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Agro

Dólar oscila com expectativa sobre evento do governo e cenário político internacional

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O dólar apresentou oscilações leves frente ao real na manhã desta sexta-feira (10), refletindo a cautela dos investidores diante de um dia de agenda econômica enxuta no Brasil e da expectativa em torno de declarações de autoridades do governo federal. Às 9h47, o dólar à vista subia 0,19%, sendo negociado a R$ 5,3857 na venda. Já o contrato futuro de primeiro vencimento registrava alta de 0,11%, a R$ 5,4120, na B3.

Na véspera, a moeda norte-americana havia avançado 0,58%, encerrando o dia cotada a R$ 5,3751, enquanto o Ibovespa — principal índice da bolsa brasileira — caiu 0,31%, aos 141.708 pontos.

Investidores aguardam evento com Lula, Haddad e Galípolo

O foco do mercado nesta sexta-feira está voltado para o evento de lançamento do Novo Modelo de Crédito Imobiliário, em São Paulo, que conta com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A expectativa é de que os discursos tragam sinalizações sobre as estratégias do governo para ajustar as contas públicas, após o arquivamento da Medida Provisória 1303, que previa a taxação de aplicações financeiras.

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O Banco Central também realiza, às 11h30, um leilão de 40 mil contratos de swap cambial, referente à rolagem do vencimento de 3 de novembro, o que deve contribuir para conter eventuais movimentos mais bruscos da moeda.

Dólar perde força no exterior e bolsas aguardam indicadores

No cenário internacional, o dólar apresentava leve queda frente às principais divisas globais, como o iene e o euro, que recentemente vinham sendo pressionadas por turbulências políticas no Japão e na França.

Às 9h48, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,08%, para 99,313 pontos.

Nos Estados Unidos, investidores acompanham indicadores de confiança do consumidor e discursos de autoridades monetárias que podem oferecer pistas sobre os próximos passos da política de juros do Federal Reserve (Fed).

Desempenho acumulado da semana e do ano
  • Dólar:
    • Semana: +0,73%
    • Mês: +0,99%
    • Ano: -13,02%
  • Ibovespa:
    • Semana: -1,73%
    • Mês: -3,10%
    • Ano: +17,81%
Cenário segue de cautela

Com o feriado nos Estados Unidos se aproximando e a falta de novos dados econômicos relevantes no Brasil, a expectativa é de baixo volume de negociações e movimentos contidos no câmbio ao longo do dia.

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A combinação de incertezas fiscais no país e de ajustes nas expectativas sobre os juros americanos deve manter o dólar oscilando em torno de R$ 5,38 até que novas sinalizações do governo e do Banco Central tragam mais clareza ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo histórico em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que os embarques da proteína atingiram volume recorde entre janeiro e maio, consolidando o mercado externo como um dos principais sustentáculos da pecuária nacional.

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Secex, em 1997. O resultado representa crescimento de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 26,6% frente aos embarques registrados em 2024.

Receita com exportações supera R$ 40 bilhões

Além do recorde em volume, as vendas internacionais também alcançaram um desempenho sem precedentes em faturamento. A receita acumulada entre janeiro e maio somou R$ 40,2 bilhões, alta de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado R$ 33,4 bilhões.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado foi favorecido pela valorização do dólar frente ao real ao longo do período e pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional.

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O valor médio da tonelada exportada atingiu aproximadamente R$ 29,5 mil no acumulado do ano, contribuindo para ampliar a rentabilidade das operações externas.

Maio registra maior faturamento mensal de 2026

Considerando apenas o mês de maio, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 290,45 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e avanço de 17,2% na comparação com maio de 2025.

O faturamento mensal chegou a R$ 9,04 bilhões, o maior registrado em 2026 até o momento. O montante representa aumento de 5,35% frente ao mês anterior e salto de 28,08% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O preço médio da proteína exportada em maio atingiu R$ 31.135,21 por tonelada, reforçando o cenário de valorização da carne bovina brasileira no comércio internacional.

Mercado externo ganha importância estratégica para o setor

De acordo com o Cepea, o forte desempenho das exportações ocorre em um momento de desafios para o mercado doméstico. O setor atravessa a transição entre safra e entressafra, período marcado pelo aumento gradual da oferta de animais terminados para abate e por um consumo interno mais moderado.

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Ao mesmo tempo, proteínas concorrentes, como carne de frango e carne suína, seguem competitivas no mercado brasileiro, ampliando a disputa pela preferência do consumidor.

Nesse contexto, o mercado internacional tem desempenhado papel fundamental para sustentar a demanda pela produção nacional e garantir maior equilíbrio ao setor pecuário.

Perspectivas seguem positivas para a carne bovina brasileira

O cenário atual reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina. A combinação entre forte demanda externa, preços historicamente elevados e competitividade da produção nacional continua favorecendo o desempenho das exportações.

Para analistas do setor, a manutenção desse ritmo poderá garantir novos recordes ao longo de 2026, consolidando a relevância da carne bovina brasileira no abastecimento global e fortalecendo a geração de divisas para o agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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