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G20 aprova consenso histórico sobre qualidade do ar e combate ao crime ambiental

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Os ministros do Meio Ambiente do G20, reunidos na Cidade do Cabo, na África do Sul, aprovaram na última sexta-feira (17/10) duas declarações que marcam um avanço na agenda ambiental global. Os documentos “Declaração ministerial da Cidade do Cabo sobre qualidade do ar” e “Declaração sobre crimes que afetam o meio ambiente” representam um consenso em áreas críticas e fortalecem a cooperação internacional em temas prioritários para o Brasil. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou da construção dos posicionamentos.

O encontro ocorreu às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, que representou a pasta na reunião, destacou a importância do momento.

“Com a COP30 no Brasil, estamos trazendo muita ambição para fazer avançar a agenda do clima e do ar limpo. As duas declarações ministeriais aprovadas por consenso, de qualidade do ar e de crimes ambientais, são muito importantes. Em especial, mostram que o multilateralismo funciona, e que os países juntos podem construir agendas muito positivas para o meio ambiente”, destacou.

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Maluf também ressaltou que várias ações conjuntas foram realizadas para acelerar a agenda climática durante a reunião, que contou com evento paralelo em comemoração aos 10 anos do Acordo de Paris, marco na governança climática global.

Qualidade do ar e saúde pública global

A reunião ministerial reconheceu a poluição atmosférica como uma questão de saúde pública global. Os ministros concordaram que a poluição contribui para doenças, mortalidade prematura e altos custos econômicos, o que afeta de forma desproporcional as populações mais vulneráveis. O compromisso inclui a colaboração internacional para o monitoramento e o compartilhamento transparente de dados sobre qualidade do ar. 

A presidência sul-africana do G20 se comprometeu a realizar oficinas técnicas para dar continuidade ao trabalho sobre qualidade do ar entre os integrantes do grupo, com expectativa de que as futuras presidências fortaleçam essa iniciativa. O G20 é o principal fórum de cooperação econômica internacional, formado pelas 19 maiores economias do planeta, além da União Europeia e a União Africana.

Combate ao crime ambiental

Já a “Declaração sobre crimes ambientais que afetam o meio ambiente” representa um passo fundamental ao reconhecer o tráfico ilegal da vida silvestre, madeira, metais preciosos, minerais e resíduos perigosos como uma grave ameaça. O documento estabelece que essas atividades ilegais estão intrinsecamente ligadas a fluxos financeiros ilícitos e outras formas de crime organizado. O documento enfatiza a urgência de fortalecer as respostas nacionais a esses crimes e prevê a revisão do progresso dessa agenda em um prazo de 24 meses.

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As declarações ministeriais serão formalmente endossadas pelos chefes de Estado na Cúpula de Líderes do G20, prevista para 20 de novembro em Joanesburgo, na África do Sul.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU

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O Ministério da Saúde realiza, neste mês de maio, em parceria com movimentos sociais e instituições, Conferências Livres, uma das etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília. Nos encontros, serão elaboradas propostas que vão contribuir com as recomendações do Brasil para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece um plano de ação estruturado em 18 ODS para enfrentar os desafios globais.

As Conferências Livres organizadas pelo Ministério da Saúde e parceiros focados no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar são direcionados a estratégias públicas, com destaque para dois grupos sociais: o Grupo da Terra e o Grupo Periferia, Favelas e Comunidades Urbanas, além de movimentos sociais históricos:

  • 14 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre com o Grupo da Terra, em formato virtual com inscrições abertas até 12 de maio mediante preenchimento do formulário.
  • 20 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre voltada às Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas, em formato virtual, com inscrições abertas até 17 de maio mediante preenchimento do formulário de inscrição.

Podem participar gestores públicos, organizações da sociedade civil, representantes de movimentos sociais, coletivos periféricos, universidades, estudantes, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados na Agenda 2030. A mobilização conta com a parceria de instituições como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), o Mapa dos Movimentos Sociais, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Frente pela Vida.

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Os debates nas Conferências Livres serão orientados por seis eixos estruturantes dos ODS, fundamentais para orientar os debates, ações e propostas: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; promoção da inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável; governança participativa; colaboração multissetorial; e financiamento da Agenda 2030.

Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio de Carvalho, a participação social é indispensável à construção de políticas públicas. “Os marcos dos ODS, construídos coletivamente com a sociedade, vêm sendo progressivamente incorporados às estratégias nacionais de desenvolvimento do país, nas quais estamos obtendo grandes resultados. Nesse contexto, a realização da 1ª Conferência Nacional é estratégica para o fortalecimento da mobilização social, da governança e da construção participativa de propostas para o país”, afirmou.

Próximas etapas

A etapa das Conferências Livres ocorre em todo o Brasil, organizada por diversas instituições envolvidas com a pauta dos ODS. Como resultado, todas as conferências poderão elaborar de uma a seis propostas, alinhadas aos eixos estruturantes e eleger um delegado para cada 60 participantes, que representará sua região na Etapa Nacional e participará diretamente da elaboração das propostas do Brasil para a Agenda 2030.

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As conferências constituem uma etapa preparatória central para a Conferência Nacional dos ODS, caracterizando-se como espaços abertos, plurais e descentralizados de mobilização social e de promoção do debate público sobre os ODS. Seus principais objetivos incluem: ampliar a participação social na Agenda 2030; sensibilizar diferentes segmentos sociais; identificar propostas a partir dos territórios; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e instituições para a elaboração das propostas.

Objetivos da Agenda 2030

A Agenda 2030 está estruturada em 17 ODS e 169 metas, além disso, em 2023 o Brasil propôs à ONU a criação do ODS 18 – Promoção à Igualdade Étnico Racial. Entre os objetivos específicos dos ODS no Brasil estão: mobilizar diferentes segmentos sociais e institucionais para o engajamento com os ODS; avaliar a implementação da Agenda 2030 nos territórios brasileiros; identificar propostas e boas práticas já em curso no país; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e setor privado; promover a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas; difundir experiências exitosas e estimular estratégias para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.

Para mais informações, acesse o site da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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