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Agro

Mercado de frango permanece estável, com expectativa de alta no curto prazo

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou preços estáveis a ligeiramente mais altos ao longo da semana, tanto no vivo quanto no atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, ainda há uma acomodação nos valores, enquanto o setor aguarda a retomada do movimento de alta no Centro-Sul do país.

Frango mantém competitividade frente a outras proteínas

O analista destaca que a boa competitividade da carne de frango frente a outras proteínas oferece perspectiva de elevação de preços ao longo da cadeia produtiva. “O mercado segue no aguardo de uma posição da China para a retomada das compras de produtos avícolas do Brasil. A missão chinesa no país sinaliza que isso deve ocorrer em breve”, afirmou Iglesias.

O mercado de frango abatido continua firme, com expectativa de aumento de preços especialmente no último trimestre, período de maior demanda. A carne de frango permanece como opção mais acessível ao consumidor brasileiro, considerando o baixo poder de compra da população, além da recuperação das exportações, ainda que sem a participação da China.

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Preços internos do frango

Cortes congelados (atacado e distribuição)

  • Peito: R$ 10,00 → R$ 10,90 (atacado SP); R$ 10,10 → R$ 11,00 (distribuição)
  • Coxa: R$ 7,60 → R$ 8,10 (atacado SP); R$ 7,80 → R$ 8,30 (distribuição)
  • Asa: R$ 11,00 → R$ 11,10 (atacado SP); R$ 11,20 → R$ 11,30 (distribuição)

Cortes resfriados (atacado e distribuição)

  • Peito: R$ 10,10 → R$ 11,00 (atacado); R$ 10,20 → R$ 11,10 (distribuição)
  • Coxa: R$ 7,70 → R$ 8,20 (atacado); R$ 7,90 → R$ 8,40 (distribuição)
  • Asa: R$ 11,10 → R$ 11,20 (atacado); R$ 11,30 → R$ 11,40 (distribuição)
Preço do quilo vivo em diferentes regiões
  • Minas Gerais: R$ 5,60 | São Paulo: R$ 6,40
  • SC (integração): R$ 4,75 | Oeste do PR: R$ 4,90 | RS: R$ 4,75
  • MS: R$ 5,55 | GO: R$ 5,55 | DF: R$ 5,60
  • PE: R$ 7,50 | CE: R$ 7,80 | PA: R$ 7,90
Exportações de carne de frango

Em outubro (8 dias úteis), as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas somaram US$ 308,179 milhões, com média diária de US$ 38,522 milhões. O volume total exportado foi de 183,288 mil toneladas, média diária de 22,911 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.681,4 por tonelada.

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Em comparação com outubro de 2024:

  • Valor médio diário: +2,3%
  • Quantidade média diária: +16%
  • Preço médio: -11,8%

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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