Agro
Cidades médias ganham protagonismo na logística brasileira com o redespacho regional
A logística brasileira, tradicionalmente centrada em grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, vem se transformando com o crescimento econômico de cidades médias. O redespacho, prática que consiste em transferir cargas entre transportadoras em diferentes regiões, deixou de ser uma alternativa secundária e se tornou estratégia-chave para ampliar a capilaridade do transporte no país.
De acordo com dados do IBGE, mais de 54% da população brasileira vive em cidades com 100 mil a 500 mil habitantes, consolidando essas localidades como polos emergentes de consumo e produção. No agronegócio, cidades como Sorriso e Sinop (MT) se destacam como grandes centros de escoamento de soja, enquanto o setor industrial observa crescimento relevante no interior paulista e no Triângulo Mineiro.
Redespacho reduz custos e otimiza rotas
Estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que o redespacho em hubs regionais próximos ao destino final pode reduzir custos logísticos em até 15%, em comparação com trajetos que dependem apenas dos grandes corredores rodoviários saturados, como a BR-116 e a BR-101.
Para Célio Martins, gerente de novos negócios da Transvias, o redespacho permite reduzir distâncias, otimizar prazos e atender clientes fora das rotas tradicionais. Segundo ele, a plataforma da empresa registrou um crescimento de 23% nas consultas para rotas com origem ou destino em cidades médias nos últimos dois anos. “O redespacho não é um custo extra — é um investimento em eficiência logística”, afirma Martins.
Resiliência logística em momentos de crise
Além da redução de custos, o redespacho fortalece a resiliência das cadeias de suprimento. Em situações de crise, como as enchentes que paralisaram o Rio Grande do Sul em 2024, hubs regionais permitiram a continuidade do transporte de mercadorias. “A diversificação de rotas e transportadoras oferece mais segurança ao embarcador e protege o negócio contra imprevistos”, ressalta Martins.
Impacto do e-commerce na interiorização
O crescimento do e-commerce no interior reforça a necessidade do redespacho regional. Dados da Neotrust apontam que 35% das compras online em 2024 foram realizadas fora das capitais, tendência que deve se intensificar. Sem a logística regionalizada, prazos e custos de entrega se tornam inviáveis para esse público crescente.
Interiorização como tendência irreversível
Com a logística representando cerca de 15% do PIB brasileiro, a interiorização surge como um caminho sem volta. O redespacho regionalizado aparece como solução pragmática para atender com eficiência, menor custo e maior velocidade em um país de dimensões continentais, garantindo competitividade e sustentabilidade para diferentes setores da economia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de café do Espírito Santo crescem 97% em maio e acumulam mais de 2 milhões de sacas em 2026
As exportações de café do Espírito Santo seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. Em maio, os embarques somaram 549 mil sacas, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o forte desempenho do setor no acumulado do ano.
No período de janeiro a maio de 2026, o volume total exportado ultrapassou 2,03 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 48% de todo o volume exportado no ano anterior, evidenciando uma expansão consistente da demanda internacional pelo café capixaba.
Conilon lidera crescimento e impulsiona resultado do estado
O desempenho foi puxado principalmente pelo café conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado. Em maio, foram exportadas 444 mil sacas da variedade, mesmo com leve queda de 4% frente ao mês anterior, mas com alta expressiva na comparação anual.
O café arábica também teve avanço relevante, com 67 mil sacas embarcadas em maio, crescimento de 26% na comparação mensal. Já o café solúvel somou 48 mil sacas, com alta de 51%, mostrando recuperação no segmento industrializado.
Em termos de receita, as exportações do mês ultrapassaram US$ 128 milhões, com destaque para o conilon, que respondeu por US$ 94 milhões, seguido pelo arábica com US$ 23 milhões e pelo solúvel com US$ 11 milhões.
Crescimento expressivo no acumulado de 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.
O conilon liderou com 1,5 milhão de sacas (+122%), seguido pelo arábica com 287 mil sacas (+18%) e pelo solúvel com 166 mil sacas (-12%).
A receita total no período ultrapassou US$ 509 milhões, alta de 39% na comparação anual. O conilon respondeu por US$ 364 milhões (+65%), o arábica por US$ 107 milhões (+14%) e o solúvel por US$ 39 milhões (-28%).
Principais destinos do café capixaba
Em maio de 2026, os embarques tiveram como principais destinos mercados estratégicos da Ásia, Europa e Américas.
Entre os países compradores, destaque para:
- Espanha: 13% das exportações totais
- Estados Unidos: 13%
- México: 12%
- Alemanha: 10%
- Colômbia: 7%
- Turquia: 6%
- Itália: 6%
- Bélgica: 5,5%
- Argentina: 5%
- Indonésia: 3%
Esses mercados concentraram cerca de 80,5% de todo o café exportado pelo estado no mês.
Na segmentação por tipo de café, a Turquia liderou as importações de arábica, enquanto a Espanha foi o principal destino do conilon. Já o café solúvel teve como principal comprador os Estados Unidos.
No acumulado do ano, a Colômbia lidera as importações totais, seguida por México, Reino Unido, Espanha e outros mercados relevantes da Europa e América Latina.
Panorama do mercado internacional e bolsas globais
No cenário financeiro mais recente, os mercados internacionais operam com movimentos mistos, refletindo a cautela dos investidores diante de dados econômicos globais e expectativas sobre juros nas principais economias.
As bolsas da Europa apresentam variações moderadas, com investidores acompanhando indicadores de inflação e crescimento. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam ajustes após sessões de volatilidade, com o mercado atento à política monetária do Federal Reserve.
No Brasil, o mercado financeiro também registra comportamento cauteloso, com investidores monitorando o câmbio e os desdobramentos do cenário externo, fatores que influenciam diretamente o fluxo de exportações agrícolas, incluindo o café.
Perspectiva para o setor
O forte crescimento das exportações de café do Espírito Santo reforça a competitividade do estado no mercado internacional, especialmente no segmento de conilon, que segue ganhando espaço em importantes destinos globais.
A tendência é de manutenção de um ambiente favorável para exportações ao longo de 2026, sustentado pela demanda externa firme e pela diversificação de mercados compradores, mesmo diante de um cenário global de maior volatilidade financeira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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