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Agro

Mercado de algodão mantém ritmo calmo enquanto safra 2025/26 indica leve queda na produtividade

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O mercado brasileiro de algodão apresentou ritmo calmo nas negociações, segundo a Safras Consultoria. Apesar do interesse de algumas tradings em embarques previstos para novembro e dezembro, a indústria nacional trabalhou com janelas de entrega de até 30 dias, refletindo cautela na comercialização.

No mercado interno, a pluma CIF em São Paulo foi cotada a R$ 3,52/libra-peso, registrando queda de 1,12% na semana. Em Rondonópolis (MT), a cotação ficou em R$ 3,34/libra-peso (R$ 110,38/arroba), com recuo de R$ 1,00/arroba.

Safra 2025/26 de algodão em pluma apresenta leve retração

O 1º levantamento da Conab para a safra 2025/26 projeta uma produção total de 4,030 milhões de toneladas, levemente abaixo das 4,076 milhões de toneladas registradas em 2024/25.

A produtividade estimada é de 1.885 kg/ha, contra 1.954 kg/ha da temporada anterior. Apesar disso, a área plantada deve crescer 2,5%, atingindo 2,138 milhões de hectares, em comparação aos 2,086 milhões de hectares da safra passada.

Produção por Estado
  • Mato Grosso: maior produtor, com 2,767,3 mil toneladas, queda de 3% sobre 2024/25 (2,852,1 mil toneladas).
  • Bahia: segunda posição, estimando 859,4 mil toneladas, alta de 2,5% em relação ao ano anterior (838,4 mil toneladas).
  • Goiás: produção prevista de 54,6 mil toneladas, recuo de 1,1% sobre 2024/25 (55,2 mil toneladas).
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Exportações brasileiras registram queda em outubro

De acordo com dados do Ministério da Economia (Secex), o Brasil exportou 91,157 mil toneladas de algodão em outubro (8 dias úteis), com média diária de 11.394 toneladas. A receita totalizou US$ 148,359 milhões, ou US$ 18,544 milhões/dia.

Na comparação com outubro de 2024, houve queda de 10,8% no volume diário (12,770 mil toneladas/dia) e 18,9% na receita diária (US$ 22,864 milhões/dia), indicando retração no desempenho exportador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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