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Safra recorde e oportunidades de lucro impulsionam o mercado de trigo no Brasil

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Oportunidades de rentabilidade ganham força no mercado de trigo

O mercado de trigo vive um momento de grandes oportunidades para quem acompanha de perto as oscilações de preços e sabe estruturar estratégias financeiras. Segundo análise da TF Agroeconômica, operações como a estratégia de Straddle — que consiste na compra e venda simultânea sobre o mesmo strike — poderiam ter gerado lucros expressivos para moinhos e compradores.

As variações recentes já proporcionaram ganhos estimados em R$ 350 mil a cada 3,5 mil toneladas adquiridas no mercado físico. Projetando-se esse desempenho para os próximos nove meses, o lucro acumulado poderia ultrapassar R$ 3,1 milhões, segundo a consultoria.

Entre os fatores que sustentam a alta do trigo estão a redução nas exportações da Ucrânia, que registraram queda de 20,76% entre julho e outubro, e o baixo nível dos preços internacionais, que tem estimulado a compra de grandes volumes por países importadores, como Turquia e Arábia Saudita.

Por outro lado, a ampla oferta global e a proximidade da colheita no Hemisfério Sul exercem pressão sobre as cotações, exigindo que os fornecedores mantenham competitividade. Em Chicago, o trigo chegou a registrar novas mínimas, mas se recuperou com a cobertura de posições vendidas e a retenção de estoques pelos produtores norte-americanos. No Brasil, a valorização do dólar frente ao euro e o avanço da colheita, especialmente no Paraná, têm mantido os preços internos estáveis.

Diante desse cenário, a TF Agroeconômica ressalta que capacitação e conhecimento técnico são fundamentais para aproveitar as oportunidades. Estratégias de proteção e cursos especializados permitem que moinhos e compradores transformem a volatilidade em ganhos reais, mesmo no curto prazo.

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São Paulo projeta safra acima de 400 mil toneladas

O estado de São Paulo deve registrar uma das melhores colheitas de trigo dos últimos anos. A Câmara Setorial do Trigo projeta que a safra de 2025 ultrapasse 400 mil toneladas, superando as estimativas iniciais de 350 mil.

De acordo com Nelson Montagna, presidente da Câmara, o resultado reflete as condições climáticas favoráveis e os avanços genéticos das cultivares, que garantiram alta produtividade e grãos de excelente qualidade. Já o presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, destacou que a combinação entre tecnologia e clima positivo impulsionou o desempenho das lavouras.

Apesar do avanço, o estado ainda produz menos do que consome — a demanda anual paulista gira em torno de 3 milhões de toneladas, enquanto a produção local atende a apenas cerca de 13% desse total. Isso reforça a dependência de importações e a necessidade de logística eficiente para o abastecimento regional.

Montagna também ressaltou o potencial da sobressemeadura, prática que consiste em semear o trigo após o milho, aproveitando o mesmo solo e insumos. O método pode gerar rendimentos elevados e otimizar o uso da terra, com ciclos produtivos de até 75 dias.

Rio Grande do Sul deve colher mais de 3,7 milhões de toneladas

No Rio Grande do Sul, as perspectivas também são positivas. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado em 16 de outubro, a safra 2025 deve atingir 3,72 milhões de toneladas, um aumento de 3,63% em relação à previsão inicial.

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As condições meteorológicas — com chuvas reduzidas, boa luminosidade e temperaturas amenas — favoreceram o enchimento e a maturação dos grãos, garantindo bom potencial produtivo e qualidade fitossanitária. A produtividade média subiu para 3.261 kg/ha, aumento de 8,81% em relação ao início do plantio e de 17,26% frente à safra anterior.

Embora ventos fortes tenham causado danos pontuais em algumas regiões, o estado fitossanitário das lavouras permanece satisfatório. A Emater destaca, porém, a atenção necessária à giberela, doença fúngica que preocupa especialmente as áreas de maior altitude e regiões em floração.

A colheita já começou em 2% das áreas cultivadas, sobretudo nas regiões Noroeste, Planalto e Fronteira Oeste, e deve avançar nas próximas semanas. No entanto, excesso de umidade em áreas da Campanha e Oeste pode causar atrasos localizados.

O levantamento da Emater também aponta queda de 1,9% no preço médio da saca de 60 kg, que passou de R$ 64,14 para R$ 62,92 na comparação semanal.

Panorama positivo para o trigo brasileiro

Com o bom desempenho das lavouras em São Paulo e Rio Grande do Sul e a conjuntura internacional favorável, o mercado de trigo brasileiro se fortalece. O cenário combina rentabilidade atrativa, melhor produtividade e crescimento da qualidade dos grãos, abrindo espaço para expansão da cultura no país e maior competitividade frente às importações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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