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A pedido do MPPR, Justiça afasta do cargo servidor da prefeitura de Cafeara denunciado por aumentar, de forma ilegal, o próprio salário e o de dois colegas

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Atendendo a pedido do Ministério Público do Paraná, a Vara Criminal de Centenário do Sul, no Norte Central do estado, determinou, nesta quinta-feira, 23 de outubro, o afastamento, por prazo indeterminado, de um servidor público de Cafeara — município que integra a comarca — de cargo de chefe do Setor de Recursos Humanos. O homem foi denunciado pelo MPPR, na última terça-feira, 21 de outubro, por peculato eletrônico.

Áudio do promotor de Justiça Renato Sant Anna

A investigação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Centenário do Sul, aponta que o servidor aumentou, de modo ilegal, o próprio salário e o de outros dois colegas. Conforme apurado, no dia 26 de setembro deste ano, o servidor inseriu dados falsos no sistema informatizado do Poder Executivo de Cafeara, “para obter vantagem indevida para si e para terceiros, qual seja, o aumento de gratificações salariais”, em favor da servidora (…), no valor de R$ 1.417,35; do servidor (…), no valor de R$ 567,10; bem como em seu próprio benefício, recebendo R$ 567,09.

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A medida cautelar de afastamento do cargo foi deferida pela Justiça com base no entendimento de que “a materialidade delitiva está estampada nos diversos documentos colacionados ao processo”, incluindo decretos e portarias sem a assinatura do prefeito, que elevaram as gratificações dos três servidores. Além disso, considerou-se a medida necessária porque os delitos, em tese, cometidos pelo servidor estão diretamente relacionados ao exercício de suas funções, de modo que sua permanência no cargo poderia ser prejudicial ao Poder Público Municipal.

Processo nº 0001951-33.2025.8.16.0066

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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