Agro
Fiagro Campo Arado chega ao mercado com patrimônio de R$ 50 milhões e potencial de R$ 200 milhões
Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros) vêm se consolidando como uma alternativa estratégica de financiamento no Brasil. Criados em 2021, esses fundos já movimentam mais de R$ 32 bilhões em patrimônio líquido e reúnem mais de 420 mil investidores.
Em 2024, os Fiagros registraram crescimento de dois dígitos no número de cotistas, acompanhando a alta na emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e a busca por crédito fora do sistema bancário tradicional. Esse movimento atende à demanda de produtores rurais e agroindústrias por capital frente à volatilidade climática, oscilações de preços internacionais e aumento dos custos de insumos.
Além de democratizar o acesso ao setor, os Fiagros contribuem para ampliar a liquidez do agronegócio e reduzir a dependência do crédito público, reforçando seu papel estratégico na economia nacional.
FIDC Fiagro Campo Arado: estrutura e potencial de crescimento
Dentro desse cenário, a Asset Bank anunciou a abertura do FIDC Fiagro Campo Arado, fundo estruturado para financiar o ciclo produtivo de agricultores e agroindústrias.
- Patrimônio atual: R$ 50 milhões
- Potencial de crescimento: R$ 200 milhões (300%)
- Estratégia de crédito: custeio de safra, antecipação de recebíveis e investimentos de longo prazo
O fundo busca diversificação setorial (soja, milho, café, cana e pecuária) e geográfica, distribuindo operações em diferentes estados para reduzir riscos climáticos e de mercado. “Nosso objetivo é oferecer crédito estruturado que acompanhe o ciclo produtivo, fortalecendo a relação de longo prazo com produtores e agroindústrias”, explica Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.
Histórico operacional e política de garantias
Antes de ser aberto ao público, o Campo Arado operou por mais de dois anos com recursos próprios e investidores estratégicos, acumulando recebíveis pagos, operações liquidadas e renovações de crédito.
O fundo adota uma política de garantias robusta, com destaque para:
- 98% das operações possuem algum tipo de garantia
- 70% com alienação de imóveis
- Outras garantias incluem cessão de direitos creditórios, penhor de safra, ativos biológicos, veículos e aval de grupos econômicos ou familiares
- 77% das operações contam com cessão de pagamento de grandes indústrias do agro, com recebíveis em conta escrow
Essa diversificação de garantias oferece proteção sólida aos investidores, característica comum nas operações de crédito do agronegócio.
Benefícios para investidores e estrutura de aportes
O Campo Arado oferece cotas sêniores com remuneração de CDI + 4%, aproveitando as vantagens tributárias do formato Fiagro:
- Isenção de IOF
- Ausência de come-cotas
- Alíquota mínima de 15% sobre rendimentos no resgate
O fundo abriu aportes iniciais de R$ 20 milhões na primeira tranche, mantendo subordinação superior a 20%, considerada elevada para proteção dos cotistas. Novas tranches de R$ 20 milhões serão abertas até atingir o limite de R$ 200 milhões.
“Após dois anos testando o modelo com capital próprio e construindo histórico sólido, entendemos que o Campo Arado está pronto para dar esse passo. O investidor encontra aqui uma oportunidade segura, lastreada em ativos reais e com impacto direto no desenvolvimento do agro brasileiro”, conclui Gustavo Assis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Feijão tem oferta apertada após quebra histórica da 2ª safra e mercado segue firme no Brasil
O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com cenário de oferta restrita, especialmente para os grãos de melhor qualidade, o que manteve sustentação nas cotações do feijão carioca. Apesar disso, a liquidez permaneceu baixa, com compradores já abastecidos e atuando apenas em reposições pontuais para o consumo imediato.
Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado pela escassez de feijões extras, com notas 9 e 9,5, que praticamente desapareceram do mercado ao longo da semana, fator que continua sustentando os preços mesmo sem um volume relevante de negócios.
Oferta concentrada e impacto climático reduzem disponibilidade
A oferta de feijão de maior qualidade segue concentrada principalmente em Minas Gerais e Goiás, enquanto o Paraná ainda sente fortemente os impactos climáticos sobre produtividade e padrão dos grãos.
A revisão da segunda safra 2025/26 confirmou um cenário de forte retração, com queda de 38,3% na produção paranaense e recuo de 14,93% na produção nacional, consolidando um quadro de aperto estrutural na oferta do produto.
De acordo com o analista Evandro Oliveira, a entrada da terceira safra ainda não é suficiente para mudar o cenário de abastecimento.
“A terceira safra iniciou a colheita em áreas irrigadas de Minas Gerais, Goiás e Bahia, porém com volumes ainda insuficientes para alterar o abastecimento”, destaca.
Mercado do feijão carioca segue firme com negócios seletivos
O feijão carioca encerrou a semana com preços nominais e forte seletividade nas negociações. Produtores seguem resistentes às ofertas mais baixas, enquanto compradores priorizam apenas reposições pontuais.
A combinação entre oferta limitada de grãos superiores e demanda ainda seletiva mantém o mercado em um patamar de firmeza, especialmente para os lotes de melhor qualidade.
Segundo Oliveira, o comportamento do consumo será determinante no curto prazo.
“A evolução do consumo seguirá determinando a velocidade dos negócios, mas os fundamentos continuam favoráveis à manutenção de um mercado estruturalmente firme no curto e médio prazo”, afirma.
Feijão preto tem baixa liquidez e consumo enfraquecido
No mercado do feijão preto, o cenário foi de baixa movimentação ao longo da semana, com liquidez reduzida e consumidores atuando de forma cautelosa.
Comerciantes e empacotadores permanecem abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que limita a recuperação dos preços no curto prazo. Do lado da oferta, produtores seguem resistentes às indicações mais baixas praticadas pelo mercado.
As referências de preços permaneceram praticamente estáveis, sem força para uma reação consistente.
“As referências de preços oscilaram pouco, refletindo um mercado praticamente nominal e sem força para estabelecer recuperação consistente”, avalia o analista da Safras & Mercado.
Oferta menor sustenta fundamentos, mas demanda freia reação
Apesar do cenário de preços estáveis e baixa liquidez, os fundamentos de médio prazo indicam um ambiente mais apertado para o feijão no Brasil.
A forte redução da segunda safra, especialmente no Paraná, somada ao recuo da produção nacional, reforça a tendência de menor disponibilidade ao longo do segundo semestre.
No entanto, a demanda ainda fraca tem neutralizado parte desse efeito, atrasando uma possível recomposição mais forte dos preços.
Perspectiva para o mercado de feijão no Brasil
O mercado segue atento ao comportamento da indústria, do varejo e da reposição de estoques, fatores que devem definir os próximos movimentos de preços.
Caso haja retomada do consumo, os grãos de melhor qualidade tendem a liderar um eventual movimento de valorização, sustentados pela oferta reduzida e pelos riscos estruturais ainda presentes na produção nacional.
“Caso o consumo apresente recuperação consistente, os lotes de melhor qualidade tendem a liderar eventual movimento de valorização das cotações nacionais”, conclui Evandro Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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