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Brasil avança na política de resíduos e institui Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Plástico

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O governo federal publicou no Diário Oficial da União, desta terça-feira (21/10), o decreto que institui o Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Plástico. Alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a medida integra os esforços liderados pelo Ministério do Meio e Mudança do Clima (MMA) para enfrentar a poluição desse tipo de material.  

A norma brasileira abrange todo o ciclo de vida das embalagens plásticas e estabelece normas e critérios para estruturação, implementação e operacionalização por parte de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. 

Para assegurar esse processo, o texto estipula, pela primeira vez no país, metas para reutilização dos produtos e reintrodução dos conteúdos reciclados em novas embalagens, a partir do próximo ano.  

No primeiro quesito, o Brasil se compromete a coletar e reciclar 50% de todas as embalagens até 2040. Em 2026, essa taxa será de 32%. Nessa frente, o material deverá ser usado na fabricação de outros objetos, como pisos e móveis. Já na reutilização do produto, a meta do país é sair de 22% para alcançar a marca dos 40% até 2040. Segundo o estudo Panorama Global do Plástico, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 9% desse tipo de resíduo é reciclado no mundo. 

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Na avaliação do secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, a medida reforça o compromisso do governo brasileiro no combate à poluição por plástico e representa um passo decisivo para o fortalecimento da economia circular. 

“O decreto estimula o retorno das embalagens plásticas ao ciclo produtivo, gerando empregos verdes, inclusão socioprodutiva de catadoras e catadores de materiais recicláveis, preservação dos recursos naturais e redução descarte do inadequado, reduzindo a poluição do solo, das águas e os impactos na biodiversidade marinha”, pontuou.  

O sistema prioriza ainda a participação de cooperativas, associações e outras formas de organização popular de catadoras e catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. O decreto determina que os rejeitos resultantes da triagem deverão ser descartados adequadamente pelos próprios fabricantes e importadores, o que anteriormente ficava sob responsabilidade das cooperativas. 

As ações definidas pelo texto incluem embalagens primárias, secundárias e terciárias, além de produtos plásticos equiparáveis. As primárias são aquelas que entram em contato direto com o produto, as secundárias reúnem as unidades já embaladas para a comercialização e as terciárias são utilizadas no transporte e distribuição. Enquanto os produtos plásticos equiparáveis, como pratos, copos e talheres, podem ser enquadrados na mesma categoria das embalagens plásticas por integrarem a fração seca dos resíduos sólidos urbanos. 

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Para impulsionar a reciclagem em todo o país, o decreto também estimula a participação dos consumidores no descarte das embalagens plásticas, além de ações de comunicação e de educação ambiental. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil e África ampliam diálogo em educação, ciência e inovação durante fórum em Brasília

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Brasil e países africanos ampliaram nesta segunda-feira (25) a cooperação em ciência, tecnologia e inovação durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília (DF), com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Luciana Santos. O evento reuniu dirigentes de universidades brasileiras e africanas, representantes do Governo do Brasil e instituições de cooperação internacional para ampliar parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação.   

Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o fórum busca fortalecer a colaboração estratégica entre instituições de ensino superior dos dois continentes, com foco em intercâmbio acadêmico, mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa.   

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, parcerias entre Brasil e países da África são fundamentais para o desenvolvimento. “O fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com países africanos é um passo estratégico para o desenvolvimento soberano e sustentável do Sul Global”, ressaltou.  

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O presidente Lula destacou a importância da atuação do MCTI para o desenvolvimento conjunto com países do continente africano. “O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) contempla duas linhas de financiamento para o trabalho conjunto entre África e América Latina, e isso ajuda no combate à dominação e dependência de países do norte global. Além disso, lançamos hoje mais uma chamada pública do PróAfrica, para ampliar e acelerar a nossa parceria”, destacou.  

A participação do MCTI reforça o compromisso do Brasil com a ampliação das relações diplomáticas e da cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação com países africanos. Nos últimos anos, o ministério vem fortalecendo iniciativas conjuntas em áreas estratégicas como transição energética, bioeconomia, biodiversidade, oceanos e inovação. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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