Paraná
Paraná firma parceria com Exército para pesquisas com IA e cibersegurança
O Governo do Paraná assinou nesta segunda-feira (27) um protocolo de intenções com o Comando do Exército Brasileiro para o desenvolvimento de pesquisas e projetos conjuntos voltados às áreas de Inteligência Artificial (IA), cibersegurança e tecnologias quânticas. O vice-governador Darci Piana participou da assinatura do documento, no Palácio Iguaçu.
“O Paraná reafirma seu papel de referência em ciência e tecnologia, abrindo caminho para novas frentes de investigação científica e para o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa em temas importantes para o futuro do Brasil. Essa parceria é um marco na consolidação de um ecossistema de inovação robusto e comprometido com a segurança, a soberania e o desenvolvimento sustentável do Estado e do País”, afirmou Piana.
Trata-se de uma iniciativa inédita que une esforços civis e militares em prol do avanço tecnológico. A parceria envolve as secretarias estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), a Fundação Araucária (FA) e o Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército, com apoio do Instituto Synapse.
Serão desenvolvidos projetos conjuntos alinhados à atuação institucional de cada parte envolvida no projeto, com frentes de pesquisa, formação de pesquisadores e fomento de estudos nas áreas de IA, tecnologias quânticas e cibersegurança. O acordo visa fortalecer o ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) nacional, posicionando o Paraná como um dos polos estratégicos de pesquisa tecnológica do Brasil, além de contribuir para o avanço de pesquisas estratégicas voltadas à defesa nacional.
O secretário da Seti, Aldo Bona, destacou que os investimentos do Paraná em ciência e tecnologia foram fundamentais para a parceria com o Exército. “Temos excelentes pesquisadores e uma infraestrutura em expansão. Essa colaboração permitirá que utilizemos a estrutura que o Exército tem, e eles possam utilizar a nossa, compartilhando cérebros e talentos para produzir resultados que interessam ao País”, ressaltou.
“Esse protocolo trata da disposição desses atores em trabalhar em regime de colaboração em questões de interesse nacional. Tudo isso interessa não apenas à defesa nacional, mas também ao setor produtivo e empresarial, em um conjunto de ações cada vez mais necessárias, uma vez que os negócios hoje são todos geridos no campo da tecnologia”, acrescentou Bona.
Para o secretário da Seia, Alex Canziani, a parceria combina a expertise de dois atores importantes no campo da CT&I. “O Exército tem uma área de inovação muito forte, uma vez que a defesa faz com que eles desenvolvam trabalhos profundos nas áreas de computação quântica, inteligência artificial e ciberataques, e o Paraná é uma referência para eles. Com as nossas universidades e empresas, vamos desenvolver projetos que vão servir para a sociedade como um todo”, comentou.
“Essa parceria vai trazer resultados positivos ao Paraná e ao Brasil. A computação quântica é uma área em que o mundo inteiro está focado, assim como a inteligência artificial. Fomos pioneiros com uma das primeiras secretarias de Inteligência Artificial do Brasil. Isso mostra a fortaleza que é o ecossistema de inovação do Paraná, com as nossas universidades demonstrando uma grande maturidade, assim como as empresas que temos aqui”, finalizou Canziani.
Para o andamento das atividades, serão realizadas reuniões técnicas quinzenais entre os órgãos para definição de um plano de trabalho e linhas de pesquisa a serem priorizadas dentro do acordo. A iniciativa segue as diretrizes previstas na Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná; Política Nacional de Defesa; Estratégia Nacional de Defesa; Política de Propriedade Intelectual do Ministério da Defesa; e nos planos institucionais dos demais órgãos envolvidos.
O Exército ficará responsável pela mobilização de equipes com conhecimento nas áreas a serem pesquisadas e assessoria técnica aos demais integrantes do convênio. “O objetivo é aproveitar o parque de ciência e tecnologia do Paraná, que é riquíssimo, e suas sete universidades estaduais muito ativas, somando esforços em projetos dual use, ou seja, que atendam tanto à defesa quanto tragam retorno à sociedade do Paraná e brasileira como um todo”, explicou o chefe do DCT, general Hertz Pires do Nascimento.
“Fomos procurados pelo Estado para unirmos experiências, especialmente nas áreas de inteligência artificial, defesa cibernética e computação quântica. Juntos, devemos lançar desafios aos nossos pesquisadores, para que possamos fazer entregas efetivas à sociedade. Esse é um trabalho que começa no Paraná, mas certamente será expandido para todo o País”, arrematou o general.
Já o Governo do Estado irá disponibilizar informações sobre o estágio de desenvolvimento dos pilares do protocolo; plano de trabalho e linhas de investimento; além de disponibilizar equipes da Seti, Seia e da Fundação Araucária para o desenvolvimento do convênio.
A parceria com o Instituto Synapse se dará por meio da disponibilização de informações sobre o ecossistema paranaense nas áreas de IA, quântico e cibersegurança; a conexão das linhas de pesquisa com o setor privado; a estruturação das linhas de pesquisa; e o desenvolvimento de ações no ecossistema de promoção dos programas desenvolvidos a partir do protocolo.
“Temos o papel de ser um aglutinador dessas iniciativas, com a responsabilidade de coordenar as entregas. Em 45 dias, vamos formalizar o plano de trabalho e, a partir disso, assinar o termo de compromisso entre as entidades. Vamos definir o que será realizado, em quais fases e como será a atuação conjunta entre os setores público e privado, a academia e o Exército”, destacou a presidente do Instituto, Iolanda Viola.
“A participação do Governo do Paraná foi decisiva para que conseguíssemos trazer essas iniciativas para o Estado. Essa parceria com uma instituição tão importante como o Exército é um marco. Isso vai trazer benefícios concretos para os pesquisadores, para a comunidade acadêmica e, principalmente, para as empresas, que poderão colocar essas tecnologias em prática no mercado”, disse.
Neste momento, não há transferência de recursos para o desenvolvimento das ações do protocolo de intenções. O prazo de vigência do acordo é de cinco anos, podendo ser prorrogado.
SUPERCOMPUTADORES – Dentro da área de tecnologia, o Governo do Paraná vem trabalhando para a formação da Rede Estadual de Computação de Alto Desempenho com a instalação de oito supercomputadores nas universidades estaduais e uma máquina otimizada para IA no Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná).
Fruto de uma parceria com o Centre for Development of Advanced Computing (C-DAC), a empresa indiana garantirá a transferência de tecnologia e capacitação de pesquisadores paranaenses, permitindo que o Estado avance em sua soberania digital e inovação tecnológica.
O objetivo é fazer com que a rede estadual de supercomputadores fortaleça a pesquisa acadêmica, estimule a indústria nacional de tecnologia e forme profissionais altamente qualificados para os desafios da ciência e da inovação. A expectativa é que impulsione avanços em áreas como IA e tecnologias quânticas, áreas que serão fruto de pesquisa pelo Estado e Exército. O processo de encomenda tecnológica para criação da rede de supercomputadores está em fase avançada.
PRESENÇAS – Participaram do evento o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina; o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Luiz Márcio Spinosa; o diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar, Celso Kloss; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o coordenador de Políticas Públicas e Estratégicas da Seti, Ivan Carlos Vicentin; o presidente da Associação Comercial do Paraná, Antonio Gilberto Deggerone; autoridades do Exército e representantes do Instituto Synapse.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.
Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.
De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.
O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.
AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.
O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.
PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.
A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.
Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.
Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.
PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.
Fonte: Governo PR
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