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MS realiza webinário sobre cenário, manejo clínico e aspectos ambientais da febre maculosa

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O Ministério da Saúde (MS) realizou, na quarta-feira (15), o webinário “Febre maculosa em foco: cenário, manejo clínico e aspectos ambientais”. O objetivo foi discutir as principais questões clínicas, epidemiológicas e do meio ambiente relacionadas à doença, contribuindo para o aprimoramento das ações de vigilância e controle no Brasil. Mais de 300 pessoas assistiram à transmissão ao vivo. 

Organizado pelo Departamento de Doenças Transmissíveis do MS, o evento on-line foi destinado a profissionais de saúde, pesquisadores e gestores das áreas de vigilância epidemiológica, clínica e ambiental. A abertura foi conduzida pela coordenadora-geral substituta de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial, Silene Santos. A moderação, por sua vez, foi realizada pela consultora técnica Lidsy Fonseca. 

Silene Santos explicou que a febre maculosa é uma doença grave transmitida por carrapatos infectados com agentes etiológicos, que são bactérias causadoras da enfermidade. “Nos últimos anos temos observado um aumento das notificações e, também, das confirmações de casos, principalmente na região Sudeste, que é onde está concentrada a maioria dos casos, com 80% de confirmações. Fatos como esse nos levam a realizar treinamentos, pois precisamos de diagnóstico e início rápido do tratamento, conforme as normativas do Ministério da Saúde”, disse. 

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A programação abrangeu a participação de especialistas que abordaram diferentes dimensões do tema. A consultora técnica Ana Carolina Faria apresentou e contextualizou dados sobre a situação epidemiológica da doença no Brasil, com destaque para tendências, sazonalidade e recomendações atuais para manejo da doença. O infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (SP), Marcos Vinícius da Silva, abordou o diagnóstico, tratamento e acompanhamento laboratorial da febre maculosa e apresentou diversos casos já tratados e suas especificidades. A professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina, Patrícia Hermes Stocco, por sua vez, tratou dos aspectos ambientais, diferentes cenários e desafios. 

A doença 

A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável, que pode ocasionar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. É causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. No Brasil, duas espécies estão associadas a quadros clínicos da febre maculosa: Rickettsia rickettsii – que leva ao quadro de febre maculosa brasileira (FMB), considerada a doença grave, com altas taxas de mortalidade, registrada no norte do estado do Paraná e nos estados da Região Sudeste; e a Rickettisia parkeri (FMRP), registrada na Região Sul e parte da Região Nordeste do País, especialmente em localidades que possuem fragmentos de Mata Atlântica, produzindo quadros clínicos de menor gravidade e sem óbito relacionado. 

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Os principais sintomas incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa e dor no corpo, que podem evoluir para náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e manchas vermelhas na pele, principalmente nas mãos e nos pés. O ideal é que, se frequentar ambientes de mata com a presença de cães, capivaras ou cavalos, ou locais que tenham carrapatos, e iniciar algum destes sintomas em até 15 dias, procurar imediatamente uma unidade de saúde, relatar os sinais e sintomas ao médico, para que seja iniciado o tratamento. O tratamento oportuno é essencial para evitar a evolução da doença e até mesmo a morte.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Chamada pública seleciona pesquisas avaliativas de políticas de saúde

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O Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informam que estão abertas as inscrições para a chamada pública que financiará pesquisas avaliativas que apoiem a qualificação de políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas devem ser encaminhadas na página da iniciativa, onde também consta o edital completo, até o dia 29 de julho de 2026.

Com o investimento de R$ 1,7 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), a chamada tem o objetivo de subsidiar pesquisas capazes de produzir evidências, gerar informações técnico-científicas e apresentar estratégias de tradução do conhecimento para que os resultados possam orientar decisões de gestores do SUS.

Podem submeter propostas pesquisadores que possuam doutorado, vínculo formal com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) e currículo na Plataforma Lattes. Pesquisadores aposentados também podem participar, mediante anuência formal da instituição executora para condução de projeto em suas dependências.

Serão aceitas pesquisas que contemplam uma das 11 linhas temáticas, que incluem vigilância em saúde; saúde do trabalhador; inovação em equipamentos e materiais de uso em saúde; morbimortalidade por acidentes e violências; saúde da mulher, dos homens e das crianças; transplantes de órgãos e tecidos; atenção domiciliar; imunização, entre outras. Os projetos selecionados terão prazo de 12 meses para execução.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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