paciente internado em 18 de março de 2025, ao qual foi ministrado um medicamento de uso controlado que causou pancreatite medicamentosa e resultou em sua morte. Segundo a denúncia, “após ser ministrada a medicação, a vítima foi deixada em um beliche, junto com outros dependentes químicos, sem qualquer acompanhamento médico, sendo encontrada sem vida na manhã seguinte”.

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Nos três episódios, o MPPR conclui que a negligência dos denunciados foi determinante para as mortes. “Os denunciados, por inobservância do dever objetivo de cuidado, contribuíram para a ocorrência de resultados previsíveis, ainda que não desejados”, cita a Promotoria.

Internações involuntárias – A denúncia aponta que as internações eram, em sua maioria, contratadas por familiares, mediante pagamento de R$ 1,5 mil de taxa de entrada e mensalidades entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil, podendo chegar a R$ 2,1 mil em alguns casos. Grande parte das internações era realizada de modo involuntário, por meio de um “serviço terceirizado de remoção” — conhecido como resgate social —, pelo qual as famílias pagavam valores entre R$ 700 e R$ 2,4 mil.

Ainda segundo o MPPR, os internos chegavam frequentemente em estado alterado devido ao uso de drogas e eram submetidos à contenção química, com administração forçada de uma mistura de medicamentos controlados e de tarja preta, popularmente chamada de “danoninho”. Não havia avaliação médica prévia, e as prescrições eram feitas após a internação, baseadas em uma única consulta on-line com uma psiquiatra residente em Santa Catarina.

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O Ministério Público requer, além da condenação penal, o pagamento de indenização de R$ 100 mil em favor de cada uma das vítimas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Estado promove formação para coordenadores da educação profissional em Foz do Iguaçu

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A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) promove, esta semana, o 3º Seminário de Coordenadores de Curso da Educação Profissional, voltado à formação dos coordenadores que atuam nas instituições estaduais que oferecem Educação Profissional e Tecnológica (EPT). O evento, que começou na terça-feira (16) e vai até quinta (18), acontece em Foz do Iguaçu, Oeste do Estado.

O Seminário reúne 450 profissionais de todas as regiões do Paraná e tem como objetivo aprimorar suas atribuições técnicas e pedagógicas e subsidiá-los para que se tornem replicadores de iniciativas junto às escolas, contribuindo com o fortalecimento da qualidade da EPT ofertada na rede estadual.

“Investir na formação dos coordenadores é investir diretamente na qualidade dos cursos técnicos e no futuro dos nossos estudantes”, explica o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. De acordo com ele, o fortalecimento da EPT é estratégico para o desenvolvimento do Paraná. “Mais do que um encontro de formação, este é um momento de construção coletiva, de compartilhamento de boas práticas e de fortalecimento de uma rede que transforma vidas por meio da educação, da qualificação profissional e da geração de oportunidades para os nossos estudantes”, completa o secretário.

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O seminário reafirma o compromisso da Seed-PR com a valorização e expansão da Educação Profissional no Paraná, que conta hoje com mais de 800 escolas que ofertam cursos técnicos, consolidando no Estado uma das maiores redes públicas de Educação Profissional do país.

PROGRAMAÇÃO – Durante os três dias, o evento oferece oficinas práticas, momentos formativos e espaços para troca de experiências, com foco no aprimoramento da gestão pedagógica, na atualização dos cursos técnicos e no fortalecimento da articulação entre escola, mundo do trabalho e desenvolvimento regional, totalizando cerca de 20 horas de programação. Entre os temas abordados estão empregabilidade, observação de sala de aula e mediação e avaliação da aprendizagem.

“Os coordenadores de curso exercem um papel estratégico na Educação Profissional. Eles são responsáveis por acompanhar a execução curricular, apoiar professores, orientar estudantes e garantir que a formação oferecida esteja alinhada às demandas atuais da sociedade e do setor produtivo”, explica o chefe do Departamento de Educação Profissional (DEP) da Seed-PR, Anderson Canizella.

Entre os profissionais presentes no evento e aqueles que receberão formação posterior serão cerca de 1,3 mil coordenadores que vão impactar mais de 5 mil professores e 120 mil alunos por meio da melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem na EPT.

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“O Seminário nos proporciona aprendizado e nos permite a troca de experiências no encontro com outros coordenadores”, avalia Alda Cristina das Chagas, coordenadora de EPT no Colégio Euclides da Cunha, de Matelândia, região Oeste. Ela acredita que o encontro e a proximidade com outros coordenadores é muito importante por permitir a atualização de conhecimentos e a discussão de novas formas de atuação nas instituições de ensino.

“Eu acho essas oportunidades sensacionais, a troca que acontece é maravilhosa. E isso engrandece a nossa posição como coordenadores, nos empodera, porque nos ajuda a perceber a importância do nosso trabalho dentro da escola”, conclui ela.

Fonte: Governo PR

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