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Preços do milho no Brasil enfrentam pressão da oferta e liquidez limitada

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O mercado brasileiro de milho segue em alta moderada, impulsionado principalmente pela retração de produtores, que priorizam atividades de campo e acompanham de perto o ritmo das exportações. No entanto, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a demanda enfraquecida tem limitado aumentos expressivos nos preços. Muitos compradores estão negociando apenas quando há necessidade, consumindo estoques existentes ou lotes previamente contratados.

Pesquisadores destacam que o clima tem favorecido os trabalhos no campo e deve beneficiar as regiões produtoras do Sul, além de permitir o plantio da segunda safra no Centro-Oeste em 2026 dentro do período ideal. Assim, as expectativas para a produção nacional da próxima temporada permanecem positivas.

Oferta interna pressiona cotações e exportações

Apesar da retração momentânea, a oferta interna segue pressionando o mercado, reflexo da perda de competitividade do milho brasileiro frente ao produto americano. A TF Agroeconômica aponta que os Estados Unidos estão comercializando grãos a preços muito baixos para escoar sua supersafra, o que limita a presença do milho brasileiro no mercado internacional e gera excedente no mercado interno.

Dados do DERAL indicam prejuízos significativos para os produtores: -29,3% no Paraná, -6,19% em Santa Catarina, -19,78% no Rio Grande do Sul e -38,82% em Mato Grosso. Ainda assim, houve uma leve reação no mercado futuro da B3, com alta de 1,63%, equivalente a R$ 1,08 por saca, e analistas recomendam que produtores considerem contratos futuros para reduzir perdas.

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Entre os fatores que sustentam a demanda, destaca-se o desempenho da indústria de etanol nos EUA, que atingiu 1,112 milhão de barris diários, impulsionando a procura pelo milho local. No Brasil, a demanda interna permanece firme, especialmente nos setores de carnes e etanol, que seguem aquecidos.

No entanto, fatores limitam a recuperação de preços: a resistência das empresas petrolíferas americanas à ampliação do E-15 (mistura de etanol na gasolina), tensões comerciais entre EUA e Canadá e exportações brasileiras ainda 12% abaixo do ano anterior, mantendo estoques elevados.

Liquidez reduzida mantém negociações travadas

O cenário de baixa liquidez se mantém nos principais estados produtores. No Rio Grande do Sul, as indicações de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca, enquanto as pedidas chegam a R$ 72,00/saca. Em Panambi, o preço da pedra permanece em R$ 59,00/saca, refletindo escassez de negócios relevantes.

Em Santa Catarina, produtores solicitam cerca de R$ 80,00/saca, enquanto indústrias oferecem R$ 70,00/saca, mantendo o mercado praticamente parado. No Paraná, o descompasso é semelhante, com solicitações em R$ 75,00/saca e ofertas em R$ 70,00 CIF. Mato Grosso do Sul apresenta leve alta entre R$ 49,00 e R$ 54,00/saca, porém a demanda exportadora ainda é fraca, mantendo o mercado travado.

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Ajustes entre mercado físico e futuro na B3

Na B3, o mercado de milho encerrou a semana com ajustes nos contratos futuros, refletindo correção nos spreads entre preços físicos e futuros. Segundo a TF Agroeconômica, a média Cepea avançou 0,20% no acumulado semanal, enquanto contratos mais curtos recuaram levemente em linha com a queda de 1,05% na Bolsa de Chicago e a desvalorização do dólar em 0,24%.

  • Novembro/25: R$ 67,19/saca (queda de R$ 0,07 no dia e R$ 1,21 na semana)
  • Janeiro/26: R$ 70,68/saca (baixa de R$ 0,04 no dia e R$ 0,87 na semana)
  • Março/26: R$ 72,18/saca (perda de R$ 0,08 no dia e R$ 0,62 na semana)

Nos Estados Unidos, apesar da firme demanda nos portos, a ampla oferta da safra americana e a boa perspectiva para a produção brasileira de 2025/26 devem limitar avanços expressivos nos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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