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Caça Asteroides MCTI: crianças e adolescentes se destacam em Seminário Internacional

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Você já ouviu falar no programa Caça Asteroides MCTI? É um projeto que tem o objetivo de popularizar a ciência com o uso da astronomia, mobilizando equipes de crianças e jovens para encontrar asteroides com a ajuda de imagens do espaço feitas pelos principais observatórios do mundo. Nesta quarta-feira (22), crianças e jovens de todo o Brasil se reuniram para assistir ao Seminário Internacional Caça Asteroides, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF).  

O criador do projeto e coordenador do International Astronomical Search Collaboration (IASC/NASA Partner), Patrick Miller, participou virtualmente.  

O seminário contou com três painéis, o primeiro foi direcionado para os caçadores de asteroides se apresentarem e contarem suas experiências e descobertas. Para a estudante do Instituto Federal do Piauí (PI), Maria de Fátima, 17, o Caça Asteroides é um projeto muito importante para a população brasileira e uma experiência enriquecedora para os estudantes.  

Já o pequeno Heitor, de 8 anos, saiu de Santos (SP) para participar da sua segunda SNCT, no Distrito Federal (DF). “Eu descobri alguns asteroides, pelo visto. Primeiro, eu descobri um e resolvi continuar, aí descobri mais quatro”, foi a sua fala inicial durante o painel. Heitor contou que sempre pensou em descobrir os asteroides.  

Um deles está em estado preliminar e passará por um processo de observação e análise. Caso seja confirmado, Heitor pretende nomeá-lo de Iracema 6667, nome em homenagem a sua falecida avó. Ao ser perguntado se pretende se profissionalizar na área, respondeu animado que sim, pois “deseja ser astro alguma coisa”.  

A aluna do Instituto Federal do Maranhão (MA), Maria Yasmin, de 16 anos, relatou que conheceu o programa através da sua professora de artes, Roseane, e que está sendo uma grande contribuição para sua vida. “É muito bom para o meu repertório, para o meu enriquecimento profissional e o amor por essa área. Essa troca de conhecimento entre eles traz uma nova perspectiva da ciência, tecnologia e inovação para que possamos prosseguir com esse tema no futuro”, pontuou.  

Durante o segundo painel do seminário, as crianças e adolescentes fizeram perguntas ao Patrick Miller. O idealizador do programa se alegrou em dizer que se surpreende com as descobertas que os estudantes fazem e acredita que isso continuará progredindo na próxima geração.  

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Entre as perguntas, a embaixadora mirim do Pop Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Nicole Simões, de 13 anos, quis saber como Miller se sente ao ver que a vida de tantas pessoas mudou com o programa. O especialista respondeu que é muito animador acompanhar a vida de vários estudantes transformada pelos estudos, assistindo-os fazer descobertas e vê-los tão entusiasmados pela ciência.  

Miller relembrou que há um asteroide descoberto que leva o nome da estudante, o (292352) Nicolinha, em homenagem a garota que, mesmo tão nova, se tornou referência na divulgação científica. Incentivando o público presente, ele destacou que os participantes do Caça Asteroides contribuem diretamente para as descobertas da ciência. “Vocês são as primeiras pessoas a verem aquele meteoro, essas descobertas são efetivamente astronômicas”, expressou.  

O último painel foi uma alegria para as crianças e adolescentes presentes. Eles tiveram a oportunidade de caçar asteroides ao vivo, ao lado de Nicole Simões, que os auxiliou durante o processo divertido e educativo. 

Além da ciência, o programa alcança vidas 

O Caça Asteroides é um programa que abrange o público nacional e internacional, desenvolvendo alternativas para colaborar com a divulgação da conscientização da sociedade quanto ao papel fundamental da ciência no desenvolvimento humano e sustentável.  

O programa alcança muitas vidas. Débora Alves, moradora de Ilhéus (BA), participou da sua primeira SNCT e contou que o Caça Asteroides contribuiu muito para o desenvolvimento de socialização do seu filho, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela relatou que, através do programa, foi possível ter mais contato com a ciência e conhecer a importância da área para a sociedade brasileira.  

Participando da sua segunda SNCT, Camila Moreira, de Camaçari (BA), também é mãe atípica e compartilhou que conheceu o programa enquanto buscava alternativas de projetos relacionados a área de astronomia para o seu filho. “Eu vi a chance de levar o Caça Asteroides para o meu filho e para a sua escola, na intenção de ajudá-lo a socializar e se sentir bem no ambiente escolar, que era algo muito difícil para ele”, declarou. Para Camila, é importante essa popularização, principalmente para crianças negras, de periferias e de escolas públicas, para mostrá-los que a ciência é para todos.  

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O estudante Gabriel dos Santos, de 16 anos, de Itabaiana (SE), acredita que eventos como esse são fundamentais, pois envolvem jovens e adolescentes nas áreas científicas e educacionais. “No mundo em que vivemos, as pessoas acabam se esquecendo da importância da ciência. Conhecimento é algo que não se paga e é importante para nós melhorarmos como cidadãos e melhorar o planeta em que vivemos”, pontuou.   

O que são asteroides? 

Os asteroides são fragmentos que sobraram da formação inicial do sistema solar há cerca de 4,6 bilhões de anos. A maior parte desses restos espaciais pode ser encontrado orbitando o Sol, entre Marte e Júpiter. Segundo o site oficial da Nasa, todos os dias, cerca de 100 toneladas de materiais caem na Terra. A maior parte é poeira, areia e pequenas rochas que se desintegram na atmosfera. Porém, alguns deles, quando não se desintegram, podem causar grandes impactos. 

O programa Caça Asteroides é realizado em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o International Astronomical Search Collaboration (IASC/Nasa Partner), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). 

SNCT 

A SNCT é  promovida pelo MCTI, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Edipo Araujo participa do lançamento da Embrapa em Jequié (BA)

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Após alguns dias de diálogo com o setor pesqueiro em Pernambuco, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, foi a Jequié (BA), neste sábado (23/05) para diversas agendas. Entre elas, está o lançamento da nova sede da Embrapa no estado, que ainda entrará em construção. 

A Embrapa da região terá como foco a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura familiar, incluindo a pesca e a aquicultura. Para o ministro, a implantação da nova sede representa um grande passo no desenvolvimento aquícola da região. “Precisamos fortalecer e dar visibilidade a esse segmento. E essa Embrapa vai trazer bons frutos para o desenvolvimento para a piscicultura baiana”, afirmou. 

Além disso, o ministro foi uma das autoridades presentes na abertura da 45ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Jequié (Expo Jequié), evento promovido pelo sindicato dos produtores rurais do estado. 

Edipo Araujo ainda aproveitou a visita para se reunir com representantes dos setores pesqueiro e aquícola locais. O objetivo foi discutir o potencial aquícola da região e estratégias para o desenvolvimento sustentável da atividade. 

O ministro ressaltou a importância do pescado para os mais de 1,7 milhão de pescadores profissionais e os mais de 33 mil aquicultores em todo o Brasil, representando R$ 15 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Pescado de qualidade, com alto valor nutritivo, com menor pegada de carbono, é isso que sai das mãos dos trabalhadores da pesca e aquicultura das águas do nosso país.

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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