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Raízen: Moagem de Cana Atinge 35,1 Milhões de Toneladas no 2º Trimestre da Safra 2025/26

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A Raízen divulgou nesta quarta-feira (24) que a moagem de cana-de-açúcar da companhia somou 35,1 milhões de toneladas no segundo trimestre da safra 2025/26, superando os 32,9 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano passado, conforme dados da prévia operacional da empresa.

Vendas de Etanol Próprio Apresentam Queda

No mesmo período, as vendas de etanol próprio atingiram 817 mil metros cúbicos, abaixo dos 974 mil metros cúbicos observados no ano anterior. A empresa atribuiu a redução à menor produtividade agrícola e à disponibilidade limitada de cana no período, influenciada por fatores climáticos adversos, queimadas ao longo da safra anterior e geadas em algumas regiões.

Impactos de Vendas e Desmobilizações

Além das condições climáticas, a Raízen destacou que a venda de 1,3 milhão de toneladas de cana, com o objetivo de otimizar ativos, e a desmobilização da Usina Santa Elis também contribuíram para a menor disponibilidade de matéria-prima no trimestre.

Vendas de Açúcar Sofrem Redução

As vendas de açúcar totalizaram 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024/25. A empresa explicou que, na safra anterior, o ritmo de vendas foi atípico, com maior concentração de comercialização no primeiro semestre.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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